- Adonias Soares
- 08/07/2009
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Enviado em 08/07/2009 às 17:27
Dino troca a toga por Lugar no Parlamento
Ainda no 1º mandato, comunista já virou uma referência na Câmara
Denise Madueño
Manhã de quinta-feira, 21 de maio. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), conduzia uma reunião com os líderes de todos os partidos na residência oficial. Em volta da mesa, com vista para o Lago Paranoá, o clima tenso entre os líderes aumentava na medida direta em que a tentativa de um entendimento em torno da proposta de reforma política caminhava para o fiasco. Antes de a reunião desandar para troca de acusações políticas, o deputado Flávio Dino (PC do B-MA) tirou um papelzinho dobrado do bolso do paletó e começou a ler uma lista manuscrita de temas e assuntos que despertam a atenção e a preocupação dos parlamentares nas próximas eleições, com uma sugestão de procedimento. Saiu dali com a missão, repassada por Temer, de elaborar projetos para alterar as regras eleitorais que devem ir a votação neste semestre. A despeito de integrar a bancada de um Estado pouco expressivo politicamente e de ser filiado a um partido pequeno – o PCdoB reúne 12 dos 513 deputados – Flávio Dino tem sido o nome chamado para ajudar em questões espinhosas na Câmara. Foi assim no caso do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), dono do castelo acusado de usar verba parlamentar em beneficio pessoal, em projetos complicados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e alguns de difícil compreensão pela maioria dos parlamentares. É o caso das propostas de mudanças no processo penal e no tribunal do júri, votados na esteira do crime que vitimou o garoto João Hélio Fernandes, no Rio de Janeiro, em 2007. Dino é a expressão de um raro caso na política. Aos 38 anos de idade, renunciou à magistratura e abriu mão de um futuro seguro como juiz federal, função que exercia havia 12 anos, para se aventurar na disputa por um mandato de deputado federal, em 2006. Ele compara sua situação à dos escaladores dos 8.848 metros do Monte Everest, que passam anos se preparando para a aventura. “Cada um sobe a montanha que lhe atrai. Jamais subiria o Everest, por isso, inventei um. Vivo uma aventura de quatro em quatro anos.” A renúncia ao cargo de juiz foi uma imposição da lei. “Eu gostava muito de ser juiz e gostaria de não ter largado. Mas não me arrependo. Se o sistema brasileiro permitisse, gostaria de ser juiz licenciado”, avalia o deputado, que está no exercício de seu primeiro mandato. De uma família tradicional na área jurídica no Maranhão – o avô foi desembargador, o pai e a mãe são advogados, o irmão mais velho é procurador da República e o irmão mais novo cursa direito – a política fazia parte do enredo doméstico. Em 1964, quando ainda não era nascido, o pai, Sálvio Dino, foi cassado, perdeu o mandato de deputado estadual e os direitos políticos, acusado de ser comunista pelo regime militar. A troca da magistratura pela política, em 2006, teve o estímulo do então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), agora ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do atual presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro César Asfor Rocha. Sempre em sintonia com Jobim, Dino foi juiz-auxiliar no Supremo e secretário nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dois anos antes, quando pensou em se candidatar a prefeito de São Luís, foi dissuadido a não se arriscar na política pelo então presidente do PT, José Genoino (SP), hoje colega de mandato e da CCJ. Dino foi filiado ao PT de 1987 até 1994, quando assumiu o cargo de juiz. “Não entra nessa. O PT do Maranhão é muito confuso. Continua como juiz”, lembrou Genoino. O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), entidade que acompanha o desempenho dos parlamentares sob o ponto de vista dos sindicatos, classifica Dino como um deputado de “preparo técnico, capacidade de articulação e excelente oratória”. A deputada Jô Moraes (PC do B-MG), ex-líder do PC do B, acrescenta: “É um aglutinador no sentido conceitual. Sempre busca dar uma contribuição, independentemente de o projeto ser dele ou não. O diferencial é que ele busca o consenso, sem o confronto, e apresenta soluções criativas”. Fato é, lembra a deputada, que em uma Casa na qual muitos parlamentares têm carência do domínio das questões legais, o deputado virou uma referência. De hábitos que considera “normais”, Dino passa a maior parte da semana em Brasília, onde