Por Sukarno Cruz Torres

Após três dias de visita a minha cidade natal, encontrei na cidade um trânsito confuso e ruas cheias de buracos, convenções de partidos políticos para todos os lados. Mesmo assim foi uma viagem muito prazerosa. Foi possível rever alguns amigos, visitar com a minha família o povoado do Firmino, onde encontrei pessoas que ficarão na minha memória para sempre, gente humilde e de um carisma sem igual, valeu a pena conhecê-los.

Mas o que mais me Impressionou nesta visita, foi a quantidade de pessoas na cidade de Presidente Dutra que estão no acalanto da acomodação, reclamando aos quatro cantos. Estão vivendo literalmente a “Síndrome de Gabriela”, sempre dizendo: “eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim…”.

Não é possível que uma pessoa possa evoluir dessa forma, vivendo em estado doentio em não acreditar que pode alterar o curso de sua vida e viver de maneira diferente. Você não precisa viver como se o mundo fosse um inferno, embora ele não seja um céu. Estamos numa caminhada e podemos, em Deus, mudar o rumo das situações que nos prejudicam.

Algumas pessoas, embora possuam uma boa qualificação técnica, têm dificuldades em manter-se no mercado de trabalho. Isso ocorre pelo fato de possuírem atitudes e comportamentos que nada combinam com o mundo atual. Estamos num mundo em evolução e amadurecimento. Entretanto, alguns indivíduos agem como se acreditando que as coisas devem ser feitas sempre da mesma maneira, ou seja, do seu jeito. Possivelmente, continuarão tendo os mesmos resultados de sempre.

 É necessário estarmos em processo de aprendizagem e capacitação contínua e, principalmente, aberto às mudanças. Tudo muda em fração de segundos, seja em relação ao trabalho, família, na forma de nos relacionarmos etc. Devemos acompanhar esse processo se desejarmos evoluir, crescer; do contrário encontraremos estagnação, e muitas vezes sofrimento.

 As pessoas com a síndrome podem ser assim durante toda a vida e passar a falsa imagem de que se conhece muito bem e se aceita da forma como é, enquanto, muitas vezes, sua atitude é para esconder seu auto-desconhecimento e sua baixa auto-estima. São pessoas com atitudes imobilizadoras e retrógradas, evitando o novo, a mudança e deseja que o mundo cristalize para não ter o que mudar. Elas se apegam na sua suposta incapacidade e pela preguiça em lutar contra suas certezas equivocadas e convenientes.

Acredito que, mesmo depois de adulto, o ser humano é capaz, sim, de promover mudanças importantes em seu comportamento. Para isso, é necessário que ele queira e se engaje no projeto de evoluir em todas as dimensões de sua vida!


Por Sukarno Cruz Torres

“Quando a cabeça não pensa, o corpo padece.” A indecisão é um dos piores sentimentos, e um dos maiores problemas que o ser humano pode ter e, para resolver isso, é necessário ponderar, abrir exceções, ceder e permitir situações muitas vezes alheias aos seus costumes e vontades. Diante de tal explanação vem sempre a pergunta: Como resolver, com a razão ou pela emoção?

Nossos caminhos, quase sempre são norteados por sentimentos diversos que, em resumo, traduzem o quanto as emoções podem influenciar e interferir em nossas decisões. Em contrapartida, a racionalidade é um instrumento quase matemático na escolha de uma ou outra opção.

Razão e emoção devem, sempre que possível, andar o mais próximo entre si na busca de acontecimentos prazerosos, sempre com responsabilidade e senso critico para não ter seu futuro prejudicado por ações impensadas.

Este ano, como sempre em períodos eleitorais, cheio de surpresas, surge uma indecisão quanto ao futuro de Presidente Dutra e da nossa comunidade e, nos levar a ter reações das mais diversas.

A vida é feita de escolhas e em cada uma delas sempre há este duelo entre razão e emoção, consciência e coração, e você muitas vezes precisa abrir mão de um deles. As escolhas não são nada fáceis. Muitas vezes adiamos esta decisão por medo de sofrer ou se arrepender.

O amigo Manoel Frank, relata no seu rico e explicativo artigo, Prostituição Político-Afetiva em Presidente Dutra, alguns dos sentimentos que são observados nos períodos eleitorais e, aqui reproduzo parte do texto:

“Este tipo de atitude é muito comum na região central do Maranhão. As pessoas sentem a necessidade de apego afetivo a determinados líderes políticos. Elas simplesmente assumem uma posição, sem ponderar se a opção é, de fato, a melhor para a cidade. Não analisam o nível de dependência daquele candidato às alianças que fez, tampouco sobre as ambições das pessoas envolvidas em tal aliança.

Acima de tudo, não refletem sobre que tipo de ação tal candidato já fez em prol da cidade. Aqui, em Presidente Dutra – MA, por exemplo, nenhum candidato já tomou uma postura legalmente ofensiva, para resolver o problema da água (a não ser por falácia), tampouco já mobilizou a opinião pública para melhorar a atividade esportiva na cidade.

Mas para não ficar com os prejuízos dos gastos na eleição (seus, ou de seus aliados), certamente já mobilizou seus eleitores.

Afinal de contas, de que adiantaria (do ponto de vista político) esse tipo de atitude? As pessoas, por já estarem ligadas afetivamente aos seus candidatos, certamente vão preferir o que gostam, em detrimento do que precisam. Assim, metaforicamente falando, boa parte dos eleitores são como “prostitutas políticas apaixonadas”. E que fique bem claro, que não estamos generalizando e que tal termo é uma linguagem simbólica!”.

A emoção é algo que nos faz agir por impulso, pensando exclusivamente no bem estar, na alegria momentânea. Esta mesma emoção nos faz chorar, sorrir, enfim, é o sentimento que aflora sem que sejamos racionais.

Por outro lado temos a razão. Agir com a razão é pensar no amanhã, nas conseqüências de uma decisão. A razão nos coloca um freio e diz: ”É melhor arriscar com cautela e medir as conseqüências dos seus atos”.

E você? É razão ou emoção? Quantas vezes você viveu este conflito no trabalho ou na vida pessoal? Quantas vezes você já perdeu o sono tendo que escolher entre esses dois sentimentos?

