A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) a nona fase da “Operação sem Desconto”, mirando um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Entre os alvos de busca e apreensão estão o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB).

O papel de Weverton segundo a PF

A decisão do ministro André Mendonça, do STF, que teve o sigilo derrubado nesta terça, é dura com o senador maranhense. Segundo o documento, a autoridade policial aponta Weverton como a peça central do esquema investigado; o responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos e acompanhar repasses, além de tratar de imóveis e interferir em decisões patrimoniais do grupo.

Na ação desta terça, os mandados cumpridos no Maranhão teriam atingido endereços ligados a familiares do senador; esposa, filha e duas irmãs em são luís e barreirinhas, segundo o imirante.

Fred Campos também é alvo

A nova fase da operação não atingiu apenas familiares de Weverton: o advogado Willer Tomaz e o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, também foram alvos de busca e apreensão. De acordo com a mesma apuração, os agentes teriam encontrado cerca de r$ 500 mil em espécie e uma máquina de contar cédulas durante as diligências.

Não há, até o momento, detalhamento oficial no processo sobre a natureza exata da vinculação de Fred Campos ao esquema; ponto que deve ganhar mais contornos conforme o sigilo dos autos avançar.

Estrutura e alvos da operação

Ao todo, foram 18 mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços no Distrito Federal e no Maranhão. entre os nomes de peso está o advogado Willer Tomaz, apontado pela PF como o “personagem de sustentação” do grupo; associado, segundo a decisão do STF, a empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos.

A engenharia por trás do esquema

Segundo a PF, o grupo teria recorrido a uma estrutura sofisticada para esconder a origem e o destino do dinheiro desviado dos descontos não autorizados. O modelo, de acordo com a investigação, envolvia:

– Pessoas físicas e jurídicas laranjas;
– Contas bancárias em nome de terceiros;
– Estruturas empresariais de fachada;
– Movimentações frequentes em espécie, para dificultar o rastreamento.

A Operação sem Desconto já havia atingido Weverton Rocha em dezembro do ano passado, em sua primeira fase. A repercussão da nona fase, agora, coloca lado a lado dois nomes de peso da política maranhense; um senador da república e um prefeito da região metropolitana de São Luís.

Uma Notícia-Crime foi apresentada neste sábado, 1º, à Polícia Federal contra o Instituto Veritá por suspeita de fraude em pesquisa eleitoral. O instituo é acusado de favorecer o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), inflando seus números nas pesquisas.

  • Braide realiza convenção na próxima segunda-feira,3, e espera coligar com outros partidos para ter tempo na TV;
  • os números Veritá dizem que ele vence a eleição em primeiro turno, o que tende a atrair legendas para coligação.

“O Instituto Veritá apresenta duas informações que precisam ser esclarecidas. Ao mesmo tempo que afirma ter escolhido os entrevistados por critérios estatísticos, informa que as pessoas participaram voluntariamente, por meio de uma plataforma eletrônica. Sem uma explicação mais detalhada, não é possível saber como o instituto evitou que a pesquisa fosse respondida apenas por pessoas interessadas em participar”, diz um trecho da denúncia à PF.

O instituto Veritá tem se notabilizado nestas eleições por divulgar pesquisas amplamente favoráveis a Braide e aos seus aliados. Mas ela enfrenta denúncias de fraudes também em outros diversos estados.

  • o Veritá já teve suspensas pesquisas em Amazonas, Paraíba, Alagoas, Distrito Federal, Santa Catarina e Pernambuco;
  • em todos os estados ela favorece candidatos, muitos deles ligados ao mesmo PSD, do ex-prefeito Eduardo Braide.

Além da investigação da Polícia Federal, a denúncia pede o envolvimento do Ministério Público.

Caso condenado, o instituto pode até perder a condição de fazer pesquisas no Maranhão…

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Com informações do Blog de Marco D’ Eça

Wesley Patati campeão da SuoerCopa da Holanda.(Foto aquivo Pessoal)

Por: Dalvino Barbosa.

