Em julgamento presidido pelo Juiz Haderson Rezende realizado na Câmara Municipal de Dom Pedro nesta quinta-feira (19), o eletricista Francisco Carlos Gomes de Oliveira de 40 anos de idade foi condenado a 21 anos de prisão pelo assassinato e queima do corpo de Maria Antonia Bastos de 23, com quem tinha um relacionamento extra conjugal.

As duas primeiras, das sete testemunhas, afirmaram ter visto Frank ao lado do corpo de Mel ainda pegando fogo. Já as testemunhas de defesa falaram que Francisco Carlos sempre foi bom amigo e bom companheiro de trabalho. Ele ouvia tudo de cabeça baixa enquanto sua filha chorava muito.

O critério de escolha dos sete jurados foi sorteio feito pouco minutos antes do início do julgamento; e ficou composto por seis mulheres e 1 homem.

Na acusação a Promotora de Justiça Ariadine Dantas, com base  cnos autos, já havia condenado o réu por homicídio qualificado, motivação fútil, pelo emprego cruel, no caso fogo, assegurou que o crime foi premeditado. “O réu levou gasolina até o local onde foi se encontrar com Mel”, disse Ariadne.

A defesa discordou da tese de premeditação e questionou o fato de no julgamento não ter a presença de um legista para dizer se mel foi ou não queimada viva. “Nós queríamos aqui, sentado nessa cadeira um médico legista pra nos afirmar se havia fumaça por inalação dos pulmões de Mel; sem um laudo feito por um especialista fica difícil fazer um julgamento justo”, afirmou o Advogado Heronildo Neto

Ao final prevaleceu a tese do MP; e o júri decidiu pela condenação do réu. O juiz Haderson Rezende leu a sentença condenando Frank a 21 anos de prisão inicialmente em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado, motivo fútil com o emprego de fogo. A irmã de Francisco Carlos não segurou o choro.

Em seguida, agentes penitenciários reconduziram o apenado de volta à Penitenciária Agrícola de Pedrinha em São Luis.

adonias

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