Independente da escolha a ser feita, saiba que somente você poderá decidir. Então me diga: Razão ou Emoção?


Por Sukarno Cruz Torres

Este ano teremos eleições municipais, a pergunta mais importante que deveria sair da cabeça de cada eleitor, é a seguinte:

Meu candidato a Prefeito tem um planejamento de governabilidade com Responsabilidade Social?

Se a resposta for negativa, refaça a opção do seu voto, o futuro de nossa comunidade agradece. 

Nos últimos meses podemos perceber claramente, que a atual administração municipal nunca possuiu um planejamento de gestão administrativa para os seus oito anos de mandato, quanto mais um programa com Responsabilidade Social. Foi tempo perdido, oito anos seria o suficiente para investir num bom nível de atendimento as necessidades básicas da sociedade, levando satisfação a cada cidadão. A Prefeitura governou sem limites de aplicação de recursos para ‘poucos’ e os tornou abastardos, mas quando a demanda vinha da maioria carente, ofereceu a escassez de recursos, usando e abusando de medidas paliativas. Confundiu nesses 08 anos, Responsabilidade Social com Filantropia. Na sua campanha prometeu mudanças e evolução, mas durante o mandato, usou de métodos antigos, distribuiu “esmolas” sociais. Deveria ter efetivamente um planejamento coletivo para todo o mandato. Administrou na base da improvisação, quando era importante ter um plano de ação, onde o cidadão não precisasse ser sempre dependente do governo.

A questão da responsabilidade social vai, portanto, além da postura legal da administração municipal, da prática filantrópica ou do apoio à comunidade. Nesse caso, governar significa mudança de atitude, numa perspectiva de gestão com foco na qualidade das relações e na geração de valores para todos. O governante tem que pensar sempre numa gestão de forma coletiva e de olho no futuro, ou então criarão viciados em pequenos favores e ‘esmolas’ sociais, levando a sociedade à dependência.

Em Presidente Dutra, é possivel perceber um belo exemplo de um ‘gestor’ com atitudes para executar projetos com Responsabilidade Social. Observamos as obras da paróquia da cidade, que em termos proporcionais, em 08 anos fez pela sociedade muito mais que administração municipal e com menos recursos. Com a sua garra e talento para liderança, o Pároco reformou e reformulou o patrimônio da paróquia de maneira admirável e exemplar. Para toda essa reformulação na igreja e na comunidade, o Pároco usou apenas o básico: Atitude e vergonha na cara.

Hoje em dia, é quase impossível deixar de pensar em Responsabilidade Social, todo governo tem que ter um programa sócio cultural, um programa de educação e meio ambiente. O gestor responsável tem que pensar em programas de gestão com sustentabilidade. É importante que os nossos gestores acreditem que temas como Água, Reciclagem, Fauna e Flora, fazem parte do projeto moderno de gestão e podem levar a sua administração ao sucesso. Precisamos educar nossos jovens, para que com o conhecimento preservem o nosso meio ambiente e no futuro possam ser excluídos de culpas por danos causados.

O saneamento básico de Presidente Dutra pede socorro há muito tempo, temos esgotos para todos os lados, é uma vergonha. Alguém sabe para onde vai e como está sendo tratado o lixo da cidade? Os desmatamentos em volta da cidade e até mesmo dentro da cidade, não tem critério nenhum. Nossos igarapés e nascentes de água potável não possuem nenhuma política de proteção ambiental. Será que isso não é importante para a Administração Municipal?

Não adianta construir hospitais sem definir para onde vão os seus resíduos hospitalares e de que maneira esse lixo é tratado. Não adiantar construir escolas públicas de ensino básico sem definir como será o fornecimento de sua merenda escolar. É necessário saber, de onde vêm esses produtos, de que maneira são armazenados e o que é feito com as sobras do dia-a-dia. É comprovado através de pesquisas, que o desperdício de produtos de merendas escolares gira em torno de 20%. Se existisse um programa de gestão, este desperdício poderia está alimentando muita gente carente na própria comunidade. Medidas paliativas são irresponsáveis. É importante incentivar o ‘não desperdício’ dos alimentos e produtos, promovendo o seu aproveitamento integral e o prolongamento da sua vida útil.

Para que o leitor tenha ideia da importância de um programa de Responsabilidade Social, veja bem, por muito pouco não perdemos a implantação do Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – IFMA. Essa possibilidade de implantação do IFMA, não estava no planejamento da Prefeitura. Vale lembrar que inicialmente, a Prefeitura não atendeu ao pedido de estrutura para receber esse investimento. É uma iniciativa do governo federal, que em 2011 criou novos Institutos Federais em todo o Brasil, com algumas cidades contempladas no Maranhão, onde o pré-requisito colocado à frente da Prefeitura de Presidente Dutra, seria a doação de um terreno para a construção do mesmo. A implantação de um evento desse tamanho vai modificar completamente a rotina da cidade. É necessário ter um programa de gestão para atender as demandas que surgirão com o projeto. Como a nossa Prefeitura atual não tem esse planejamento, vamos sofrer até que o próximo Prefeito assuma a responsabilidade de estruturar a cidade para receber essa nova etapa.

Com a implantação do IFMA em Presidente Dutra, nossos jovens não precisarão ir para os grandes centros em busca de cursos profisionalizantes, todos serão beneficiados, independente da condição social ou financeira. No futuro teremos jovens preparados para o mercado de trabalho e a nossa cidade será um atrativo a mais para novos investimentos, gerando empregos e distribuição de renda para toda comunidade.

Estamos em um ano eleitoral, a administração municipal não fez o dever de casa quando solicitada e agora, após a pressão da sociedade, quer colher os frutos do investimento. Só para ficar bem claro, o terreno a ser doado é da Eletronorte e, para atender os meios legais, a Prefeitura será apenas uma intermediária entre a Eletronorte e o IFMA. A Eletronorte teve atitude e preocupação com a sociedade. Parabéns à Eletronorte pela doação.


