Fonte: Diego Emir

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O Jornal O Globo trouxe uma extensa reportagem apontando a relação do senador Weverton Rocha (PDT), com um dos principais envolvidos no escândalo do INSS.

Leia a reportagem na íntegra:

Um dos principais personagens do escândalo das fraudes em aposentadorias, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, era figura carimbada nos círculos políticos de Brasília. Um dos nomes com quem o empresário costumava se encontrar era o senador Weverton Rocha PDT, aliado do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi. Os dois se reuniram no Congresso e no restaurante do Senado, que fica no prédio anexo à casa parlamentar da capital federal, durante um “churrasconecte” (churrasco e conexão).

Os encontros foram confirmados por assessores do senador e pelo próprio empresário. Antunes disse ter se reunido com Weverton em pelo menos duas ocasiões no Congresso. Segundo ele, o senador apresentou-lhe o então diretor de benefícios do INSS, André Fidélis — que chegou ao cargo indicado pelo próprio Weverton. O parlamentar admite que “apadrinhou” o nome de Fidélis, mas diz que a relação com Antunes foi “estritamente institucional”.

— Conheci o senhor Antônio Camilo, popularmente chamado de Careca, em eventos realizados no Congresso Nacional. Como senador da República, recebo diversas pessoas em meu gabinete — disse Weverton. — No caso do senhor André Fidélis, ele foi indicado por mim ao cargo de diretor de benefícios do INSS, e teve uma atuação técnica e republicana durante o período em que exerceu sua função. O desligamento do cargo se deu por decisão exclusiva do governo federal.

Antunes é apontado como o chefe de uma quadrilha especializada em fraudar aposentadorias com o uso de documentos falsos. A organização, segundo a Polícia Federal (PF), cobrava de R$ 15 mil a R$ 20 mil por aposentadoria ilegal. Segundo a PF, a quadrilha causou prejuízos de R$ 2 bilhões aos cofres da Previdência.

O nome do empresário aparece em diálogos interceptados pela PF, em que ele se refere a reuniões com Weverton Rocha. Em uma das mensagens, diz que teve encontro com o senador para tratar da liberação de recursos de emenda parlamentar. A conversa foi obtida com autorização da Justiça.

O senador, que é presidente do PDT, partido de Lupi, está sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento no escândalo. O inquérito foi instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Weverton é defensor do uso medicinal da cannabis para fins medicinais*. Procurado via advogados, Antunes não comentou.

O parlamentar do PDT, que nega ser investigado, é um dos líderes do grupo político mais próximo de Lupi, atual ministro da Previdência. Devido à sua influência no Congresso, ele foi sondado para integrar a comitiva que representará Luiz Inácio Lula da Silva e que irá à China na semana passada.

No governo de Dilma Rousseff, Weverton foi titular da pasta do Ministério do Turismo. No ministério, defendia pautas de superação de desvios e de fraudes. Antunes é um dos 16 empresários investigados pela PF.

RELAÇÃO COM DIRETOR

Diretor de benefícios do INSS, Weverton teve contato com o então diretor indicado por ele, André Fidélis, antes da operação da Polícia Federal (PF) que resultou na sua saída. A época, o senador chegou a fazer elogios públicos à atuação do diretor, que era responsável pela análise dos pedidos de aposentadoria e de pensão.

— Ele teve uma atuação técnica, limpa e transparente. Mas seu desligamento se deu por decisão exclusiva do governo — disse Weverton.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que irá pautar com urgência a tramitação de uma proposta que impõe novas regras ao sistema de aposentadorias do INSS, visando coibir fraudes.

— Comuniquei aos líderes da Câmara dos Deputados que pautaremos na próxima semana, com urgência, o projeto de lei que trata de regras mais rígidas para aposentadorias e pensões — disse Motta.

A proposta do autor Hugo Motta, que já recebeu apoio do PSD, PL e União Brasil, altera a Lei 8.213, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social.

O texto propõe, por exemplo, a exigência de comprovação de residência, e a presença física do requerente, entre outras exigências.

