Anúncio de valorização da Educação do Estado feito ontem, é apenas cumprimento da lei

A secretária de Educação, Áurea Prazeres: sem autonomia. O governador decide até sobre qual prego enfiar numa parede.
A secretária de Educação, Áurea Prazeres: sem autonomia. O governador decide até sobre qual prego enfiar numa parede.

O governado do Estado, Flávio Dino (PCdoB) anunciou ontem (20/01), vários atos foram trombeteados pela “imprensa” alinhada como “valorização da educação e dos educadores maranhenses”. Entre eles, o reajuste de 13,01% no piso nacional dos profissionais da educação básica.

Na verdade, o piso é uma determinação do Ministério de Educação (MEC), em cumprimento à Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008. Não há nisto nenhuma bondade do governador da mudança, apenas uma obrigação. “Vamos sempre dialogar com os servidores do Maranhão e discutir melhores condições de trabalho”, declarou Flávio Dino. Mas não foi bem isso o que aconteceu quando ele decidiu, por conta própria, mudar o calendário de pagamento do servidores públicos estaduais.

Um outro anúncio a ser feito com estardalhaço é o concurso público para a Educação estadual. Devem ser abertas 3 mil novas vagas, porém, que estavam previstas no orçamento do governo passado. À frente da Educação do governo passado estava um dos parlamentares mais sérios deste Maranhão, o deputado federal Pedro Fernandes (PTB). Reservado, Fernandes não fazia alardes de seu trabalho, ao contrário dos aloprados atualmente no poder.

São mais contratações com impacto óbvio na Folha de Pagamento que também comprovam o parangolé feito pelo governo bocudo de “rombo” nos cofres estaduais. O concurso é o mais legítimo procedimento administrativo para ingresso na carreira pública e só um imbecil poderia criticar a abertura de novas oportunidades de trabalho.

Mas o atual governo prima pela distorção dos fatos e por propagandear aquilo que, efetivamente, ainda não fez pelo Maranhão.

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Do Camarão Seco

2 Responses

  1. Caro amigo Adonias Soares, se você não esqueceu, os últimos aumentos, mesmo sendo lei, eram ignorados pelo governo de Roseana Sarney, só depois de greves eram cumprindo e ainda parcelados para serem pagos durante o ano inteiro. Considerando assim, o pagamento sem greve e já no mês de janeiro, o que ajuda e muito o funcionalismo devido aos altos gastos no início do ano, é uma vitória.

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