
O “pau começou cantar” nos bastidores políticos de Joselândia, município localizado a 333 quilômetros de São Luís. Quase duas semanas após a deflagração da Operação “Lei do Retorno” pela Polícia Federal, que investiga o desvio de mais de R$ 50 milhões do FUNDEB, a primeira cabeça rolou: Eder Amador Rodrigues não é mais o Secretário Municipal de Educação, ele foi exonerado do cargo por determinação direta do prefeito Raimundo Zuca.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município no último dia 1º de setembro de 2025, marcando oficialmente o fim da gestão de Eder à frente da Secretaria de Educação, uma pasta que se tornou o epicentro de um escândalo com potencial devastador para a atual administração.
A operação e seus desdobramentos
A Operação Lei do Retorno, deflagrada pela Polícia Federal no final de agosto, teve como alvo a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Joselândia, entre outros setores, para investigar um suposto esquema de desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). De acordo com os investigadores, mais de R$ 50 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos.
Fontes próximas ao governo municipal afirmaram ao Blog de Adonias Soares que a presença dos federais nas dependências da SEMED teria sido “a gota d’água” para o prefeito, que já enfrentava pressão de aliados e da população para dar uma resposta concreta às investigações.
Queda anunciada
Desde a operação, Eder Amador já estava em posição delicada, descrita por interlocutores como uma verdadeira “balança, mas não cai”. Mas a corda arrebentou na última segunda-feira, com o anúncio de sua exoneração. Até o momento, o ex-secretário não se pronunciou publicamente sobre a demissão, nem sobre seu possível envolvimento nas investigações da Polícia Federal.
Relembre o caso
A Operação Lei do Retorno apura a atuação de uma suposta organização criminosa instalada dentro da prefeitura de Joselândia, que teria operado um esquema de fraudes em licitações, contratos superfaturados e pagamentos indevidos envolvendo recursos federais da educação.
Segundo a PF, a verba desviada seria suficiente para garantir escolas de qualidade, merenda regular e investimentos estruturais, o que não vinha acontecendo na cidade, segundo denúncias de moradores e professores.
Com a exoneração de Eder Amador, a gestão de Raimundo Zuca tenta estancar a sangria e mostrar que está colaborando com as investigações. No entanto, os desdobramentos do caso prometem novos capítulos devastadores e talvez, novas demissões.
