O que parecia ser mais um dia comum em uma escola de São João dos Patos, no interior do Maranhão, virou cena de um verdadeiro roteiro de suspense criminal. Na manhã desta quarta-feira (3), a professora Dilceana Dias Barbosa foi surpreendida pela polícia dentro da sala de aula e saiu algemada, diante dos alunos e colegas. Ela é acusada de envenenar o próprio marido, o sargento da Polícia Militar do Maranhão, Itean Carvalho Barbosa.
Sim, você leu certo: a mulher que educava crianças agora é investigada por um crime brutal dentro da própria casa e contra alguém com quem dividia a vida e três filhos.
Envenenado dentro de casa
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 12 de maio. O sargento Itean passou mal de forma súbita em sua residência. Ainda foi socorrido na UPA de São João dos Patos e transferido para o Hospital Universitário Presidente Dutra, em São Luís. Mas, mesmo com todos os esforços médicos, não resistiu e morreu três dias depois, no dia 15 de maio.
Na época, a morte foi tratada com surpresa e luto. Mas bastou o laudo do Instituto Médico Legal sair para o enredo mudar completamente. O exame toxicológico revelou a presença do pesticida Metomil no corpo do policial, uma substância altamente tóxica, usada para matar pragas em plantações, e que não deveria estar nem perto de um ser humano.
De viúva à principal suspeita
A polícia começou a investigar e, pouco a pouco, as suspeitas recaíram sobre a própria esposa. A professora, que inicialmente aparecia como uma viúva enlutada, passou a ser vista como peça central do quebra-cabeça. As provas reunidas levaram à emissão de um mandado de prisão preventiva, cumprido nesta quarta-feira.
E o que choca ainda mais é a cena da prisão: diante de crianças, pais e colegas de trabalho, a professora foi retirada da sala de aula algemada. A notícia se espalhou como rastilho de pólvora na cidade e com toda razão.
O sargento: uma vida dedicada à segurança
Natural de Paraibano, Itean Carvalho Barbosa era um PM experiente, com mais de 20 anos de carreira. Atuava no 35º Batalhão do Médio Sertão Maranhense e era considerado um homem íntegro, dedicado à missão de proteger vidas. Em nota oficial, a Polícia Militar lamentou a perda de um profissional exemplar e se solidarizou com os filhos e familiares. “O sargento demonstrou compromisso, dedicação e honra no cumprimento da missão de proteger a sociedade. Sua memória seguirá viva no coração de todos que servem.”
O velório foi realizado no pátio do batalhão, onde companheiros de farda prestaram as últimas homenagens sem saber, na época, que a principal suspeita pelo crime estaria ali, ao lado do caixão.