
A pré-candidatura de Felipe Camarão (PT) ao governo do Maranhão sofreu um duro golpe que pode ser fatal para seus planos eleitorais. A saída de Paulo Victor Melo Duarte (PSB), presidente da Câmara Municipal de São Luís, escancarou a fragilidade política do vice-governador, que parece cada vez mais isolado no tabuleiro da sucessão estadual.
Considerado um dos principais aliados de Camarão na capital, Paulo Victor era um dos pilares da sua articulação política em São Luís, maior colégio eleitoral do estado. Nos meses de março e abril, chegou a organizar agendas estratégicas ao lado do petista e apresentou um grupo de sete vereadores que declararam apoio à sua pré-candidatura.
No entanto, o cenário político mudou. Com a decisão do governador Carlos Brandão (PSB) de permanecer no cargo até o final do mandato e conduzir diretamente o processo de sucessão, Paulo Victor reviu seus rumos. A lealdade ao grupo liderado por Brandão e o projeto pessoal de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026 pesaram na balança, resultando no rompimento com o vice-governador.
A saída do presidente do Legislativo ludovicense expõe o esvaziamento progressivo da pré-campanha de Felipe Camarão, que já enfrentava dificuldades para se viabilizar politicamente. Sem musculatura partidária consolidada, com baixa penetração no interior e agora sem sua principal referência na capital, o petista parece estar cada vez mais “nas cordas”.
Se a tendência de enfraquecimento continuar, dificilmente Camarão terá condições políticas e estruturais de sustentar sua pré-candidatura até julho de 2026, quando ocorrem as convenções partidárias. A debandada de Paulo Victor pode ser apenas a primeira de uma série de movimentos que apontam para o derretimento gradual de um projeto que, ao que tudo indica, nasceu com fôlego curto.