Por ROBSON PAZ

A direita conservadora do país está diante de um dilema. O que fazer com o ex-presidente Lula? Prisão? Cassar os direitos políticos? Haverá provas de sua culpabilidade? Seja qual for a alternativa, resta uma certeza: os responsáveis pelo afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República estão preocupados. Por uma razão muito simples. O país vai muito mal na política e na economia. Por outro lado, o ex-presidente Lula cresce cada vez mais nas pesquisas de intenções de votos. A despeito do massacre midiático diário a que está submetido, há mais de dois anos.

A julgar pela repercussão nas redes sociais, na imprensa internacional e nas conversas de feiras, o depoimento do ex-presidente ao juiz Sérgio Moro reacendeu a chama que mantém a pré-candidatura de Lula como farol das forças democráticas, populares e progressistas do país.

A escassez de provas concretas e cabais contra Lula tornam as chances de condenação e consequente prisão do líder petista praticamente nulas. Por isso mesmo, o ex-presidente avança no espectro eleitoral.

Resta à retrógrada direita apostar na cassação dos direitos políticos de Lula evitando, assim, que este seja candidato a presidente em 2018. Seria esta uma opção arriscada, mas não impossível para os patrocinadores do impeachment sem crime de responsabilidade.

Esta possibilidade, contudo, não parece capaz de oferecer segurança à elite e seus satélites partidários – PSDB, PMDB e DEM. Por uma razão muito singela: seus candidatos prediletos Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra têm pífio desempenho junto ao eleitorado. Não por acaso, João Dória e Luciano Huck são postos como alternativas por parte da grande mídia.

Com Lula fora da disputa, os candidatos poderiam crescer é verdade. Contudo, ainda que Lula tenha os direitos políticos cassados, este não perde a condição de atuar politicamente em favor de um candidato. Para quem elegeu a ex-presidenta Dilma Rousseff por duas vezes não parece ser algo tão complexo conquistar mais uma vitória eleitoral. E quais seriam os nomes mais competitivos na esquerda? Ciro Gomes (PDT), Flávio Dino (PCdoB) e Fernando Haddad (PT). Destes, apenas o governador do Maranhão abdicou da condição de pré-candidato. Ciro tenta viabilizar-se e Haddad aguarda convocação do PT.

A hipótese cada vez mais provável de que Lula seja inocentado seria o golpe de misericórdia nas pretensões dos conservadores. Isto é mensurado constantemente por pesquisas. Estas apontam que a população brasileira está com a memória muito viva. Não por acaso, políticos que apoiaram o impeachment tem sido alvo de apupos pelo país.

Todos concordam que o Brasil precisa se reencontrar, reinventar, especialmente no campo político. Lula em certa medida representa o período da redução das desigualdades, geração de emprego e investimento em políticas públicas.

Comportamentos exemplares como de alunos que relatam aos pais notas baixas, mau comportamento na escola, deveriam ser seguidos por investigadores que insistem em conduzir seletivamente investigações. Enquanto, isso sua excelência o povo toma partido do Brasil de verdade.

Robson Paz é Radialista, Jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e Diretor-Geral da Nova 1290 Timbira AM.


POR EURICO DUTRA

o-ocultoPois bem. Entre encontros, desencontros e toda sorte de atropelos ocorridos entre a oposição ao governo municipal, eis que nos deparamos com – talvez – o momento mais catastrófico da política presidutrense dos últimos anos. As alianças que pareciam estar sendo costuradas nas inúmeras reuniões feitas pelos pretensos candidatos à enfrentar o atual prefeito de Presidente Dutra, Dr. Juran Carvalho em sua empreitada rumo à reeleição, deram espaços a uma previsível consolidação da vitória do mandatário maior da cidade.

Nunca antes tinha-se visto tantas aglomerações políticas buscando solidificar um nome em torno do qual pudesse se construir, ainda que minimamente, chances reais de enfrentar Juran Carvalho nas eleições municipais de 2016. Embora tenham sido constantes, nenhuma dessas tentativas se mostrou frutífera, de modo que o que se viu foi o efetivo e concreto “depenamento” do grupo ora cabeceado por Irene Soares, a eterna Pipira. A viúva do ex-prefeito e ex-deputado estadual Remy Soares, viu fiéis escudeiros de seu grupo político capitanearem uma verdadeira revolução dentro de sua confraria, vociferando aos quatro cantos seu apoio político à Juran Carvalho, sabidamente o candidato de maiores – para não dizer únicas – condições de vencer o pleito eleitoral que se inicia.

