Amós Américo Alves se entregou à polícia por volta das 22h da última sexta-feira (10-05); ele é suspeito de participação na empreitada criminosa que tirou a vida da empresária Rayra dos Santos Feitosa, morta com dois tiros na madrugada do último dia 02 de Maio na porta de casa na Rua Presidente Médice quando ela chegada do trabalho.

De acordo com o Delegado Regional César Ferro, Amós, confessou ter pilotado a moto de propriedade de um comparsa até o local do crime e que este seu comparsa, identificado até o momento por Romário, seria o autor dos dois disparos que mataram Rayra. Romário encontra-se foragido.

“Amós confessou que a morte da empresária foi encomendada por Bartolomeu no final de Março e que o acerto final aconteceu na noite do dia primeiro de Maio na chácara de Bartolomeu que já tinha pago uma parcela de mil reais e naquela noite pagou o restante, mais mil reais”, declarou César Ferro.

Ainda de acordo com César Ferro, Amós e Romário ainda tentaram desistir de matar Rayra, mas foram ameaçados por Bartolomeu. “Ele (Bartolomeu) teria dito aos dois que se eles não terminassem o “serviço” iria contratar outra pessoa pra matar Rayra e matar eles também, já que os dois estavam sabendo do crime”, enfatizou o delegado.

A arma utilizada no assassinato foi um revólver calibre 38 e até as balas foram fornecidas por Bartolomeu. “Ainda durante o depoimento, Amós disse que ao ver as munições na arma de Romário, Bartolomeu teria dito que não eram boas e forneceu as munições de qualidade”, declarou o delegado.

Segundo o delegado, depois de participar do crime, Amós Américo disse nunca saiu de Presidente Dutra e que estaria escondido no quintal de casa. “Ele disse que estava escondido num chiqueiro, num compartimento de um chiqueiro atrás de casa no Bairro Cacau”, finalizou César Ferro.

Depois de prestar depoimento acompanhado do seu advogado, Amós Américo Alves foi encaminhado para a UPR – Unidade Prisional de Ressocialização de Presidente Dutra juntando-se a Bartolomeu Ribeiro da Silva, onde ficarão à disposição da Justiça.

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