O presidutrense, Weslley Patati foi campeão da SuperCopa da Holanda com o AZ Alkmaar. A equipe goleou o PSV por 4 a 0, no Philips Stadion, pela grande final, nesse domingo (02). Ele foi titular e marcou um dos gols no confronto.

“É mais uma conquista que vai ficar marcada na minha carreira. Vencer uma final já é algo muito especial e poder ajudar a equipe com um gol torna esse momento ainda mais gratificante. Fico muito feliz por conquistar mais um título com a camisa do AZ. Em duas temporadas, já levantamos dois troféus, o que mostra a força do nosso grupo e o trabalho que vem sendo feito. Espero que essa seja apenas a primeira de muitas alegrias que ainda vamos viver juntos nessa temporada”, afirmou Patati.

Patati já tinha participado do título da Copa da Holanda. Pelo clube holandês, o atacante soma 41 jogos, com três gols e quatro assistências. Revelado na escolinha do Atlético Maranhense de Presidente Dutra – MA, defendeu e brilhou com a camisa Santos, pelo time da Vila disputou 33 partidas na equipe principal, com dois gols e uma assistência.

Em setembro de 2024, foi negociado com o Maccabi Tel Aviv por 1,3 milhão de euros (cerca de R$ 8,1 milhões na cotação da época), iniciando a trajetória no futebol internacional.

Em Israel, Patati rapidamente caiu nas graças da torcida do Maccabi Tel Aviv e recebeu o apelido de “Mago Brasileiro”. Pelo clube israelense, acumulou 15 gols e nove assistências em 45 jogos, sendo protagonista nas campanhas dos títulos do Campeonato Israelense e da Copa de Israel.

O desempenho chamou atenção do AZ Alkmaar, que acertou a contratação dele em agosto do ano passado por cerca de sete milhões de euros (aproximadamente R$ 44,6 milhões na cotação da época), transformando o brasileiro na contratação mais cara da história do clube da Holanda e assinando um contrato até meados de 2030.

AZ Alkmaar Campeão sa SuperCopa da Holanda 2026.

O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), participou, neste sábado (1º), da cerimônia oficial de abertura da 34ª Vaquejada do Parque Onildo Maior, em Colinas. Ao lado do prefeito Renato Santos, do pré-candidato a deputado federal Vinícius Ferro, de Zé Henrique Brandão, idealizador do Parque Onildo Maior, familiares e convidados, Orleans acompanhou o momento que marcou oficialmente o início da programação de um dos eventos mais tradicionais do calendário cultural do Maranhão, realizado há 34 anos e que reúne vaqueiros, competidores e visitantes de diversas regiões do estado.

Durante a solenidade, Orleans relembrou a ligação construída com o Parque Onildo Maior desde a infância e destacou o significado da vaquejada para a história de Colinas, da família Brandão e para a cultura maranhense.

“Eu praticamente fui criado aqui dentro. Todas as vezes que eu vinha para Colinas fazia questão de ficar no Parque Onildo Maior, porque faz parte da nossa cultura e das nossas raízes. Fiz questão de parar um pouco a minha agenda para estar aqui com os colinenses que eu tanto amo e participar desse momento tão especial”, afirmou.

Com 34 anos de história, a Vaquejada do Parque Onildo Maior se consolidou como uma referência da cultura sertaneja no Maranhão, reunindo famílias, vaqueiros e admiradores do esporte. O evento também tem impacto direto na economia, movimentando hotéis, restaurantes, bares, comércio e diferentes trabalhadores durante a programação. Pela sua dimensão, a vaquejada reúne pessoas de diferentes idades, municípios e realidades sociais, fortalecendo uma manifestação cultural que faz parte da identidade do povo maranhense.

O prefeito de Colinas, Renato Santos, falou sobre a importância da vaquejada para o município e para a movimentação econômica gerada durante o evento.