mora com a mulher e seus dois filhos. Divide o seu tempo com o trabalho, a família e leituras. Comunista, o deputado carrega na carteira a imagem de São Francisco de Assis, do qual é devoto, e de Santo Expedito, presente de uma eleitora. A formação católica teve influência dos padres do Colégio Marista de São Luís, identificados com a Teologia da Libertação. Do ensino fundamental, Dino não se esquece do livro História da Sociedade Brasileira, do professor e hoje deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). Em 2006, dos 18 deputados eleitos pelo Maranhão, Dino foi o quarto mais votado. No ano passado, concorreu à prefeitura da capital. Entrou na disputa com 4% das intenções de voto, chegou ao segundo turno com 34%. Na segunda etapa, obteve 215 mil votos, 45% dos válidos, perdendo para João Castelo (PSDB). O nome de Dino tem sido trabalhado no Estado como alternativa para disputar o governo em 2010, contra os grupos de Sarney e de Jackson Lago. “Não rejeito a ideia, mas não trabalho para isso. Se rolar, rolou. Meu objetivo é ser candidato a deputado federal no próximo ano”, afirmou. “Faço o que gosto. Sinto-me bem e feliz em ser deputado.”
RICARDO LUCENA
- Adonias Soares
- 08/07/2009
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Acabo de receber um panfleto contendo a relação de todas obras da administração Irene Soares realizada, segundo ela, ao longo de quatro anos e meio de sua gestão. Ao todo são 47 ítens. Vou relacioná-los aqui um por um para o devido debate entre os nossos leitores. O panfleto teria sido distribuído no último dia 28 de junho em meio às comemorações do aniversário da cidade. procurei este panfleto como se procura uma agulha no palheiro e não encontrei, apenas alguns sortudos o teriam conseguido. Segundo a pessoa que me entregou, disse-me que conseguiu este no gabinete de um deputado em São Luis e que os demais foram distribuídos por lá. Faz todo sentido. Se a prefeita tivesse bem na foto e do jeito que esse pessoal da prefeitura gosta de tanto barulho, com certeza a cidade estava entupida com esses panfletos.
- Adonias Soares
- 08/07/2009
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Um vereador liga para este blogueiro informando que ainda hoje está esperando os Contadores da Prefeitura de Presidente Dutra levarem à casa a cópia da prestação de contas que apresentaram em plenário há pelo menos dois meses, ele foi o único a pedir a cópia. Os dois contadores contratados a peso de ouro em São Luis chegaram de surpresa na Câmara e passaram uma manhã inteira lendo os ítens das tais prestações de contas, uma atitude meramente burocrática. Todo mundo sabe que isso é para que eles pudessem pegar uma cópia da ata da sessão para anexar à prestação de contas que foi enviada ao TCE – Tribunal de Contas do Estado, uma exigência da lei de responsabilidade fiscal. Nenhum vereador teve acesso à documentação para contestar ou avaliar o que nela estava contido, mesmo assim os vereadores Ronaldo Pereira e Silvia se apressaram em elogiar a “atitude” da administração municipal, sem nem ao menos terem conhecimento prévio do que os “Contadores” estavam falando. O mesmo vereador diz que “Os contadores foram na Câmara, foi somente contar lorota e não prestar contas à população”.
- Adonias Soares
- 05/07/2009
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O presidente da Câmara Municipal de Presidente Dutra Itamar Lucena Lima (PSDB) precisou de seis meses na presidência para levar ao plenário um projeto “pai d’égua” como se diz no jargão popular. Pasmem caros internautas! O vereador Itamar Lucena Lima (Foto) apresentou e seus colegas aprovaram projeto de lei de sua autoria criando a Galeria dos ex-presidentes da casa, um projeto tão inexpressivo quanto a atuação de alguns que já passaram por ali, com raríssimas exceções. Irão integrar a famosa “Galeria do Itamar”, os ex-presidentes Sebastião Paé, Zezão, Wilson Oliveira, Neufran Lima entre outros. Será que de uma cabeça daquele tamanho não daria para sair coisa melhor? E o pior é que nenhum dos vereadores que aprovaram o projeto sabem onde e quando a tal galeria será construída. Enquanto todos os vereadores ficam nesse lenga-lenga, sem nenhuma proposta proveitosa, diversos assuntos importantes para o bem estar da comunidade ficam sem serem debatidos. Mas é assim mesmo, o povo votou, escolheu e têm os representantes que merece. Agora é agüentar mais três anos e meio de taca e ver se na próxima eleição saibam escolher melhor quem representá-los.