O político com maior número de mandatos eletivos de Presidente Dutra, José Nunes Martins e seu filho ex-vereador Aristeu Nunes, exaustos do desprestígio sofrido ao longo dos anos, mesmo diante de toda a fidelidade demonstrada aos “Soares” ao longo de décadas, resolveram unir-se a outros tantos ex-aliados de Irene e deflagrar um dos maiores rompimentos de alianças políticas já vistos. O que pode ser entendido por muitos como um ato de rebeldia dos dois, deve ser visto antes de tudo como, nada mais do que um fluxo natural das coisas. O rompimento dos “Nunes” com o grupo hoje liderado por Irene Soares, já era tido por muitos como algo que pairava sobre o tempo, esperando apenas o momento propício para a sua efetivação. Senão, rememoremos a forma como liderava sua equipe política ainda nos idos de sua desastrosa passagem pela administração municipal. Reconhecidamente uma figura ausente das ações esperadas de um prefeito, Irene Soares incorreu no maior erro que qualquer líder ou pessoa comum pode incorrer: entender-se como autossuficiente. Alheia às necessidades e opiniões do povo, a ex-prefeita de Presidente Dutra sequer dava ouvidos aos serviçais mais próximos, abandonando à própria sorte os serviços públicos e os presidutrenses, o que de certo foi decisivo para aquilo com o que se deparou Juran Carvalho ao assumir as rédeas da administração de Presidente Dutra: um completo ambiente de abandono.

Diante de toda a revolução assistida nos últimos dias e depois de ouvir os vários comentários dos eleitores nos últimos dias, não é difícil prever o final dessa história. Conhecida por pleitos concorridos, quase sempre decididos muito próximo ao dia da votação, Presidente Dutra tem tudo para passar por eleições sem maiores surpresas em 2016. Fazendo jus à Lei da Colheita que exige que colhamos exatamente aquilo que plantamos. O grupo oposicionista tem tudo para amargar vergonhosa derrota de Juran Carvalho justamente pelo desprestígio tanto junto ao eleitorado que é o maior conhecedor da desastrosa “Era Soares” à frente da Prefeitura, quanto dos próprios correligionários que viram-se traídos pela sede de poder dos cabeceiam a chapa da oposição. Nem mesmo o suposto apoio do “Governador Regional” poderá livrar Irene Soares da derrota nas urnas.

É esperar para ver.

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Eurico Dutraé funcionário público estadual e federa e pediu pra não ser identificado


 

Por BINÉ SOARES

10351574_763000780402670_521237111960246182_nNa eleição proporcional é possível votar tanto diretamente no candidato quanto no partido ou na coligação, diferentemente da eleição majoritária, onde só é permitido votar no candidato.

A eleição para vereador é definida através do sistema proporcional, onde primeiramente são calculados os partidos e coligações que obtiveram mais votos, e só a partir daí as vagas disponíveis em cada município são distribuídas entre os candidatos mais votados de cada partido.

Quantidade de vereadores por município

Para entender o sistema proporcional é necessário saber que o número de vagas disponíveis para o cargo de vereador dependerá do número de habitantes e da lei de cada município, juntamente com o que diz o art. 29 da Constituição Federal. Este artigo limita as vagas de vereadores de acordo com o número de habitantes, por exemplo, um município com 15.000 habitantes pode ter no máximo 9 vereadores, enquanto as cidades com mais de 8 milhões de habitantes devem ter até 55 vereadores.

Veja mais detalhes sobre como é definido o número de vereadores por município.

Etapas do sistema proporcional

A divisão das vagas entre os partidos e coligações se dá através de três etapas. Primeiramente é preciso conhecer o quociente eleitoral, que determina a quantidade de vagas para cada partido. Apenas com o quociente eleitoral é possível definir o quociente partidário, que estabelece os candidatos de cada partido ou coligação que ocuparão as vagas.

Quociente eleitoral

É o número obtido ao dividir todos os votos válidos alcançados na eleição para vereador, os recebidos pelos partidos e diretamente aos candidatos, pelo número de vagas disponíveis na Câmara Municipal.