Por Franklin Carvalho

A disputa pela prefeitura se assemelha em partes na briga pelo trono das matas (ao menos em relação aos personagens)… Ora, temos cobra e lagarto (em Tuntum); coelho, sucuri e jacaré (em Dom Pedro); cururu, pato e pipira (em Presidente Dutra).
Algumas alcunhas surgem de determinada semelhança física, outras tem gênese no comportamento e outras no próprio estereótipo do candidato. Bizarras e infames que são, tais designações demonstram, por um lado, o caráter vil dos adversários que as criam, e do outro, o oportuno acolhimento do ofendido buscando aceitação da sua imagem.
A população, contudo, não se atenta que esse jogo, diferente do homônimo, tem como prêmio, não uma bagatela monetária, e sim o cargo máximo do executivo municipal.
Se a população esquece do valor de seu sufrágio, os “bichos” da política é que não o farão e ainda se aproveitarão da recompensa do “trono”. Tem-se que entender que o poder não emana do prefeito, o poder é fragmentado em cerca de 28 mil partes (no caso de Presidente Dutra), cada uma sendo um eleitor. Como estabelece a Constituição Federal em seu parágrafo único do artigo 1º: ” Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos…”.
Nossos representantes (os prefeitos), só exercem o nosso poder, exercício esse que deve ser pautado de impessoalidade, periodicidade, austeridade e compromissário com o interesse público municipal, determinações estas da própria Constituição. Devendo assim serem seguidores fiéis das aspirações dos verdadeiros detentores do poder (nós, o povo!).
Meus caros, não deixemos o “trono” da prefeitura cair nas “garras” de “bichos” torpes. Não deixemos nosso poder ser exercido por candidatos que buscam no erário público somente saída dos seus interesses, sem se importarem com nossos anseios… Busquemos então alguém probo e fiel às aspirações de seus eleitores!


Por Sukarno Cruz Torres

Esta semana, passei uma boa temporada fazendo várias leituras relacionadas à Presidente Dutra. Porque tanta reclamação da sociedade e dos partidos políticos de oposição? O que eles querem? Quais as demandas sociais?

Depois de ler textos em livros, artigos de vários blog’s locais e regionais, também fiz várias leituras de e-mail’s enviados e de umas duas centenas de comentários em redes sociais. Foi constatado nesta busca de informações que, apesar de Presidente Dutra ser uma cidade apaixonante, receptiva, com localização estratégica, com potencial de crescimento Ímpar, é uma cidade carente de justiça social.

Não observei claramente, por exemplo, uma identidade relacionada à cultura. Alguns apontam o festejo de São Sebastião, em 20 de Janeiro, como o ponto de maior referência cultural e religiosa. Nesse ponto, temos que reconhecer os esforços do pároco da cidade, Padre Ermando, que fez uma verdadeira reforma na comunidade católica e na ‘estrutura’ da Igreja Matriz. Não tivemos outras manifestações com expressões que indicassem uma cultura identificada com a cidade.

A nossa juventude é órfã de atenção do poder público. É uma cidade que toda a juventude clama por lazer e uma melhor qualidade de educação e saúde. Temos uma grande quantidade de jovens que estudam em Teresina e São Luís, tendo em vista a falta de oportunidades em Presidente Dutra. Falta incentivos para as práticas de esportes, falta um programa de responsabilidade social elaborado pelos governantes, onde a sociedade possa ter o conforto do atendimento social e não da ‘esmola social’, que é uma prática apontada por muitos. O poder de decisão está nas mãos de poucos e a carência de oportunidades muito próxima da grande maioria da sociedade. São poucos ganhando e decidindo muito, muitos ganhando pouco e sem poder de escolha e decisão.

Já foi dito aqui antes, “que o Prefeito é o principal agente de mudança em um município, é ele quem deve provocar mudanças e não ser um reagente a ela. Cabe ao poder público prever e não apenas reagir.”

Também foi apontado por vários seguimentos de leitores internautas, que os partidos de oposição se acomodam fora dos períodos eleitorais. Acreditamos que não adianta ser contra, para ser oposição tem que ter atitudes. Já que apontamos os erros, temos também que apontar as soluções e fazer mover os meios que possam levar a estas soluções.

Numa cidade onde 78,8% reprovam administração da Saúde, é fácil entender porque 80,5% desaprovam a forma que o poder público administra.

A oposição aproveita os números e diz: “Diria que nossa cidade está em todas as áreas, jogada às cobras. A gestão do dinheiro público é simplesmente abaixo do ruim.” (pastor Raimundo Gomes).

Nos seus ‘dias de cão’, Biné Soares lamentou, dizendo: “Proporcionei ao grupo do qual fazia parte todas as chances de viabilizar uma candidatura a prefeito de qualquer de seus correligionários, respeitaria a candidatura de qualquer um, mas me usaram e me enganaram para só depois do meu rompimento ser decidido o candidato a prefeito.”

Finalmente, a mídia não perdoa, e declara: “Inércia da prefeita de Presidente Dutra pode deixar o município sem a unidade do IFMA.” (Artigo no Blog do Adonias Soares)

Conversei com várias pessoas, tive a satisfação de conhecer uma boa turma de conterrâneos, pessoas que moram em diversas cidades do Brasil. Fiz leituras de comentários interessantes, que podem definir o sentimento da sociedade. Todos foram categóricos em afirmar num ponto: Presidente Dutra está perdendo os valores sociais, a falta de respeito impera em todos os meios sociais. As famílias perderam referências de seus valores, falta o saudosismo sadio e que permitia manter os pilares da sociedade.  Somos a favor de Presidente Dutra.

Por fim, deixo a frase de um internauta que pode apontar uma luz no fim túnel. Ele se identifica no facebook como Edmilson Moreno Pereira. Diz ele: “Morei em Presidente Dutra boa parte da minha vida e é o melhor pedaço de chão que eu ja pisei, sou apaixonado por esta cidade, o estilo de vida do povo, o clima, as incontáveis festas, os grandes amigos que fiz e uma saudade que nunca vai passar, mas em breve estarei por ai novamente, matando saudades e revendo meus amigos. Abraços para esta cidade que é sim maravilhosa e para todos que nela vivem.”


Por Sukarno Cruz Torres

Eu não poderia deixar de citar a frase abaixo antes de desenvolver o tema proposto neste artigo. São valorosas e oportunas palavras, que expressam a mais pura verdade e, serve de alerta para nossa sociedade.

