
Até o vereador Tom Santos; sim, ele mesmo, que foi reeleito mais pelas “bên$$ãos” do Padroeiro da cidade de Tuntum do que por seus próprios méritos e votos, resolveu, na sessão da câmara de quinta (16/04), vestir o figurino de crítico da gestão da qual “diz” fazer parte. Só que tem um pequeno detalhe: ele foi eleito nas sobras eleitorais, um dos últimos colocados.
No dia da apuração, foi um corre-corre daqueles que fazem qualquer um suar frio a cada atualização da apuração. Naquele fim de tarde de outubro de 2024 na casa do prefeito, a cada parcial, Tom Santos passava mais perto de passar mal do que de comemorar. Mas, no fim e a duras penas conseguiu se reeleger.
E agora vamos à crítica.
Durante seu enfadonho discurso, daqueles que fazem o relógio andar mais devagar que tartaruga, o parlamentar pediu a exibição de um vídeo sobre a situação de uma ponte na Vazante Grande. E sim, a ponte está em péssimas condições. Ninguém está negando isso.
O problema não é o fato. É o teatro.
Se fosse um vereador minimamente transparente e realmente interessado em resolver o problema, teria feito o básico: pegar o telefone e ligar para o prefeito Raimundinho da Audiolar, para o secretário de Finanças Rômulo Carvalho ou para o engenheiro Célio Sereno, que descobriria sem esforço, que a tal ponte já foi licitada e está somente aguardando os trâmites legais para o início da obra. Mas isso não rende vídeo, não rende palco, não rende like.
Neste caso fica mais fácil concluir que a prioridade do vereador Tom Santos talvez seja mais “lacrar” e ganhar “likes” nas redes sociais do que resolver a vida de quem depende daquela ponte.
E fica uma pergunta bem simples: desde quando o circuito interno da Câmara que deveria servir para exibir votações de projetos, requerimentos e indicações virou telão para exibição de conteúdo estilo rede social?
Outra coisa que não pode passar batido: o mesmo Ton Santos que agora posa de bom moço, fiscal rigoroso e rei da moralidade, também tem seus aliados e indicados pendurados nas “têtas” da prefeitura. A memória às vezes falha quando a conveniência fala mais alto. Para esses casos, só mesmo muito óleo de peroba.
O Rei das Pontes
Se fosse um aliado de verdade, Tom Santo teria cobrado a ponte? Claro. É direito dele. Mas também teria a obrigação de ser coerente. E coerência passa por reconhecer o que já foi feito.
A gestão de Raimundinho da Audiolar já entregou mais de 25 pontes espalhadas pelo município. Entre elas, a do povoado Côco: 26 metros de comprimento, cinco de largura, pilares robustos, construída em tempo record; cerca de 35 dias. Uma obra esperada pelos moradores por mais de 80 anos.
Curiosamente isso não aparece no vídeo ladrador.
Esse é o estilo Raimundinho: trabalho, entrega e resultado. Sem precisar de espetáculo.
Já alguns vereadores se não atrapalhassem, já estariam ajudando muito.