Vamos supor que um município com 20 mil habitantes obteve 10 mil votos válidos na eleição para vereador, e possui 10 vagas para o cargo. O quociente eleitoral será alcançado ao dividir 10 mil por 10, que neste caso será 1.000.

Quociente partidário

Sabendo que o quociente eleitoral é 1.000, é possível calcular quantas vagas cada partido ou coligação ocupará, dividindo os votos válidos pelo quociente eleitoral. Vamos supor que neste município existirem quatro partidos: X, Y, Z e W, onde X e Y estão coligados, enquanto os outros não.

A Coligação X-Y recebeu 5.000 votos válidos, o Partido Z obteve 4.600, e o Partido W alcançou 400. Ao dividir o número de votos válidos pelo quociente eleitoral, neste caso 1.000, a Coligação X-Y terá direito a 5 vagas e o Partido Z ocupará 4 vagas, enquanto o Partido W não terá direito a nenhuma vaga, já que recebeu menos de 1.000 votos válidos.

Com a Reforma Eleitoral de 2015, os candidatos que ocuparão as vagas devem receber votos numa quantidade igual ou maior que 10% do quociente eleitoral. Isto quer dizer que no caso do nosso exemplo, só os candidatos que obtiverem 100 votos ou mais seriam eleitos.

Sobra de vagas

Quando há sobra de vagas, é preciso fazer um novo cálculo, dividindo a quantidade de votos válidos do partido ou coligação pelo número de vagas alcançados no cálculo anterior mais 1. O partido ou coligação que obtiver a maior média recebe a primeira vaga disponível, desde que o candidato tenha recebido a exigência mínima dos votos citada anteriormente.

Aplicando ao exemplo citado acima, a Coligação X-Y ficou com uma média de 833,3 e o Partido Z com 920. Como sobrou apenas uma vaga e o Partido Z alcançou a maior média, será o que ficará com a vaga.

Se houver mais vagas, o cálculo deve ser repetido até todas as vagas serem preenchidas. Quando não existir mais partidos ou coligações com candidatos que obtiveram a quantidade de votos mínima exigida, as vagas serão ocupadas pelos partidos com as maiores médias, seguindo a ordem dos candidatos mais votados.


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Eduardo Campos com a família

Eduardo Campos: SAUDADE DO FUTURO desse jovem político de carreira promissora e que conhecera apenas uma derrota nas suas disputas eleitorais, quando se candidatou a prefeitura de Recife.

Na manhã do dia 13 de agosto de 2014, fora ceifada de forma trágica a vida de Eduardo Campos, candidato a Presidência desse nosso querido Brasil. Não sei se o destino ou outras circunstâncias concorreram para esse dia fatídico, onde a máquina mortífera deu fim a vida de Eduardo e demais ocupantes daquela aeronave.

Eduardo vem de uma família de tradição política, pois seu Avô Miguel Arraes fora governador por três mandatos do Estado de Pernambuco, podendo se dizer que a política corria nas veias da família Arraes.

Eduardo já aos 24 anos de idade era deputado estadual, e posteriormente se elegera deputado federal aos 29 anos de idade; cargo esse que se licenciou para assumir a secretaria da fazenda do governo de Pernambuco. Sendo eleito deputado mais uma vez com uma votação expressiva, alcançando o primeiro lugar naquela eleição.

Eduardo Campos fora economista por formação e político por convicção, tendo se destacado como grande articulador do governo Lula, na reforma da previdência e da reforma tributária. Mais uma vez se licencia da câmara federal para ocupar o cargo de Ministro da Ciência e Tecnologia, no Governo Lula.

Eduardo em 2006 é eleito governador de Pernambuco com mais de 60% dos votos válidos, sendo reeleito com mais de 83% dos votos válidos, o mais votado de todo Brasil. Recebendo nesse 2º mandato o Prêmio Governante: A Arte do Bom Governo, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington (EUA). Em 4 de Abril de do ano em curso renuncia ao Governo de Pernambuco para se dedicar à campanha eleitoral para Presidente da República. Em agosto de 2014, na mesma data da morte de seu avô, Eduardo morre em acidente de avião, em Santos-São Paulo.