Não é no silêncio que um país se fortalece, é preciso que todo cidadão saiba o poder que tem, e tenha consciência de que pertence à vida política de um país. Não basta votar, é preciso fiscalizar e participar. Por Kamila Queiroz (Texto publicado em 01/06/12, no Blog do André Jardins).

Sabemos todos, que o Prefeito é o principal agente de mudança em um município, é ele quem deve provocar mudanças e não ser um reagente a ela. Cabe ao poder público prever e não apenas reagir. É o Prefeito que deve estar atento e propor inovações através de uma leitura de necessidades de uma sociedade. Se ficarmos calados e aceitarmos a sua inercia, somos culpados pelos resultados do seu mandato.

Já publicamos antes, em outra oportunidade, que Presidente Dutra passa por um período de frustrações, sem ações importantes do governo municipal que possa contribuir com o desenvolvimento da cidade. Enquanto outros municípios crescem a olhos vistos, estamos parados no tempo. O pouco crescimento que teve a responsabilidade do poder público aconteceu de forma inexpressiva. Falta a presença robusta dos setores da administração municipal. Alguma forma de crescimento mais expressiva que aconteceu, foi independente de ações políticas.

A alternância de poder é uma importante qualidade da democracia que evita a perpetuidade de dirigentes que se limitam ao vício da caça do voto, fato que desvirtua o caráter da democracia. Mandatários ou grupos políticos que permanecem no poder, apesar de exercerem governos sem programas, administrações medíocres sem realizações relevantes, mostram-nos quão frágil é a percepção do momento político por uma comunidade.

Para o desenvolvimento de nossa sociedade, precisamos de mais empenho da administração municipal. Precisamos de governantes que conheçam a cultura de nossa comunidade, que percebam como a sociedade está posicionada nas demandas sociais e o que fazer para, cada vez mais, tornar-se melhor. Precisamos que o poder público busque responsabilidades, que não empurre os problemas com a barriga. Nada se resolve sozinho, cada vez que o tempo passa o problema cristaliza-se.

Infelizmente, muitos podem se encantar com discursos elaborados, se enganar com a força dos recursos de “marketing político”, se iludir com carismas pessoais de sujeitos espertos e oportunistas, ou o pior, podem ser influenciados por auxílios financeiros de última hora ou pelos cabos eleitorais em eterna atividade de plantão, mesmo fora de época eleitoral, verdadeira “tropa de choque” da política de uma administração manipuladora.

Neste ano teremos eleições municipais, vamos ter que escolher um novo governante para o nosso município. Como visão global, precisamos pensar no futuro, temos que pensar em crescimento com responsabilidade social, pensar que temos ou vamos ter filhos e netos que precisarão dos acertos de nossas decisões de hoje, senão os colocaremos na situação de reféns, como foi feito por muitos de nossos antepassados.

Quando se fala em “Perpetuação no Poder”, tem um conceito que pode definir e figurar o entendimento, que diz o seguinte: “Só há três possibilidades para os que se calam ante tão vil pretensão: indolência, oportunismo ou idiotice”.  Se você que não se encaixa nesses perfis, grite e reaja!


Por Biné Soares

Enveredar pelos caminhos da política não vem sendo uma das escolhas mais fáceis na vida do ser humano, principalmente nos dias de hoje, em que a liberdade de imprensa juntamente com a fiscalização por parte de alguns Órgãos de Controle e da polícia, transformam rapidamente o cidadão comum em verdadeiro protagonista das matérias estampadas na mídia. De repente, o cordeiro se torna lobo ou o lobo perde a veste, bastando para tal a evidência de um fato atípico tornado público por mero desleixo, descuido ou por uma investigação por quem assim possa fazer. O caso Carlinhos Cachoeira e seus desdobramentos deixam claro o verdadeiro “inferno astral” porque passa uma pessoa que se envolve em escândalos envolvendo recursos públicos. O Senador da República Demóstenes Torres (sem partido – GO) em seu depoimento nesta semana na CPI do Congresso Nacional disse que “atualmente toma remédios para dormir que não fazem mais efeitos e que não consegue mais encarar seus amigos” diante de tanta vergonha. Assim, é que vemos o quanto o título de político passou a ser um adjetivo difícil na vida de algumas pessoas. Sem que façamos grandes comparações e guardando suas devidas proporções, presenciamos nos últimos dias na Região dos Cocais dois importantes fatos políticos que, repita-se, não denota o que fora explanado acima, mas que reflete a difícil escolha de carregar o nome de político. O atual prefeito de Tuntum, Chico Cunha e o pré-candidato e atual vice-prefeito de Gonçalves Dias, Christiano, desistiram abruptamente de suas candidaturas, alegando motivos ou escolhas pessoais. O certo é que a decisão tomada pelos dois pré-candidatos, um prefeito e outro vice, de não mais concorreram nas eleições de 2012 nos mostra um pouco da linha tênue que separa o público do pessoal. Acordos impossíveis de serem cumpridos e encargos pesados provavelmente assumidos para a continuidade de uma administração podem revelar num futuro próximo outros Carlinhos Cachoeira e outros Demóstenes Torres. Dos dias 10 a 30 de junho, prazo em que se esgotam as convenções para a escolha dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador, em todo o território nacional, novas surpresas poderão acontecer.

Biné Soares é advogado, especialista em Direito Civil e Processual Civil pela Fundação Getúlio Vargas – FGV e em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho pelo Instituto Processus de Brasília.


Por Sukarno Cruz Torres

Já praticamente definidas as pré-candidaturas ao cargo de Prefeito de nossa cidade, chegou a hora de pensarmos um pouco mais a frente, e perguntarmos:

Estamos bem servidos de Vereadores em Presidente Dutra?

Para entender como funciona o legislativo municipal e a importância do Vereador, fiz uma pesquisa a respeito do assunto e, aqui neste artigo, faço um resumo de forma genérica, sem fulanização, e quero dividir com os nossos leitores internautas. Sempre com a intenção de enriquecer o debate, agregar conhecimentos e informações para todos.