Os advogados de Antunes, que representa um grupo de empresas de consultoria e advocacia, afirmam que ele nega as acusações de fraudes e que irá colaborar com as investigações. A defesa também declarou que vai provar a inocência do empresário.

A reportagem não conseguiu localizar André Fidélis para comentar. Ele foi exonerado do cargo após o início das investigações.

Nesta quinta-feira (22/05), o ex-deputado federal e ex-prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, foi preso após a Justiça maranhense expedir um mandado de prisão definitiva. A condenação, transitada em julgado, refere-se a um crime de estupro cometido em 2013 e em 2016, Ribamar Alves foi preso quando ainda ocupava o cargo de prefeito do município.

De acordo com informações obtidas pelo Blog de Adonias Soares, o mandado foi emitido pela 4ª Vara de Santa Inês contra José de Ribamar Costa Alves, médico de profissão e ex-gestor público. O número do processo é 0000657-30.2016.8.10.0000.01.0001-02, mas os detalhes sobre o caso ainda não foram totalmente divulgados.

Imagens fornecidas pela Polícia Civil

Policiais civis da 7ª Delegacia Regional de Santa Inês localizaram Alves em um hospital na cidade de Nova Olinda, onde ele realizava atendimentos médicos. Após a prisão, ele foi encaminhado para a UPR de Santa Inês, onde ficará à disposição da Justiça para cumprimento da pena.

Esta não é a primeira vez que Ribamar Alves enfrenta acusações de crimes sexuais:

– Em janeiro de 2016, quando ainda era prefeito, ele foi preso em flagrante após uma estudante de 17 anos registrar um Boletim de Ocorrência acusando-o de estupro.

– Em dezembro de 2013, ele foi acusado de assédio sexual contra a então juíza de Santa Inês, Larissa Tupinambá. O caso ocorreu durante uma reunião para tratar de assuntos municipais.

Agora, quase 10 anos depois do crime, a Justiça determinou sua prisão, encerrando um longo processo judicial.

A prisão de Ribamar Alves reacende o debate sobre impunidade e abuso de poder, especialmente quando envolvem figuras públicas. A condenação, após anos de tramitação, demonstra que a Justiça, mesmo que tardiamente, pode ser feita.

Ainda segundo informações, a população de Santa Inês e defensores dos direitos das mulheres acompanham o caso com atenção, esperando que a sentença sirva como um alerta contra a violência sexual e a cultura de impunidade.

Em um caso que chocou o Maranhão, Manoel Mariano de Sousa Filho, conhecido como “Júnior do Nenzin”, foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado por participar do assassinato do próprio pai, o ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o “Nenzim”.

O júri popular, realizado no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, durou quase um dia inteiro, terminando por volta das 1h30 da madrugada. O Ministério Público do Maranhão optou por realizar o julgamento na capital, temendo que a influência política da família pudesse interferir no resultado.

O ex-prefeito Nenzim foi morto a tiros em um crime que abalou a região. Durante o julgamento, sete testemunhas foram ouvidas, e o próprio Júnior do Nenzin respondeu a perguntas da Promotoria e do juiz por quase duas horas, sempre negando participação no crime.

A defesa argumentou que houve falhas nas investigações e na coleta de provas, mas o promotor de Justiça Raimundo Benedito afirmou que as evidências apontam para a culpa do acusado.

“O delegado falou, a perícia fala isso, e o médico fala que a vítima foi atingida a uma distância mínima de cerca de 20 cm. Só estavam os dois lá [na cena do crime], o pai e o filho, e ele [Júnior do Nenzin] disse que não viu ninguém chegando perto. Logicamente, isso é impossível”, declarou o promotor.

Ao final do julgamento, a justiça negou o direito de recorrer em liberdade, e Júnior do Nenzin foi encaminhado direto para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, onde começará a cumprir a pena.

O caso, que mistura conflito familiar, poder político e violência, segue repercutindo no estado do Maranhão, levantando debates sobre justiça, impunidade e as complexas relações por trás de crimes passionais.

E você, o que acha desse veredito? Deixe sua opinião nos comentários!