Eduardo Campos, dito por todos que o conheceram na intimidade, era um homem reto, digno, amigo e, sobretudo ético na família, bem como na vida política. Sempre abraçando as causas sociais, econômicas e políticas com muita determinação, principalmente em prol dos menos favorecidos, mais humildes, mostrando saídas viáveis, tendo em vista que Eduardo sempre fora guiado pela bússola do trabalho, característica inerente ao seu perfil de homem público.

A notícia da morte de Eduardo Campos pegou de surpresa a todos nós, e teve repercussão internacional. Crianças, jovens e adultos estão comovidos com sua morte prematura, pois Campos representava a esperança de uma parcela significativa do povo brasileiro. Admirados por todos, inclusive por seus opositores do campo político; as declarações foram muitas nesse sentido através da mídia e das redes sociais. Político carismático, simpático e que tinha propostas concretas para resolver ou pelo menos minimizar os problemas de toda ordem que o nosso Brasil enfrenta na conjuntura atual.

Chora Brasil da América a perda do teu filho ilustre que jamais fugiu à luta, chora Pernambuco a morte de teu filho amado que deu a vida pelos seus irmãos; chora parte do povo brasileiro a morte inesperada de Eduardo, que representava a tua esperança nessa eleição. E agora também choro eu com saudade profunda do FUTURO DE EDUARDO CAMPOS.

José Henrique de Sousa Lima é Advogado, Filósofo e Teólogo.
Presidente Dutra – MA, 14 de Agosto de 2014.


hildo2Por Hildo Rocha*

Em todos os cargos públicos que exerci sempre defendi a causa municipalista. Na condição de vereador e presidente da Câmara Municipal e prefeito de Cantanhede; presidente da Federação dos Municípios (Famem); Conselheiro da Confederação Nacional de Municípios (CNM); na Assessoria da Liderança do Governo no Congresso Nacional; na Secretaria de Estado de Assuntos Políticos e na Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano coloquei em prática os ideais municipalistas.

Nas visitas que tenho feito aos amigos e amigas, residentes no interior, tenho constado que inúmeras comunidades subiram alguns degraus na escala da qualidade de vida. Os avanços registrados devem-se ao trabalho de inúmeras pessoas entre as quais posso me incluir. Isso porque, ao contrário daqueles que vivem a maldizer o nosso estado e expor nosso povo à humilhação perante a opinião pública nacional, faço parte do time dos que valorizam nosso Estado, querem um Maranhão melhor e tem serviços prestados aos maranhenses.

Um exemplo: na semana passada, estive em Barreirinhas a convite do ex-presidente do Iterma – Instituto de Terras do Maranhão, Raimundo Branco. Na oportunidade, visitei diversas comunidades, conversei com lideranças, trabalhadores e trabalhadoras rurais, jovens, líderes espirituais de várias igrejas e participei de reuniões com presidentes de associações dos povoados Armazém I e II, Cachoeira, Cangote, Cigana, Extrema, Guaribinha, Jabuti, Juçaral dos Canavieiras, Jucú, Jurubeba, Mirinzal, Olho D’água, Pacas, Palmeira dos Bentos, Palmeiras dos Reis, Pedras, Rio Grande, Santa Rosa, São José do Sousa, São José dos Viúvos, São Raimundo e Vera Cruz.

Tive a felicidade de constatar que, superadas as barreiras burocráticas, os trabalhadores e trabalhadoras rurais dessas localidades conseguiram o título de propriedade das terras, estão produzindo e conseguiram realizar o sonho de adquirir casas de tijolo e telha.

Por meio dos programas Luz para Todos, do Governo Federal, e Viva Luz, lançado pela Governadora Roseana Sarney, todas as famílias residentes nas comunidades visitadas estão atendidas com energia elétrica. Isso é conforto, segurança, insumo fundamental para produção e qualidade de vida. Da mesma forma no quesito habitação, quase todas as famílias já foram contempladas com habitações dignas e, aqueles que ainda não receberam o beneficio, serão muito em breve favorecidos com os programas habitacionais Viva Casa ou Minha Casa minha Vida.