A Casa Legislativa municipal tem pelas mãos dos vereadores, a oportunidade de provar que é uma instituição eficiente, voltada a legislar em favor da causa popular. Cabe à Câmara dos Vereadores garantir a governabilidade da administração de seu Município. Para exercer a contento seu papel de representante do povo, o vereador deve ter grande disciplina partidária para que a ação de minorias não obstrua matérias de interesse da maioria, pois só desta forma parecerá coerente aos olhos do eleitor. Esta, também, é a melhor forma do político cuidar bem de sua cidade e de sua carreira. Acredito que as ações dos parlamentares sempre são julgadas pelas urnas, por isso precisam demonstrar coerência.

O Vereador humaniza o impessoalismo do Poder Público, encaminhando e buscando viabilizar as demandas da população. O trabalho legislativo começa no Município, na Câmara Municipal, onde o sentimento de valorização do bem-estar local é a força matriz do trabalho dos vereadores. Cada Município dispõe de vereadores para legislar e, na sua função maior, devem trabalhar para elaboração de projetos e propostas, que possam atender às necessidades em setores básicos, como educação, segurança e saúde. Este é o papel que cumpre ao Legislativo desempenhar. O vereador tem importância fundamental porque é no Município que os cidadãos moram e trabalham.

Os Municípios Brasileiros, por meio do Legislativo, vêm conseguindo propor idéias inovadoras que correspondem à crescente demanda básica das populações urbanas. É o caso do orçamento participativo, através do qual a população decide onde quer gastar o dinheiro público, as parcerias com a iniciativa privada, que viabilizam projetos sociais, os programas de renda mínima, que têm ajudado a fazer distribuição de renda, e os agentes de saúde, que vêm revertendo a mortalidade infantil.

 As responsabilidades dos Municípios estão crescendo e, paralelamente, as funções dos vereadores. O compromisso prioritário da vereança com seus eleitores é a assiduidade aos trabalhos parlamentares nas comissões e plenário. Só assim será possível dar a devida atenção às matérias em votação, geralmente voltadas aos interesses imediatos dos munícipes. A máxima “o poder emana do povo” é atendida pelo voto, porque em nome do povo, o poder é exercido. Precisa, por mais fortes que sejam as pressões políticas, manter credibilidade e autonomia para valorizar seu trabalho. Tem de saber mediar o desejo do povo e do governante, deixando para segundo plano seus interesses pessoais. Até porque o sistema partidário clientelista está em decréscimo no país e deve ser eliminado.


Por: Sukarno Cruz Torres

Sempre que leio uma nova informação na internet, antes de qualquer coisa, tiro a conclusão que posso aumentar os meus conhecimentos com a nova leitura, acredito que informação e conhecimento nunca são demais. A Informação, aliás, a “boa” gestão da informação, só tem a acrescentar a uma sociedade. Não podemos ficar excluídos deste processo, se permitirmos essa exclusão, seremos reféns meramente dominados pelos “detentores” dessas informações e tecnologias.

Entendo que sejam nesse pensamento que são criados os blog’s e redes sociais, com o propósito de aumentar o conhecimento e informação de todos os internautas. É verdade que nem sempre temos 100% de conteúdos confiáveis e aproveitáveis. Como tudo na vida, temos que saber filtrar o que serve e, o que pode ser desprezado. A internet, como já sabemos, transformou a vida das pessoas desde que surgiu. Através dela muitas mudanças ocorreram. O modo em que as pessoas começaram a se comunicar e buscar informações mudou muito, principalmente ao que diz respeito à velocidade dessa comunicação.

Hoje em dia temos acesso a notícias praticamente em tempo real, o mesmo acontece com conversas on-line, seja através somente de textos como também com o auxílio da webcam. Na internet temos acesso a praticamente tudo: informação imediata, cultura, entretenimento diversificado, conteúdos destinados ao público adulto, enfim, inúmeros segmentos. Cabe a cada um dos leitores internautas, analisar bem e ter bastante cuidado com o que é lido na internet.

Para refrescar um pouco a memória dos mais antigos e levar conhecimento aos mais novos, vale recordar, que em Setembro de 1945, a informação era tão difícil aqui em Presidente Dutra, por exemplo, que o nosso primeiro cidadão Presidutrense a administrar o município (01/09/1945 à 24/11/1945), Sr. Nelson Sereno (in-memory), foi nomeado como Nelson Sereno de ‘Meneses’. Erroneamente, foi incluído ao seu nome o sobrenome de sua esposa, tendo em vista à ausência do indicado e a distância da capital para confirmação da informação em tempo hábil para sua nomeação. Nelson Sereno ficou pouco tempo no cargo. Anos mais tarde, foi eleito vereador na primeira e terceira legislaturas da Câmara Municipal de Presidente Dutra.

Com a evolução da informação, em Presidente Dutra estamos ‘antenados’, temos alguns meios de comunicações que são verdadeiros formadores de opiniões e, que todos os dias estão sempre levando conhecimentos e informações aos leitores internautas. Temos uma variedade de artigos e matérias tratando de assuntos importantes e críticos para nossa sociedade, pois temos, no município, verdadeiros contrastes entre pobreza e riqueza, cultura e ignorância e em alguns setores, há um extremo abandono com relação à saúde, educação, segurança, etc.

As gestões do conhecimento e da informação são extremamente importantes nas sociedades para que possamos evoluir como seres humanos e podermos exercer nossa cidadania e, com isso, cobrarmos, inclusive, respeito e uma melhor estrutura política, social e cultural. Nada justifica a violência do “tráfico de influências” entre os políticos e a dominação do conhecimento e da informação para benefício próprio ou de alguma classe.

No mundo globalizado, com a necessidade cada vez maior da rapidez nas informações, as Redes Sociais e os Blog’s, estão dentro dos meios de comunicações que mais força e influência possuem. Neste ano temos o período eleitoral, a informação e o conhecimento que o cidadão deve ter de cada político e, entre eles alguns supostos candidatos a um cargo público, têm papel fundamental. É importante que o cidadão tome conhecimento de todas as atividades desenvolvidas pelos candidatos, desde o planejamento de suas propostas, até sua suposta execução propriamente dita. É necessário saber, se os argumentos são apoiados por informação e conhecimento, ou meras promessas, vagas e inúteis.


