
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), voltou a afirmar publicamente que permanecerá no comando do Palácio dos Leões até o fim do seu mandato, descartando de vez a possibilidade de renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal em 2026. A declaração foi feita neste último sábado (07/02), durante agenda oficial no município de São João do Paraíso, no interior do estado.
Em seu discurso, Brandão classificou a decisão como um “sacrifício” político necessário para garantir a continuidade administrativa e a manutenção do apoio aos municípios maranhenses. Segundo ele, a prioridade neste momento é assegurar que prefeitos e cidades continuem amparados pelo governo estadual.
“Prefiro ficar sem mandato, mas com os prefeitos e municípios amparados”, afirmou.
A decisão tem impactos diretos no cenário político estadual. Caso Brandão não renuncie até abril de 2026, prazo legal para desincompatibilização, o vice-governador Felipe Camarão (PT) não poderá assumir o comando do Governo do Estado e, consequentemente, ficará impedido de disputar a reeleição a partir do cargo.
Segunda declaração na mesma semana
Esta não foi a primeira vez que o governador tratou do tema nos últimos dias. Na última segunda-feira (02/02), durante entrevista coletiva realizada na reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Maranhão, Brandão já havia anunciado que permanecerá no cargo até o fim do mandato e que não concorrerá ao Senado.
Na ocasião, ele revelou ainda que tentou convencer Felipe Camarão a renunciar ao posto de vice-governador, proposta que não avançou. Diante disso, Brandão afirmou considerar mais prudente manter-se à frente do Executivo estadual do que correr o risco de ver o governo sob influência de grupos oposicionistas.
“Às vezes é melhor ficar sem mandato, mas salvar o grupo”, declarou.
As falas do governador reforçam a estratégia de preservar a governabilidade e a unidade política de seu grupo, mesmo que isso implique abrir mão de uma candidatura majoritária em 2026. O posicionamento, no entanto, segue gerando debates e movimentações nos bastidores da política maranhense, especialmente entre aliados que esperavam uma transição de comando no próximo ano.