As mudanças são visíveis, inegáveis. Entretanto o trabalho está longe de atingir a condição ideal. Por falta de manutenção nas estradas municipais, chegar às comunidades rurais que visitamos torna-se uma tarefa árdua, cansativa, demorada. Sabe-se que, na maioria dos casos, as prefeituras não possuem recursos suficientes para manter as estradas em boas condições de trafegabilidade. Ressalto que, essa é uma das deformações resultantes da injusta partilha do bolo tributário. Esse é mais um fato que demonstra a necessidade de promovermos alterações no Pacto Federativo.

A burocracia é outra questão que necessita ser alterada. Muitos presidentes de associações deixam de buscar benefícios junto aos órgãos governamentais porque não conseguem reunir a excessiva quantidade de documentos solicitados. A burocracia atrasa, desestimula, torna o trabalho árduo, lento, pouco produtivo.

Felizmente, com o apoio da Governadora Roseana Sarney, com a colaboração dos atuais gestores do Iterma, com o eficiente trabalho de Raimundo Branco e dos presidentes das associações, os moradores da zona rural de Barreirinhas obtiveram conquistas importantes e sabem que outras estão por vir.

Entretanto, os resultados seriam melhores se não fossem as limitações enfrentadas por todos aqueles que estão empenhados na busca de melhorias para a população maranhense. Diariamente, os gestores públicos se deparam com regras e rotinas administrativas, impostas por leis que dificultam o andamento dos trabalhos.

O exemplo de Barreirinhas é emblemático, reafirma que é imprescindível a criação de mecanismos que facilitem a reforma agrária; é imperativo diminuir a burocracia; dar mais autonomia aos órgãos públicos envolvidos nos trabalhos com as comunidades rurais; facilitar o financiamento da produção; e aumentar a participação dos municípios na partilha do bolo tributário, para que os governos municipais possam investir na infraestrutura rural.

Entendo que, por meio dessas fórmulas conseguiremos ampliar os benefícios, contemplar maior número de pessoas e alavancar o crescimento e o desenvolvimento do nosso estado. Esse é o motivo pelo qual sempre defendi e continuarei a luta em defesa dos municípios. Defender o municipalismo é defender as pessoas.

* Especialista em Administração Pública


Por Fralklin Carvalho

384702_209971475742156_1658280771_nVagueando em mais uma noite pós-rotina, já próximo à meia noite, visito o site G1, velho companheiro desses dias sem TV (sei que parece improvável um ser humano do século XXI sem televisão, mas essa saga ficará para outras prosas), e leio a matéria falando sobre IDHM do ano de 2010. A título de informação, IDHM significa Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, ou seja, o tão famoso IDH na esfera municipal. Este, apesar de divulgado em 2013, refere-se ao ano de 2010, frise-se.

De modo geral o Brasil, evoluiu bastante. Basta ver que em 1991 nosso índice era considerado “baixo” (0,493), chegando em 2010 ao índice “alto” (0,727). No governo FHC, o crescimento do IDHM foi um tanto maior que no dos demais presidentes, tendo ocorrido uma leve diminuição na escalada de crescimento do índice no governo Lula.

Então, saí um pouco da análise nacional e voltei-me para a esfera regional. Fui “fuçando” índices de vários municípios do estado, comparando os vizinhos, os do Norte, os do Sul, enfim, essas coisas que você só faz no tédio da madruga…

Os indicadores de desenvolvimento dos municípios, na média nacional, cresceram, como já havia dito.  Nessas “análises”, encontrei dois pontos que me causaram surpresa, felizmente, para a melhor.

O primeiro foi o fato de Presidente Dutra apresentar índice considerado “médio” (0,653). De início, esse nível mediano pode parecer pouco, mas se compararmos com outras cidades do estado, maiores e com mais estruturas, veremos que, nossa sofrida Presidente Dutra não está, assim tão mal. Obtivemos IDH melhor que Bacabal (0,651), Barra do Corda (0,606), Caxias (0,624), Chapadinha (0,604), Pinheiro (0,637), por exemplo. Na nossa região central (entendam, municípios adjacentes) não encontrei nenhuma cidade que ultrapassasse nosso indicador.

Para esclarecer, esse índice de desenvolvimento é medido através de três quesitos. Assim, teve destaque o “Longevidade” (0,788), enquanto o quesito “Educação” (0,563) reduziu drasticamente o IDH presidutrense, triste realidade.