Por Sukarno Cruz Torres

Definimos o caráter, como conjunto de qualidades (boas ou más) que distinguem uma pessoa, sua formação moral e honestidade. Este é o conceito geral para esta palavra.

Através do seu caráter o homem cria suas ambições e, até ai, tudo natural, pois um homem deve sonhar e ter ambições. Mas qual é o preço que o homem está disposto a pagar por isto?

Sim, e o que tem a ver este argumento com a política de Presidente Dutra? Tudo.

O caráter é uma qualidade inerente somente a uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento. É o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo.

As culturas antigas costumavam declarar quando de uma pessoa de índole confiável: “Pessoa de caráter forte”. Quando o caráter – presença inerente no ser – é forte, significa que por mais maravilhosos ou recompensadores os caminhos possam parecer, há sempre um sentimento de alerta dentro, que indica aquele como um caminho errado, mesmo que no momento possa parecer o correto.

O caráter faz ver além, nas consequências dos atos de hoje, e não pode ser adquirido ou estudado ou mesmo aprendido.

Ter ambição não é nenhum pecado. O problema é quando a ambição conflita com a ética. Ambicionar ascensão social e profissional é razoável. Não há nada de condenável nisso.

Hoje em Presidente Dutra, podemos afirmar sem medo de errar, que em certos ‘grupos’ no meio político e setores próximos, as palavras ética, caráter e ambição, estão banalizadas e sem valores nenhum. Não existe valor moral, ético, lógica, nem ideal para defender. Interesse próprio é o que reina no meio.

O político bom é transparente, acessível, fiel a suas ideias e ciente de suas possibilidades.

O limite da ambição é a ética. Quem, em nome da ambição, despreza os valores éticos, ambiciona mal. Esse tipo de ambição é nocivo. Querer ser rico a qualquer custo, por exemplo, é ambição desmedida, que conflita com os valores morais. Vencer, ascender e prosperar, é decorrência natural das nossas ambições e do que fizemos para realiza-las. Afrontar, desprezar, confrontar, agredir os valores éticos em nome dessa ambição, todavia, deve merecer o nosso repúdio.

A ambição material a qualquer custo, sob quaisquer condições, é algo que deve merecer o nosso mais veemente desprezo, sobretudo se o ambicioso exerce funções públicas. Devem ser defenestrados sumariamente e sem demora, dos quadros da política.

Sukarno Cruz Torres é Presidutrense, mora em São Luis, é Analista Financeiro e Técnico em Contabilidade


Por Sukarno Cruz Torres

A discussão em torno de quem será o Vice-prefeito de algumas chapas para as eleições deste ano, coloca em destaque a função deste cargo.

 

Para entender, é só observarmos o processo sucessório atual de Presidente Dutra e as dificuldades de se montar chapas majoritárias com seus vices. Recentemente, temos na história de Presidente Dutra, um caso onde uma pessoa não serve para ser candidato a prefeito de um lado, mas é peça chave como candidato a Vice-prefeito de outra ala de partidos. Alguns servem apenas como marionetes, sem poder de decisão, outros são chamados para comporem as chapas na intenção de atrair o seu potencial eleitoral, e nesse caso, temos o atual ocupante do cargo de Vice-prefeito, que foi ‘campeão’ de votos em várias eleições como candidato a vereador. Infelizmente, o nobre vereador não teve como Vice-prefeito, a oportunidade nem poder de decisão que pudesse agregar valores a atual administração. Permaneceu durante todo o seu mandato inerte e subserviente, prestando serviços com demasiada submissão e, em algumas oportunidades, quando tentou se mexer e mostrar força, causou desembaraços e constrangimentos a titular do cargo.

 

Vice, do latim “em vez de”, “substituição”, não deixa de ter significado amedrontador na política, onde não há espaços vazios, onde o vácuo é imediatamente ocupado por outras pretensões, pelo mais forte ou mais oportunista. Portanto, o momento atual é bastante adequado para se especular e avaliar a real importância e consequências da escolha de parceiros de chapas.

 

A figura do Vice é tão identificada com a democracia e com a liberdade de pensamento, que não existe Vice-ditador, vice-imperador ou Vice-Papa. O Vice é personagem importante na grande maioria das instituições, sejam elas políticas ou não. É mais importante quanto mais democrática seja a instituição. Sua presença está sempre a lembrar ao principal – seja o prefeito ou o gerente, o governador ou o diretor, o presidente ou o superintendente – que ninguém é insubstituível.

 

É, pois, um alerta constante ao exercício das virtudes da humildade, da prudência, da constância e do trabalho. Inegável, no entanto, a existência de um mito em torno do Vice e sua aura de eminência parda, quase sempre oculto, nos bastidores, por existir, mas sem poder aparente, embora exale um magnetismo irresistível para a traição. Por ser fruto, muitas vezes, da composição de forças divergentes ou concorrentes, é procurado para influir junto ao poder e instado a galgar mais um degrau, tomar o lugar da frente.

 

É o que justifica ser o Vice patrono do ditado “a criatura sempre se volta contra o criador”. Sabedoria popular comprovada por inúmeros exemplos famosos da história do Brasil e do mundo. E também não tão famosos, mas encontráveis em qualquer comunidade.

 

Lembrando a história do Brasil e para nos limitarmos às últimas cinco décadas, vale lembrar o grave problema de transição provocado por Café Filho, Vice de Getúlio Vargas, que manobrou para impedir a ascensão de Juscelino Kubitischek. Este, por sua vez, teve o problemático Jango Goulart – indispensável para trazer os votos do PTB de Vargas, mas um entrave a mais para que a eleição e posse de JK fosse assimilada por setores militares golpistas. O mesmo Jango que, ao substituir Jânio Quadros, criou as condições objetivas para a Revolução de 64 que, por sua vez, recrudesceu no arbítrio para alijar Pedro Aleixo, Vice que deveria substituir Costa e Silva. Posteriormente, sem vocação para tal, o General João Figueiredo substituiu a Ernesto Geisel como solução para pacificar a caserna no episódio da sucessão. Adalberto Pereira dos Santos foi de fato o Vice-presidente do General Ernesto Geisel, mas o poder do General João Figueiredo era muito maior, que na época era o Ministro-chefe da Casa Militar do Brasil, todos o chamavam de ‘VICE’. Posteriormente o General João Figueiredo foi apontado como candidato à sucessão pelo Presidente Ernesto Geisel e concorreu para presidente na eleição de 1978 pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA), na chapa com Aureliano Chaves para Vice-presidente. Aureliano Chaves ocupou a presidência da República por dois períodos relativamente extensos (dois meses em 1981 e cerca de um mês em 1983), devido aos problemas de saúde de João Figueiredo.Mais recentemente, frustrando a vontade política da Nação, tivemos José Sarney sendo empossado no lugar de Tancredo Neves para, no governo seguinte, ver Itamar Franco cumprindo o restante do mandato de Fernando Collor.