“Parabenizo o crescimento do Parque Onildo Maior. Hoje nós vemos Colinas lotada, os hotéis cheios e as cidades vizinhas também movimentadas. Isso mostra a força dessa vaquejada. Tenho certeza de que, no próximo ano, estaremos realizando uma festa ainda maior. Na 35ª Vaquejada, não estarei ao lado de Orleans Brandão, mas do governador do Maranhão, Orleans Brandão.”, afirmou.

Durante a cerimônia, Vinícius Ferro ressaltou a trajetória de Orleans Brandão e a relação construída com a história da família.

“Orleans, tenho certeza de que você dará continuidade a esse legado, tanto no lado empresarial quanto na política. Você é um jovem destemido, ousado e parceiro”, declarou.

Ao encerrar a solenidade, Orleans falou sobre a importância de manter viva uma tradição construída junto com a população e destacou o papel da vaquejada como instrumento de geração de oportunidades para Colinas e para todo o Maranhão.

“Esse parque ajudou a construir uma linda história junto com o povo de Colinas. Aqui a gente fomenta a economia, gera emprego e renda, movimenta a cidade e recebe pessoas de todo o Brasil. Tenho muito orgulho dessa história e da responsabilidade de contribuir para que essa tradição continue por muitos anos”, concluiu.

Experiências, roteiros e oportunidades de investimento vão ser apresentados na Arena ESG, Turismo e Economia Criativa. Programação completa está disponível no site e no aplicativo oficial da Feira

Quando Herly Agnes recebe visitantes na Aldeia do Leão, em Carolina – MA, ela não oferece apenas o contato com a natureza, cachoeiras e trilhas ou uma hospedagem em meio ao Cerrado maranhense. O convite é para viver uma experiência construída a partir da ancestralidade, da educação ambiental e do respeito ao território. Esse modo de empreender ela traz para a Feira do Empreendedor 2026, onde o turismo ocupará posição de destaque como uma das cadeias produtivas de maior potencial para gerar desenvolvimento sustentável em diferentes regiões do Maranhão.

“A gente consegue mostrar um pouco do que faz no sul do Maranhão. As pessoas conhecem o nosso projeto, entendem o propósito e acabam se conectando ao nosso trabalho”, resume a empreendedora, que participa da Feira pela quarta vez.

A trajetória do empreendimento sintetiza o conceito que orienta a Arena ESG, Turismo e Economia Criativa da Feira do Empreendedor 2026. Idealizada por Herly e pelo marido Bruno Braga, a Aldeia do Leão transformou um atrativo natural da Chapada das Mesas em um negócio focado no ecoturismo, que aposta na valorização da cultura dos povos originários, na educação ambiental e na economia circular, demonstrando como identidade local e a sustentabilidade podem se transformar em diferencial competitivo.

Essa é justamente a mensagem que o Sebrae pretende levar aos visitantes da Arena durante os três dias da Feira. Além de apresentar histórias inspiradoras como a da Aldeia do Leão, o espaço, que conta com parceria da Secretaria de Estado do Turismo – SETUR/MA e as Instâncias de Governança Regional – IGR’s, reunirá empreendedores, especialistas, gestores públicos e representantes das IGR’s para mostrar como turismo, economia criativa e práticas ESG podem ampliar a competitividade dos pequenos negócios e fortalecer os territórios maranhenses, gerando oportunidades e negócios.

“O empreendedor que incorpora práticas sustentáveis e valoriza a identidade do seu território transforma cultura, saberes e características locais em um diferencial competitivo. São negócios mais preparados para responder às expectativas do mercado atual e gerar prosperidade para suas comunidades. Estamos trazendo para a Feira justamente esse aspecto”, destaca a coordenadora da Arena ESG, Turismo e Economia Criativa, Flávia Nadler.

Pitches de oportunidades enfocam diversidade e oportunidades no turismo

A programação da Arena vai dar destaque para oportunidades de investimento em turismo, com apresentações de pitch que vão mostrar o potencial dos 10 polos turísticos maranhenses. Nos três dias da Feira, representantes das IGR’s e empreendedores como Herly mostrarão experiências, roteiros, produtos e possibilidades de negócios nos polos da Chapada das Mesas, Cocais, Amazônia Maranhense, Floresta dos Guarás, Munim, Lagos e Campos Floridos, Sertão Maranhense e Serras Guajajara,Timbira e Kanela, além de São Luís e Lençois Maranhenses.