Esse resultado se contrasta com outro bem recente, que denuncia Presidente Dutra sendo a cidade mais violenta do estado, encontrando-se entre as cinquenta primeiras do país. Para os otimistas (como eu) esse IDH serve de alento, para os pessimistas: “mais um índice fictício”.

A outra surpresa foi São Luís, cidade que me acolhe tão bem. O índice de nossa capital atingiu nível “alto” (0,768), superou capitais próximas e maiores como Belém (0,746) e Fortaleza (0,754), além de nossa “vizinha” Teresina (0,751). Para alguns, pode causar espanto a capital maranhense superar a piauiense, visto que, em Presidente Dutra, principalmente em virtude de nossa proximidade com o Piauí, comenta-se frequentemente que Teresina possui melhor qualidade de vida que a de São Luís.

Para mim, esse resultado – obter indicador melhor que a capital piauiense –, não causa estranheza. A surpresa se dá por São Luís ultrapassar Belém e Fortaleza, o que, na minha jovem ignorância, imaginava ser improvável.

Pois bem, após conferir os destaques de Presidente Dutra e São Luís, dentro dos seus contextos, obviamente, fui dormir com um leve sorriso no rosto por saber que minhas queridas cidades estão se desenvolvendo, e com a preocupação/esperança de que os anos vindouros resguardem surpresas ainda melhores para ambas e para seus respectivos habitantes.

Franklin Carvalho é Presidutrense, Mora em São Luis e é Acadêmico de Direito na UFMA.


Por Fabrício Abraão.

fabricioQuando se decide travar uma batalha, não se deve pensar no resultado, mas se vale a pena lutar, e é claro que valeu, e lutar por uma Dom Pedro mais digna, justa e de oportunidades para todos, com progresso instalado em cada rua da cidade, saúde e educação de qualidades, ter a certeza de que os mais pobres e menos favorecidos terão as mesmas oportunidades, por isso sempre vai valer a pena lutar. Saímos dessa batalha derrotados, mas com uma certeza, o do dever cumprido, vencemos porque chegamos até a linha de chegada, o que para muitos parecia impossível, intransponível para alguém jovem, sem dinheiro e sem apoio político, apesar de todas as mentiras, calunias e injurias levantadas contra nós, saímos maiores, vivos, VIVOS, pois agora somos 400 soldados, 400 guerreiros de luz, antes apenas 01 .

Fazer Dom Pedro reencontrar-se com seu protagonismo histórico, quando no passado era uma referência para nossa região, foi a nossa missão, porém a força corruptível e destruidora do dinheiro e do poder não permitiram que o povo, que é soberano na sua escolha  entendesse nossa mensagem, hoje, os  mais pobres e necessitados continuam à espera de uma eficiência, de um trabalho que caminha a passos lentos. Não ouvimos falar em organização do comércio local, reestruturação da saúde que tanto anseia o povo desta terra tão carente de atenção e carinho.

É cedo para julgar, para condenar,  pois a atual gestão recebeu a cidade em péssimas condições e devemos sempre esperar por dias melhores, contudo, 100 dias já se passaram, serviços básicos como iluminação publica, atendimento medico-hospitalar, segurança, água e saneamento básico ainda tem seus efeitos tímidos que quase não aparecem , mas deveriam, diante dos recursos milionários já sacados das contas publicas. É preciso devido a expectativa e a necessidade de trabalho que a cidade carece,  atitudes mais enérgicas, contundentes, de efeitos imediatos de modo a minimizar o sofrimento e a sede por dias melhores por parte de todos aqueles que vivem e dependem do nosso município. É preciso cuidar das pessoas, estar presente no seu dia-a-dia, sentindo seu calor, mas para isso, é preciso gostar de ser prefeito e não apenas estar prefeito.

Fabrício Abrão é Médico Cardiologista e foi candidato a prefeito de Dom Pedro pelo PRB nas últimas eleições.


Comissão de Segurança quer discutir violência depois da tragédia em que foi vítima a estudante Jane Lene.

