
Depois de semanas de idas e vindas, o Avante bateu o martelo. Duarte Júnior disputará a reeleição para deputado federal em 2026 — não o Senado que tanto perseguiu nos últimos meses.
A Executiva Nacional do partido confirmou a candidatura em nota oficial, garantindo legenda e liberdade para o deputado costurar alianças “dentro das regras partidárias e da legislação”. Tradução: pode negociar apoio com quem quiser, contanto que não mexa mais no que já foi decidido.
a novela do Senado
O caminho até aqui não foi reto. Duarte chegou a se lançar pré-candidato ao Senado pelo próprio Avante, mas esbarrou no veto da sigla. Sem alternativa e sem tempo para procurar outra legenda que topasse a empreitada, restou o plano B; que, convenientemente, era também o plano A de sempre: a Câmara dos Deputados.
O partido não deixou margem para nova rodada de especulação. A decisão foi classificada como definitiva, irrevogável e de efeito imediato, e o Avante confirmou que também não lançará nome próprio ao Senado em 2026. Capítulo encerrado, pelo menos oficialmente.
o que muda a partir de agora
Com o destino eleitoral resolvido, Duarte deverá concentrar energia onde sempre teve mais força: a articulação para renovar o mandato na Câmara Federl. Livre da indefinição, o deputado deverá intensificar a movimentação pelo Maranhão em busca de alianças que sustentem a sua candidatura.
Fica a pergunta que interessa mais aos bastidores do que ao comunicado oficial: quem paga a conta política dessas idas e vindas? E quem sai fortalecido dela?