A Semana MEI 2025 em Presidente Dutra vai oferecer uma programação rica em conhecimentos e oportunidades para microempreendedores, promovendo o desenvolvimento e a formalização de negócios na região

 

Presidente Dutra se prepara para receber a Semana do MEI 2025, o maior evento do Brasil dedicado a Microempreendedores Individuais (MEI) e aspirantes a empreendedores. Promovida pelo Sebrae, essa 16ª edição contará com milhares de atividades gratuitas, tanto presenciais quanto online. No Maranhão acontecerá em 108 municípios e na região Central do Estado o evento ocorrerá entre os dias 26 e 30 de maio e abrangerá 19 municípios da regional, como Presidente Dutra, Colinas e Dom Pedro.

A Semana do MEI é mais do que um evento, é uma verdadeira imersão no mundo do empreendedorismo. Os participantes poderão aproveitar conteúdos ricos e variados sobre comportamento empreendedor, crédito, gestão financeira, marketing, vendas, inovação e digitalização, além de atendimento ao cliente. Com uma programação diversificada, o evento inclui palestras e oficinas dinâmicas, projetadas para atender tanto aqueles que estão começando quanto aqueles que buscam escalar suas atividades.

Entre as atrações destacadas em Presidente Dutra, a palestra “Crédito para MEI: Como faz para ter acesso?”. Além de oficinas como “SOS finanças: Resgate a Saúde Financeira do Seu Negócio” e “Sucesso em vendas para redes sociais” com o objetivo de preparar os empreendedores para enfrentar os desafios do mercado atual. Os participantes ainda aprenderão a criar conteúdo atraentes e profissionais que ajudam a estabelecer conexões com o público-alvo.

“A Semana do MEI em Presidente Dutra será uma ótima oportunidade para aqueles que desejam transformar suas ideias em realidade e dar um passo importante rumo ao crescimento de seus negócios. Não deixe de participar”, disse Allan Kennedy Silva, gerente da Unidade de Negócios do Sebrae em Presidente Dutra.

Para mais informações e detalhes sobre a programação, acompanhe nossas redes sociais ou entre em contato com a Unidade de Negócios do Sebrae de Presidente Dutra, localizada na rua Prefeito Nelson Sereno, no Centro Empresarial Juracy Carvalho – Sala 05 – Centro ou a Sala do Empreendedor mais próxima de você.

 

Barra do Corda e todo o Maranhão acompanham, hoje quarta-feira (21/05/2025), um dos julgamentos mais aguardados da última década.

Manoel Mariano de Sousa Filho, conhecido como Júnior do Nenzim, e o vaqueiro Luiz Carlos Cordeiro (Luizão) estão no banco dos réus no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, acusados de participação no assassinato do ex-prefeito Manoel Mariano de Sousa (Nenzim), ocorrido em 6 de dezembro de 2017.

O crime, que inicialmente foi tratado como latrocínio (roubo seguido de morte), ganhou novos contornos após investigações apontarem indícios de homicídio doloso – quando há intenção de matar – com fortes suspeitas de motivação interna, possivelmente ligada a conflitos familiares.

Nenzim foi uma das figuras políticas mais influentes da região central do Maranhão, tendo governado Barra do Corda por três mandatos. Sua morte chocou o estado e, ao longo dos anos, as investigações revelaram detalhes perturbadores.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) sustenta que o crime foi meticulosamente planejado e executado com frieza, acusando Júnior do Nenzim e Luizão de envolvimento direto. A promotoria pede penas que, somadas, podem chegar a quase 40 anos de prisão.

Sete jurados, selecionados entre cidadãos de São Luís, terão a responsabilidade de decidir sobre a culpa ou inocência dos acusados. O julgamento está sendo conduzido pelo juiz Clésio Coelho Cunha, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

A defesa de Júnior do Nenzim e Luizão nega qualquer participação no crime e afirma que durante o julgamento apresentará provas e argumentos para desconstruir a acusação, reforçando a tese de inocência.

O caso, marcado por grande comoção e repercussão política, é considerado um dos mais emblemáticos do Maranhão. A sociedade aguarda ansiosa pelo veredito, que pode colocar um ponto final em um mistério que dura mais de sete anos.