Em tempo: Segundo o dicionário informal, pai d’égua é uma palavra de origem paraense que significa uma coisa ótima, fenomenal, excelente, nota mil, significado este que não tem nada a ver com o projeto do vereador Itamar.
- Adonias Soares
- 04/07/2009
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Essa aconteceu há alguns dias e por ser uma situação pra lá de espantosa, vale a pena lembrar. Uma sessão da Câmara Municipal de Presidente Dutra foi encerrada por falta de bateria nos microfones. Pode? Na administração Itamar, isso Pooooode. O fato aconteceu na sessão do dia 15/06. No momento em que o vereador Raimundo Nava fazia uso da palavra, a bateria do microfone sem fio que ele usava descarregou e ficou por isso mesmo. O presidente Itamar Lucena (PSDB) simplesmente achou melhor encerrar a sessão do que resolver o problema. É inadmissível que uma Câmara Municipal do porte da de Presidente Dutra não tenha uma simples bateria em estoque ou dinheiro pra comprá-la. Uma bateria dessa custa algo em torno de nove reais. É a Treva! Como diz a Bianca, personagem da atriz Isabelle Drummond da novela Caras & Bocas da Rede Globo.
- Adonias Soares
- 04/07/2009
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Na primeira sessão do ano, o vereador Aristeu Nunes (PDT), que exerce o primeiro mandato, apresentou de cara dez requerimentos ao plenário da Câmara Municipal de Presidente Dutra, todos dirigidos ao então governador cassado Jackson Lago que estava prestes de deixar o governo. Pediu estradas, poços artesianos, a construção do prédio da Câmara entre outros. Na época Aristeu encaminhou os requerimentos diretamente ao governador e não à sua chefe política Irene Soares como é de praxe alegando ser amigo pessoal de Jackson. O governador foi cassado, passaram seis meses e o vereador nunca mais tocou no assunto da tribuna da casa, diz apenas que “agora não tem como, pois não sou aliado da Roseana”. Provocado por este blogueiro sobre o porque de não ter dirigido os requerimentos a Irene, ele foi enfático ao dizer que era por causa da amizade que tinha e tem com o agora ex-governador. Perguntar não ofende: Será que a amizade entre Aristeu e Jackson é mais antiga, e mais sólida que a dele com Irene?
Por falar nisso…
O mais engraçado de tudo isso é que o clã dos “Nunes” só usa suas amizades para conseguirem algo em benefício próprio. Aristeu, Zezão e companhia se valeram de algumas amizades dentro do atual governo (Roseana) que tanto “esculhambaram” para conseguir uma boquinha na Secretaria Estadual de Minas e Energias para Lucas Moraes Nunes Martins irmão de Aristeu . Nunes, como é mais conhecido, é estudante de medicina do CEUMA e foi o primeiro balaio de Presidente Dutra a ser nomeado no novo governo, fato denunciado em primeira mão (clique aqui) por este blogue. No sitio do DOE (www.diariooficial.ma.gov.br) ainda consta a nomeação de Lucas Nunes Martins como Assessor Especial da Secretaria de Minas e Energia símbolo DGA com salário em torno de R$ – 2.600,00 (Dois mil e seiscentos reais). Este fato acaba o discurso de Aristeu e Zezão contra governadora Roseana Sarney mesmo que Nunes seja exonerado. E não adianta dizer que não têm nada a ver com isso e que o emprego é fruto da amizade de Nunes com o filho de Fufuca Dantas não. A esperteza já ficou comprovada. A ética e o bom senso recomendam que não era nem pra terem aceitado tal nomeação.