População de São José dos Basílios sofre com descaso da Caema: mais de 30 dias sem água

A cidade de São José dos Basílios, no interior do Maranhão, enfrenta um verdadeiro colapso no abastecimento de água. Há mais de 30 dias a população sofre com a falta total de água nas torneiras, um descaso que escancara a irresponsabilidade da CAEMA — Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão. O problema se agravou com a queima da bomba do poço principal, localizado nas proximidades da igreja da cidade, e até agora nada foi feito pela companhia responsável pelo fornecimento de água no estado.

Enquanto isso, a comunidade segue em sofrimento. Sem acesso à água potável, os moradores estão sendo obrigados a buscar água em locais distantes, enfrentando dificuldades e riscos à saúde.

A Prefeitura Municipal foi forçada a intervir e adquiriu mais um carro-pipa para tentar amenizar o drama vivido pelas famílias. “Se não fosse o prefeito que está mandando entregar água em nossas casas, eu não sei o que seria da nossa vida”, desabafou uma moradora, visivelmente revoltada com a postura negligente da Caema.

O prefeito Ronaldo Vieira ainda tentou resolver a situação por conta própria. Segundo relatos da população, o gestor procurou a gerência regional da Caema para comprar uma bomba nova com recursos do município, propondo que o valor fosse abatido de dívidas herdadas da gestão passada. A resposta da empresa? Um sonoro “não”. Ou seja: a Caema nem resolve o problema, nem deixa que o prefeito resolva.

Segundo a comunidade, rsse descaso é inaceitável. A Caema virou as costas literalmente para São José dos Basílios, mas não se esquece de enviar a conta todo mês aos consumidores, mesmo que das torneiras não saia uma única gota d’água.

O Ministério Público do Maranhão precisa agir imediatamente. A situação configura omissão de serviço essencial, colocando em risco a saúde pública e a dignidade da população. É urgente que se mova uma ação civil pública contra a Caema o mais rápido possível por sua inércia criminosa.

São José dos Basílios pede socorro. E exige respeito!

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