Por Sukarno Cruz Torres
Definimos o caráter, como conjunto de qualidades (boas ou más) que distinguem uma pessoa, sua formação moral e honestidade. Este é o conceito geral para esta palavra.
Através do seu caráter o homem cria suas ambições e, até ai, tudo natural, pois um homem deve sonhar e ter ambições. Mas qual é o preço que o homem está disposto a pagar por isto?
Sim, e o que tem a ver este argumento com a política de Presidente Dutra? Tudo.
O caráter é uma qualidade inerente somente a uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento. É o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo.
As culturas antigas costumavam declarar quando de uma pessoa de índole confiável: “Pessoa de caráter forte”. Quando o caráter – presença inerente no ser – é forte, significa que por mais maravilhosos ou recompensadores os caminhos possam parecer, há sempre um sentimento de alerta dentro, que indica aquele como um caminho errado, mesmo que no momento possa parecer o correto.
O caráter faz ver além, nas consequências dos atos de hoje, e não pode ser adquirido ou estudado ou mesmo aprendido.
Ter ambição não é nenhum pecado. O problema é quando a ambição conflita com a ética. Ambicionar ascensão social e profissional é razoável. Não há nada de condenável nisso.
Hoje em Presidente Dutra, podemos afirmar sem medo de errar, que em certos ‘grupos’ no meio político e setores próximos, as palavras ética, caráter e ambição, estão banalizadas e sem valores nenhum. Não existe valor moral, ético, lógica, nem ideal para defender. Interesse próprio é o que reina no meio.
O político bom é transparente, acessível, fiel a suas ideias e ciente de suas possibilidades.
O limite da ambição é a ética. Quem, em nome da ambição, despreza os valores éticos, ambiciona mal. Esse tipo de ambição é nocivo. Querer ser rico a qualquer custo, por exemplo, é ambição desmedida, que conflita com os valores morais. Vencer, ascender e prosperar, é decorrência natural das nossas ambições e do que fizemos para realiza-las. Afrontar, desprezar, confrontar, agredir os valores éticos em nome dessa ambição, todavia, deve merecer o nosso repúdio.
A ambição material a qualquer custo, sob quaisquer condições, é algo que deve merecer o nosso mais veemente desprezo, sobretudo se o ambicioso exerce funções públicas. Devem ser defenestrados sumariamente e sem demora, dos quadros da política.
Sukarno Cruz Torres é Presidutrense, mora em São Luis, é Analista Financeiro e Técnico em Contabilidade