Diversificação – Mais do que divulgar destinos, o espaço deve ampliar o olhar sobre um Maranhão que reúne oportunidades distribuídas por todo o estado. É essa visão que Luciana Bezerra, empreendedora do setor de viagens (Tria Viagens, de Caxias-MA) e representante do Polo Cocais, espera compartilhar durante a Feira.

“Ter o turismo e os polos como vitrine dentro da Feira do Empreendedor é muito importante. Vamos mostrar um Maranhão diferente daquele que normalmente é associado apenas aos Lençois Maranhenses e a São Luís. O Polo Cocais reúne experiências de turismo histórico-cultural, turismo de natureza e turismo em comunidades quilombolas, revelando oportunidades para novos visitantes, investidores e parceiros”, afirma.

Os pitches dos polos turísticos permitirão que os visitantes conheçam atrativos, produtos, roteiros e experiências oferecidas em cada região do estado. Mas, a programação da Arena é bem mais ampla, com palestras, painéis e oficinas e rodas de conversa sobre inteligência artificial aplicada à sustentabilidade, tecnologia, economia circular, empreendedorismo ancestral, economia criativa, moda autoral maranhense, mudanças climáticas, empreendedorismo em comunidades tradicionais e a Plataforma Crescimento Sustentável, iniciativa do Sebrae voltada à certificação ESG para pequenos negócios e comunidades turísticas.

Economia criativa articulada à cultura e saberes locais

Essa mesma lógica de transformar identidade territorial em oportunidade marca outras experiências na Arena ESG, Turismo e Economia Criativa. A programação dará visibilidade a iniciativas de comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas, mostrando como cultura, sustentabilidade e empreendedorismo podem fortalecer territórios com vocação turística.

Entre essas experiências, está o Projeto Quilombás, coletivo formado por 24 mulheres quilombolas e campesinas de Cantanhede – MA, que faz do aproveitamento integral do coco babaçu uma fonte de renda, preservação cultural e fortalecimento da economia solidária. Para a Feira, elas vão trazer cestos, biojoias, sousplats, sabonetes, óleos e outros produtos artesanais carregados de saberes ancestrais, convertidos em oportunidades de mercado.

Participante da roda empreendedora Economia Criativa da Floresta: Cultura, Natureza e Negócios, Maria Josiane Ferreira Pacheco acredita que a Feira representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade desse trabalho do coletivo. “Estaremos representando vidas, cultura e o conhecimento do nosso povo em um evento tão importante para o empreendedorismo. Cada peça nossa, carregará nossa história, a ancestralidade e o trabalho das mulheres quilombolas de Cantanhede, mostrando a potência da nossa cultura, que também gera renda, empreendedorismo e desenvolvimento”, explica ela.

Além disso, a riqueza artesanal maranhense poderá ser vista em outros espaços da Feira, como os Lounges Saber Fazer (na própria na Arena) e em outros pontos do Pavilhão, onde artesãos e empreendedores criativos estarão fazendo demonstrações de como produzir e ações de venda. Os artesãos também marcam presença na Expo MEI e no Armazém do Empreendedor, espaço este organizado pela Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (SEINC).

Consciência ambiental – Outro destaque é o espaço chamado Cinema ESG, onde será exibido (dia 16/08, das 12h35 às 14h) o documentário “Mar de Lixo”, da produtora Katufilm. Dirigido por Taciano Brito, o documentário maranhense retrata o impacto da poluição nos ecossistemas do Maranhão, promovendo uma reflexão sobre a gestão de resíduos e a importância do tema  para negócios e atividades econômicas como o turismo.