Gil Lopes – Presidente da Câmara de Barra do Corda
Foto: Leonilson Mota

 É latente a insatisfação nos corredores da Câmara de Barra do Corda com a ação ou a falta dela pela polícia em Barra do Corda. Para os vereadores, principalmente os membros da Comissão de Segurança, o aumento dos casos de homicídio e de violência tem estrita ligação com o aumento do consumo de drogas e da ineficácia da polícia tanto reprimir o contrabando quanto ao de prevenir atos violentos.
 A parcimônia da força policial aliada à falta da resolução de fatos ocorridos recentemente, como o caso da garota Jane Lene, e a  inércia da polícia que tanto incomodam a sociedade parece já ecoar nos corredores da Casa Legislativa.
O presidente Gil Lopes se articula para convocar uma audiência pública, pretende reunir toda sociedade para discutir o assunto e daí se esboçar um plano de ação conjunta para tentar diminuir os índices.
Em outro front, os vereadores se movimentam para tornar mais rígidas as autorizações para o funcionamento de bares e a promoção de festas e eventos em locais públicos, querem tentar evitar que a tragédia de Jane Lene não se repita.
Uma cidade inteira, preocupada e consternada, agradece!
Do Blog de Urias Matos


Por Pedro Campelo Muniz de Souza

Presidente Dutra recentemente completou 69 anos de emancipação política. Tem crescido rapidamente de forma desordenada, e repleta de problemas estruturais e de gestão. Também apresenta um considerável crescimento socioeconômico, atrelado a importante desnível de distribuição de renda. Nossa cidade tem se destacado no cenário geopolítico no Maranhão por vários motivos, principalmente: por ser localizada em posição estratégica privilegiada no Maranhão central; por ser entroncamento de duas rodovias federais as BR 135 e 226, de interligação das regiões centro-oeste e nordeste; por ser sede de uma das maiores subastação de integração do sistema elétrico Tucurui-Eletronorte-Chesf; por ser sede do maior Hospital Regional de Urgência e Emergência do interior do estado do Maranhão, que atende aproximadamente 40 municipios; por se destacar como um grande centro comercial regional; e por ser uma das cidades de apoio logístico para chegada das empresas de exploração de gás e petróleo. Por isso tudo, possui um grande potencial de crescimento e desenvolvimento. Por outro lado, o que se vê é o poder publico sistematicamente negligenciar suas obrigações, principalmente este atual governo que recebeu aproximadamente 300 milhões de reais de verbas federais em 08 anos de sua gestão, sem contabilizar a arrecadação municipal. As suas ações administrativas estão muito abaixo do esperado. Para mais de 80% da população, em recente pesquisa de opinião publica, avaliaram como ruim e péssimo, o que se configura como gestão temerária. Hoje com certeza estes 80% da população deseja mudanças desse triste panorama político, que se notabilizou pelo favorecimento a poucos privilegiados que gravitam em torno da cúpula administrativa, em deprimento do coletivo. Estamos no momento de eleição municipal e com a real oportunidade de fazer essa mudança. Com a desistência oficial da Deputada Pryscila Sá, temos quatro filhos ilustres de Presidente Dutra na disputa do executivo municipal. Pelo um conjunto de aspecto positivo, considero Dr. Juran Carvalho como a opção mais viável para o cargo de Prefeito. Os desafios que Presidente Dutra precisa superar são enormes, não cabe no orçamento municipal simples. Precisamos de um Prefeito que possa ter habilidade de fazer uma gestão participativa e transparente, que tenha uma boa relação política nas esferas de governo estadual e federal, que chegue ao final da campanha com a liberdade de fazer uma equipe de secretariados baseado em critérios técnicos. Para que possa, sobretudo: alocar novos recursos junto ao governo estadual e federal, para projetos de infraestrutura, habitação, saúde e educação; para que possa ganhar credibilidade junto à população e ao empresariado local, para implementação na gestão municipal parcerias publica-privadas. Tenho convicção que Dr. Juran preenche todos esses requisitos, para assumir o cargo de de prefeito, e poder fazer uma gestão de qualidade. Presidente Dutra, mais de que nunca, precisa que seus eleitores se libertem de praticas eleitoreiras abomináveis (clientelismo político e desrespeitosa compra de votos), para que possam votar com liberdade e razão, pensando na cidade e num futuro promissor. Desejo a meus conterrâneos e votantes de Presidente Dutra boa sorte e paz na eleição de 07 de outubro de 2012. Que as festas da democracia, que se iniciaram nos últimos dois meses, e tomaram as ruas de Presidente Dutra se transforme em motivação e compromisso para o futuro Prefeito de nossa querida cidade, que precisa urgente de um gestor comprometido com a causa publica e coletiva.

