Há muito tempo vem-se reclamando da partidarização de juízes e do Ministério Público.

É muito estranha a decisão do juiz substituto da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, Ricardo Augusto Soares Leite (Foto acima), que mandou fechar o Instituto Lula. 

Os argumentos apresentados pelo juiz que fechou o Instituto Lula deveriam ser usados também pra fechar a Petrobras e o Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da república.

Se no instituto foram tramadas negociatas, como presume o juiz brasiliense, na Petrobrás e no Jaburu, essa atividade está mais provada que em qualquer outra parte do país. E há muito mais tempo e volume.

Na Petrobrás, o Ministério Publico denunciou negociações de propinas de toda natureza; e no Palácio do Jaburu, o hoje Presidente Michel Temer comandou uma reunião com Marcelo Odebrecht, onde então vice-presidente teria lhe pedido dez milhões de caixa 2.

Ao menos por coerência pessoal, o juiz deveria fechar a Petrobras e o Jaburu. Assim como os restaurantes, hotéis e escritórios preferidos pelas tratativas da corrupção de políticos, administradores públicos e empresários. O juiz, no entanto, ficou nos limites da regra: criação de fatos contundentes nas vésperas de atos da Lava Jato para a incriminação progressiva de Lula.

A transferência do depoimento de Lula, do dia 3 para o 10 de maio, feita por Sergio Moro também foi pouco criativa na motivação invocada: era preciso mais tempo para organizar o policiamento necessário às manifestações previstas. Nenhuma polícia precisaria de sete dias para planejar barreira de estrada e o cerco a um prédio.

O adiamento foi para esperar a pesada e contraditória delação de Renato Duque contra Lula e as de dirigentes da empreiteira OAS, carreando de quebra as delações de João Santana e sua mulher.

A fragilidade das motivações expostas não resiste às evidências. Ainda mais quando uma militante da direita extremada faz as vezes de juíza. Caso de Diele Zydek, que proibiu a montagem em Curitiba dos manifestantes esperados. Com o show que Lula deu ontem (10) durante o depoimento, Sergio Moro e sua trupe deverão rever outras formas de ataque ao estado democrático de direto.

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Com informações de Jânio de Freitas

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