 

É preciso mais exemplos para mostrar a importância do Vice?

 

Agora, não há essa possibilidade, pois o vice não é votado, é eleito como o titular. Com tantos traumas com Vices, finalmente se elegeu na opinião pública – e na política em particular -, a figura do “Vice ideal”,consubstanciada no discreto e cooperativo ex-governador de Pernambuco, Marco Maciel. Até fisicamente de difícil percepção, extremamente trabalhador e religioso, não se tem notícia de que tenha o experiente ex-senador apresentado qualquer problema ao titular da Presidência da República, em já quase oito anos de mandato, tornando-se unanimemente como o modelo a ser buscado por qualquer candidato que queira agregar apoio sem, com isso, herdar problemas.

 

Não resta dúvida de que a instituição do Vice, pronto a assumir as funções do titular na ausência ou impedimento deste, é benéfica à continuidade da administração pública, apesar dos eventuais problemas políticos que possam surgir de convivência entre titular e substituto legal. Este tem, pela força da legislação, legitimidade e representatividade, resultante do processo eleitoral.

 

A Constituição Federal prevê o registro da candidatura, a eleição e posse dos chefes do Executivo, seja em nível federal, estadual ou municipal, com seus respectivos Vices, de modo que as ausências eventuais, os impedimentos do titular ou a vacância do cargo não gerem um vazio de poder até a investidura do substituto ou do sucessor legal.

 

É bom lembrarmos que a figura do Vice tem desempenhado relevante papel na história.

 

Peixoto na “velha república”, passando por Café Filho na“república nova”, e muito mais recentemente, durante a “nova república”, em duas oportunidades os Vices demonstraram sua importância para a manutenção da democracia, com a posse dos presidentes José Sarney e Itamar Franco.

 

Em Presidente Dutra, com o falecimento do Prefeito Remy Alves Soares, foi empossada para concluir o mandato, a sua Vice-prefeita, Sra. Eleusina Carvalho de Oliveira.

 

Assim, a verdadeira concepção da importância dos Vices aperfeiçoa o sistema democrático e faz valer o sufrágio eleitoral.

 

Vale lembrar também, que junto com o Prefeito, além do Vice-prefeito, vem um ‘pacote’ completo de outros apetrechos, tais como: amigos, parentes, agregados, seguidores e outros tantos sem classificação. Analise toda a árvore do processo, o futuro de nossa cidade agradece.

 

Sukarno Cruz Torres é Presidutrense, mora em São Luis, é Analista Financeiro e Técnico em Contabilidade


Por Sukarno Cruz Torres

Um prefeito é vencedor, quando na sua gestão administrativa ele cumpre suas metas, executa o seu plano de ação e realiza seus objetivos no prazo de seu mandato. O futuro de nossa cidade seguirá dependendo de experiências projetadas através de referências do passado e vivências do presente. O tempo manda no mundo, dele depende o momento ou a ocasião apropriada para que a gestão de um prefeito se realize. Nossos filhos e netos não podem pagar um preço tão alto pelas decisões erradas tomadas por governantes que tivemos. A vida já é curta e nós a encurtamos ainda mais desperdiçando o tempo. Guardadas as devidas proporções, em Presidente Dutra, politicamente tivemos na história recente uma década perdida no tempo e direção.

Nesta última década, em um período de frustrações, sem ações importantes do governo municipal que pudessem contribuir com o desenvolvimento da cidade, ficamos parados no tempo. O crescimento de Presidente Dutra dependeu como nunca do fator sorte e da boa vontade dos nossos conterrâneos, que independente de ações políticas, souberam manter suas forças e coragens para continuar as suas lutas do dia-a-dia. Precisamos cada vez mais de inclusão social dos que ficaram menos favorecidos.

Tivemos como herança, um período longo de estagnação, mesmo possuindo um potencial sem igual. É de conhecimento de todos que temos uma excelente e estratégica localização. Mesmo assim, somente pela força do seu povo, vivemos um momento de crescimento econômico, aumento demográfico e expansão imobiliária.

Precisamos de um novo modelo de desenvolvimento, gestores com novas propostas e medidas políticas capazes de aproveitar essas mudanças. Os efeitos remanescentes da administração municipal são desastrosos. Uma década se perde não apenas pelo esgotamento dos seus políticos, procedimentos e doutrinas, mas também pela inacreditável teimosia em se admitir que o mundo não possa mudar.

Essa “Década Perdida” serve como um exemplo real de que a má administração pública, conjugada com a incompetência, pode gerar os piores frutos no âmbito político, econômico e social de um município. As grandes mudanças devem e podem começar com a participação mais efetiva da sociedade no poder.

 

Sukarno Cruz Torres é presidutrense, mora em São Luis, é Analista Financeiro e Técnico em Contabilidade


Por Sukarno Cruz Torres

Eu presto muita atenção no que eles dizem, há mais de 40 anos, mas eles não dizem nada além do velho ‘continuísmo da mesmice e do mais dos mesmos’.

Diga “NÃO” ao continuísmo de maus governantes.

Os cidadãos de Presidente Dutra, inteligente, observam que o continuísmo não é uma boa solução. Afinal, ninguém é insubstituível. As ideias, ou seja, o conjunto de pensamentos de um indivíduo ou grupo político não pode ser tomado de forma absoluta durante todo o tempo e deve, com a devida prudência, ceder espaço à renovação natural do pensamento humano, filosófico e político. Assim, é salutar que haja descontinuidade de filosofia política no comando do município ou que não se radicalize com a ideia de que, sem a presença de alguém ou sem o seu apoio na direção do município, Presidente Dutra não vai pra frente.