Essa valorização da cultura e identidade também aparece em um Desfile de Moda Ancestral Indígena (no dia 15 de agosto) e nas Rodas Empreendedoras, em uma série de ações que promovem reflexões e revelam como tradição, inovação e sustentabilidade podem caminhar lado a lado na geração de renda e no fortalecimento dos territórios. Além destas, também deve atrair a atenção do público a Ativação da Plataforma Crescimento Sustentável, com orientação sobre o Selo Sebrae de Sustentabilidade e os critérios de certificação ESG para pequenos negócios.

Sobre a Feira do Empreendedor 2026 – Realizada pelo Sebrae, a Feira terá correalização do Governo do Estado (por meio da SEINC) e do Sistema Fiema (SESI, SENAI E IEL/MA). Terá patrocínio da Prefeitura de São Luís e Ceape Brasil, contando com parceria da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, Fecomércio-MA, Sistema FAEMA/SENAR e E-commerce Brasil.

Para se inscrever e aproveitar todas as atrações, os visitantes poderão consultar a programação completa no site https://feiradoempreendedor.sebraema.com/ e utilizar o aplicativo oficial do evento (disponível nas plataformas IOS e Android), que possibilita ao participante montar uma agenda personalizada, selecionar atividades de seu interesse e receber lembretes ao longo dos três dias de programação.

Uma notícia de fato criminal, protocolada neste sábado (1°) na Superintendência Regional da Polícia Federal no Maranhão, pede a investigação de uma possível fraude na pesquisa eleitoral MA-01455/2026, realizada pelo Instituto Veritá.

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 29 de julho, com 1.525 eleitores. Segundo os números divulgados, o pré-candidato Eduardo Braide aparece com 56,2% das intenções de voto para o Governo do Maranhão.

A denúncia sustenta que os resultados não poderiam ser reproduzidos a partir da metodologia registrada pelo próprio instituto. Por isso, pede que a Polícia Federal investigue a possível prática do crime previsto no artigo 33, parágrafo 4º, da Lei das Eleições.

Segundo a denúncia, o Instituto Veritá apresenta duas informações que precisam ser esclarecidas. Ao mesmo tempo que afirma ter escolhido os entrevistados por critérios estatísticos, informa que as pessoas participaram voluntariamente, por meio de uma plataforma eletrônica. Sem uma explicação mais detalhada, não é possível saber como o instituto evitou que a pesquisa fosse respondida apenas por pessoas interessadas em participar.

Outro questionamento envolve a escolaridade dos entrevistados. De acordo com o documento, as pessoas com ensino superior representam 15,7% da população usada como referência, mas aparecem com 28,6% na pesquisa. O instituto não teria informado os cálculos utilizados para justificar essa diferença.

Também há dúvidas sobre a apresentação dos resultados. Na disputa pelo Governo, alguns candidatos foram reunidos na categoria “outros”. Para o Senado, as duas opções de voto de cada entrevistado foram misturadas em uma única tabela.

A pesquisa ouviu 1.525 pessoas. Como cada uma poderia indicar dois nomes para o Senado, deveriam existir 3.050 respostas. A soma publicada, porém, chega a 3.049. Outra coluna totaliza 200%, porque os percentuais foram calculados de formas diferentes.

A denúncia pede acesso aos dados originais para esclarecer se essas diferenças resultam de erros de apresentação ou de irregularidades na pesquisa.

Resultado destoa de outras pesquisas

O levantamento do Veritá também chama atenção pela distância em relação às demais pesquisas realizadas no Maranhão durante julho.

Na pesquisa Real Time Big Data, registrada sob o número MA-04311/2026, Braide apareceu com 44% e Orleans com 31%. O estudo ouviu 1.600 eleitores nos dias 6 e 7 de julho. Os números foram divulgados pelo Metrópoles.

No levantamento do INOP, MA-01555/2026, Orleans registrou 45,06% e Braide, 43,52%, configurando empate técnico. A pesquisa ouviu 2.610 pessoas entre os dias 8 e 16 de julho.

Já o Instituto Véritas, apontou Orleans com 48,7% e Braide com 42,5%. A pesquisa MA-02581/2026 foi realizada entre 17 e 21 de julho. O levantamento ouviu mil eleitores.