O que você acha desse caso? Acredita que a justiça será feita? Deixe sua opinião nos comentários!

Parece que o vereador Juran Carvalho foi diagnosticado com um raro distúrbio linguístico: a Síndrome de Astromar. Os sintomas são claros — compulsão por palavras difíceis que soam como se tivessem sido resgatadas de um baú do século XIX, discursos que mais parecem aulas de filologia e uma convicção clara de que, “quem fala difícil, fala bonito”.

Quem vem assistindo as últimas sessões da Câmara Municipal de Presidente Dutra vê nos discursos do vereador Juran Carvalho, uma clara semelhança aos do professor Astromar, personagem folclórico da novela Roque Santeiro vivido pelo ator Rui Resende; trama que se passa na imaginária cidade de  Asa Branca.

Se o Vereador Juran Carvalho não é, na verdade, um personagem perdido de Roque Santeiro, então a realidade política presidutrense acaba de superar a ficção.

Enquanto o lendário Professor Astromar atormentava Zé das Medalhas com pérolas como “estultícia” e “obnubilação”, Juran decidiu que as sessões da câmara precisavam de mais “floreios verbais” e menos propostas concretas. E assim, com a coragem de quem enfrenta um dicionário sem medo todos os dias, ele vem soltando pérolas do tipo, “parlapatão”, “mequetrefe” e a mais recente: “cramunhão”, deixando todos se perguntando: “Isso é um discurso ou um teste de vocabulário do vestibular?”

Infelizmente, não há cura para a Síndrome de Astromar. O paciente pode, no máximo, ser contido com um… “Juran, por favor, fale como um ser humano normal!” — mas a recaída é inevitável. Afinal, como resistir a chamar um adversário de “trânsfuga relapsante” ou a um projeto de lei de “verbosidade inane”?

Mas por que parar por aí, nobre vereador? O Professor Astromar tem um arsenal vocabular pronto para elevar – ou confundir – seus discursos na Câmara Municipal de Presidente Dutra. Que tal, na próxima sessão, Juran chamar um colega de “lépido e fagueiro” ao invés de “folgado”? Ou, diante de uma proposta absurda, gritar: “Isso é uma patacoada de proporções dantescas”!

E se quiser realmente causar alvoroço, pode acusar os vereadores de “fomentar a balbúrdia” com suas “jactâncias” infundadas! — porque, convenhamos, “jactância” soa muito mais sofisticado do que “mimimi”.

Ou, em um rompante poético, declarar: “Senhor presidente, este projeto é “quimérico”, “efêmero” e “inócuo” como um soluço em tempestade”!

Se algum dia Juran ousar chamar algum politico de “entrópico e vesânico”, a presidência da Câmara vai ter que instalar um tradutor simultâneo nas sessões.

E tem mais…

Se ele começar a encerrar seus discursos com “Ponderai, senhores, ponderai!” a câmara vira um auditório de novela das nove.

E se, num ato final de devoção ao Professor Astromar, Juran Carvalho soltar um: “A ignorância é ubíqua, mas a sapiência… ah, a sapiência é ínclita!”, teremos oficialmente fundado a “Escola de Retórica Inútil”.

Minha análise:

Se o vereador Juran Carvalho continuar assim, em breve estará:

1) Propondo um “Dia Municipal do Arcaísmo Linguístico”.

2) Exigindo que todas as moções sejam redigidas em “português dos anos quinhentos”.

3) Encerrando seus discursos com um solene: “Ponderai, ó plebe ignara!”

E concluo minha análise dizendo o seguinte: enquanto alguns vereadores lutam por melhorias na cidade, Juran Carvalho parece lutar pelo retorno do “português de Camões” à política. E, convenhamos, se não podemos ter uma Câmara eficiente, que ao menos tenhamos um “vocabulário extravagante”.

E se um dia ele soltar um “Sublime sandice!”, pedimos que alguém grave e marque o Professor Astromar. Ele vai rir, ou se revirar no túmulo.

A seguir, assista um dos discursos do Professor Astromar em Roque Santeiro.

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