Por outro lado, um dirigente de um município não deveria subestimar os esforços dos governos anteriores. Pois, os antecedentes históricos (positivos ou negativos) servem de alerta para o aperfeiçoamento na condução das políticas públicas de novos governantes. Da mesma forma, nenhum governo deveria supervalorizar alguns resultados, porventura, considerados positivos de sua administração como resposta a seus antecessores. Governar não é participar de concurso de desforra política.

Aqueles que pregam a continuação (política) de governo, não devem esquecer de que qualquer hegemonia política só levará o município ao implacável autoritarismo. O que, aliás, já se vem sentindo, por exemplo, com os desmandos da administração municipal, que faz restrições às obras importantes e de ações sociais. Os governos democráticos precisam de constantes renovações. E todos deveriam ter essa conscientização.

É um grande erro achar que alguém seja insubstituível no município, embora as pesquisas lhe sejam favoráveis. Presidente Dutra precisa de um grande exemplo de democracia, refutando a hegemonia de poder, ao derrotar nas urnas o continuísmo.

 

Sukarno Cruz Torres é presidutrense, mora em São Luis, é Analista Financeiro e Técnico em contabilidade.


Por Sukarno Cruz Torres

A cidade começou a ferver com a aproximação do período eleitoral, já existem vários pré-candidatos a prefeito, e tantos outros pré-candidatos a vereadores.

Hoje temos a política como ‘prato principal’ em todas as mesas. Desde os bairros mais distantes até os grandes centros de formadores de opiniões, o assunto é o mesmo: POLÍTICA.

A oportunidade do poder deixa cego o ser humano, e com isso ele não mede esforços para conseguir os seus objetivos. Infelizmente, na política a sensação de bem-estar e auto-estima parece ser muito maior, talvez pela oportunidade de usar a máquina pública em prol dos seus interesses, onde a família e amigos gozarão dos benefícios do cargo público.

O que chama mais atenção é a voracidade com que vários amigos e ‘seguidores’ de pré-candidatos comentam e os defendem aqui no blog e nas ruas. Chegam a fazer comentários ameaçadores ao Blogueiro e aos outros comentaristas como se fossem procuradores dos próprios pré-candidatos.

Uma comentarista que se ‘identificou’ como Mary (12/abr – às 00:35 h), fez o seguinte comentário no artigo “Raimundinho e a campanha eleitoral de 2004”, do Sr. Natal Leite de Carvalho: “…faço um apelo: Evitem fazer comentários intelectuais e falso moralista, que nada tem haver com a realidade política de Presidente Dutra, pois não é o povo que tem quer aceitar suas ideologias, já que vocês são minoria, ao contrário, se querem realmente o poder terão que entrar nos moldes políticos de P. Dutra…”

Quais seriam esses ‘moldes políticos’? O nepotismo, o paternalismo, a imoralidade do concurso público, as ameaças de morte, coronelismo, fraudes eleitorais, currais eleitorais e o voto de cabresto?

É isso que queremos para Presidente Dutra? Acredito que merecemos muito mais.

Tem um ponto que acho importante e que não é respeitado por alguns. Aqui no blog tá existindo a fulanização da família, e de forma generalizada e covarde, no anonimato. A Família na concepção genuína da palavra, deve ser sempre tratada com respeito, pois todas as famílias, e faço questão de incluir aqui a família dos comentaristas, possuem integrantes com caráter e personalidade diferentes. Em todos os seguimentos profissionais temos os bons e os ruins, e na família é a mesma coisa, não podemos nunca nivelar todos os integrantes pelo lado ruim.

Não sou a favor nem contra nenhum dos pré-candidatos, SOU A FAVOR DE PRESIDENTE DUTRA, sou a favor dos valores da família, da educação, da saúde, da moralidade, do respeito e da democracia. Acredito num futuro, onde na cidade todos possam ter as mesmas oportunidades, independente do grau parentesco ou da relação de amizade.

 

Sukarno Cruz Torres é Presidutrense, Analista Financeito e Técnico Cointábil


Por Natal Leite de Carvalho

Nos idos de 2004 participei ativamente da campanha eleitoral para prefeito de nossa esquecida Presidente Dutra. Naquela época, meu irmão, Raimundinho da Audiolar, polarizou o pleito com a hoje prefeita Irene Soares, vindo a perder a eleição por margem considerável de votos.
Naquela época, propalava Raimundinho em seus discursos que, se eleito, não faria da prefeitura cabide de emprego, pois os cargos públicos não seriam ocupados por parentes nem tampouco rateados entre as correntes vorazes do seu grupo político.
Criticou-se com veemência a postura do inexperiente candidato.
Ora, naqueles dias, para muitos, a postura adotada ainda em campanha demonstrava em clareza quão rígidos eram os métodos administrativos de Raimundinho, pois na história de Presidente Dutra jamais de admitiu gestão pública que não fosse compartilhada pela parentela. É da essência cultural do nosso povo.
O tempo, no entanto, encarregou-se de demonstrar que o inexperiente candidato na verdade se revelara excelente administrador, probo e fiel às suas convicções morais. Acertada, portanto, fora a sua postura.
Raimundinho tem 08 irmãos, dentre eles prósperos empresários e servidores públicos de carreira. Todos, porém, que escolheram o serviço publico como profissão adentraram pela porta estreita do concurso público. Diga-se, por oportuno, concursos sérios.
Em sufocante tristeza, reflito acerca do sofrimento vivido pelo concurseiro que, no silêncio das madrugadas, nos finais de semanas mortos, nas horas subtraídas do convívio familiar, ardeu em sólida esperança para ter o seu merecido cargo público, mas que teve roubada sua vaga com a chancela das autoridades públicas.
Aquele que negocia um cargo público age em promiscuidade maior que uma prostituta, pois esta vende o que lhe pertence: o seu próprio corpo. Aquele, não.
Desse cenário, concluo e vislumbro o que é mais perverso ainda: enquanto assistimos passivamente aos desmandos de um grupo político, uma outra questão se avulta de idêntica importância: haverá desejada transparência numa eventual gestão Arapuá?

Natal Leite de Carvalho é analista judiciário do TRT em Curitiba-PR.


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