Financiamento também entra na denúncia

O documento pede ainda a investigação da origem dos recursos utilizados pelo Veritá em sua atuação nacional. Dados levantados a partir dos registros da Justiça Eleitoral mostram que o instituto declarou 93 pesquisas financiadas com recursos próprios em 2026, ao custo total de R$ 10,8 milhões.

O valor supera a receita bruta de R$ 3,8 milhões e o lucro de R$ 927 mil declarados pela empresa no ano anterior. As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo.

A pesquisa maranhense, especificamente, foi contratada por um terceiro. Mesmo assim, a denúncia solicita que sejam identificados os financiadores e beneficiários dos levantamentos, além da origem dos recursos empregados pelo instituto em seu projeto nacional.

Problemas em outros estados

O caso do Maranhão se soma a uma série de questionamentos judiciais enfrentados pelo Veritá em 2026. As decisões possuem fundamentos e situações processuais diferentes e nem todas reconhecem fraude.

No Amazonas, a Justiça Eleitoral suspendeu, em caráter liminar, a pesquisa AM-03377/2026. Uma análise apresentada no processo identificou aproximadamente 380 pares consecutivos de registros idênticos nos 28 campos avaliados, o equivalente a cerca de 62% da amostra. Também foi apontada divergência nas datas da coleta. A magistrada ressaltou que a confirmação das irregularidades dependeria de análise técnica. A decisão consta do Diário da Justiça Eletrônico.

Na Paraíba, duas pesquisas foram atingidas por decisões judiciais. A PB-05352/2026 teve sua divulgação proibida por falhas na descrição do método, na auditabilidade territorial e nas fontes usadas para definir a amostra. Em outro processo, a pesquisa PB-06159/2026 foi declarada irregular e teve a divulgação definitivamente proibida. O instituto recebeu R$ 53.205 de multa pela pesquisa irregular e outros R$ 50 mil pelo descumprimento de uma liminar, totalizando R$ 103.205. A decisão foi divulgada em 17 de julho.

Em Alagoas, o TRE proibiu definitivamente a divulgação da pesquisa AL-03400/2026 e aplicou multa de R$ 53.205. A decisão apontou divergências na composição da amostra por renda, informação territorial genérica e perguntas sobre a eleição presidencial em um levantamento registrado apenas para cargos estaduais e parlamentares. O julgamento foi mantido pelo colegiado do Tribunal.

No Distrito Federal, uma liminar suspendeu a pesquisa DF-01208/2026 após o levantamento, registrado para governador e senador, incluir perguntas sobre a Presidência da República. A decisão fixou multa diária de R$ 5 mil, mas deixou claro que o caso ainda seria submetido ao contraditório e ao julgamento de mérito. A suspensão foi noticiada pelo Correio Braziliense.

Em Santa Catarina, outra decisão liminar suspendeu um levantamento cujo documento de delimitação territorial apresentou municípios do Maranhão como parte da amostra catarinense. O Veritá reconheceu um “equívoco material”, afirmou que o arquivo foi corrigido e negou qualquer impacto sobre a metodologia ou os resultados. O caso e a resposta do instituto foram publicados pelo Poder360.

Em Pernambuco, o TRE condenou o instituto ao pagamento de R$ 53.205 e manteve a proibição de divulgação da pesquisa PE-07960/2026 por ausência de informações obrigatórias sobre a distribuição territorial dos entrevistados. A decisão, entretanto, registrou expressamente que não houve demonstração concreta de fraude. O julgamento foi publicado em 28 de julho.

Além da abertura da investigação, o documento dirigido à Polícia Federal solicita a preservação imediata dos bancos de dados, microdados, registros de auditoria, arquivos de áudio, metadados e históricos de processamento da pesquisa maranhense. Também foram requeridas perícias estatística e computacional, a apuração da origem dos recursos e a oitiva dos representantes do instituto, do estatístico responsável, dos executores da coleta, do contratante e dos responsáveis pela divulgação.

A denúncia pede, por fim, que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral e à Justiça Eleitoral.

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Por Gilberto Léda

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