Dr. Pedro Muniz Campelo de Sousa é filho de Presidente Dutra e Médico Cirurgião Geral há mais de 17 anos.


Por Sukarno Cruz Torres

A campanha política de Presidente Dutra deste ano tem um tempero a mais, além da velha formula de todas as outras anteriores, o candidato da situação utiliza a máquina governamental para bancar a sua campanha. Como é ‘supostamente’ possuidor de recursos próprios, ‘arrota’ poder financeiro subestimando a inteligência, o caráter e a personalidade dos eleitores.

O poder financeiro é o ‘carro chefe’ do candidato da situação, por falta de conhecimento das demandas sociais, não tem um programa de governo consistente, e ainda tem a desastrosa administração atual como seu maior apoio.  Como é conhecido em todos os cantos da cidade como possuidor de ‘poucas letras’, tenta desesperadamente conquistar votos através da força monetária. Ao candidato de oposição, que é indicado até pelo próprio candidato da situação, como ‘um pobre’, cabe a conquista do seu eleitorado com a ‘arma’ que lhe sobra, que é o carisma, a simpatia, um excelente e viável programa de governo, sem utopias.

No seu meio, o candidato da situação é apresentado como ‘um homem de posses’, conhecedor da arte de administrar empresas. Podemos até acreditar em algumas de suas façanhas como ‘administrador’, mas a partir daí, afirmar que a maneira que faz administrando o patrimônio pessoal, seja a mesma que eventualmente usaria em uma administração pública, é querer forçar demais e, empurrar goela abaixo um argumento pobre, que só pessoas sem nenhum conhecimento acreditam.

Para ilustrar o entendimento, melhor sorte não está reservada ao nobre ‘administrador’, o grupo que o apóia, em 08 anos de ‘má-administração’, tornou o município praticamente uma espécie de referência do descaso, da corrupção e da impunidade. Não tem mais como separar o CRIADOR da CRIATURA, então impregnados, literalmente encarnados.

Esta é a eleição da libertação e da punição. O povo de Presidente Dutra vai libertar a cidade dessa meia dúzia de pessoas que só querem o atraso da cidade, que só pensam em aumentar o seu patrimônio e encher os bolsos com o dinheiro publico. O eleitor tem que punir a atual administração tirando-lhe a intenção de eleger o seu candidato e continuar dando cobertura ao descaso. 

Como exemplo do que é um BOM ADMINISTRADOR, textualizo abaixo, parte da biografia de uma pessoa que é unanimidade nacional e, mesmo com todos os seus encantos, não foi eleito a um cargo público na eleição que disputou.

Ao lado do trabalho industrial, Antônio Ermírio de Moraes desenvolve uma intensa atividade no campo da saúde, em especial, no Hospital da Beneficência Portuguesa em São Paulo, do qual é Presidente. A instituição mantém cerca de 60% dos seus serviços à disposição dos pacientes carentes e conveniados com o Sistema Único de Saúde – SUS.

Durante toda a sua carreira de trabalho, Antônio Ermírio participou ativamente dos principais movimentos de desenvolvimento e democratização do Brasil, com um engajamento direto e pessoal em inúmeras campanhas voltadas para a geração de emprego e melhoria da educação e da saúde do povo brasileiro.”

O BOM administrador tem compromisso social, tem cuidado com o meio ambiente. Precisamos de um GESTOR que pense com o coração, que entenda de GENTE, que fale sobre pessoas, que conheça as demandas sociais, não de um ‘administrador’ que pensa com o bolso.


Por Sukarno Cruz Torres

O que leva as pessoas não saberem separar política e amizades? Será que é o interesse próprio contrariado, ou liberdade de expressão demasiada? Em alguns casos, o desvio de comportamento está levando em conta favores oferecidos?

O tema proposto neste artigo é um campo minado, pois sabemos que é um assunto com entendimento subjetivo, portanto, não cabe aqui, fazer juízo de valores. A intenção é debater o assunto, tendo em vista, que este ano, mais uma vez, tivemos várias pessoas com mudanças de posições políticas nos diversos grupos.

Em minha opinião, não vejo problema quando uma pessoa é independente e faz da sua vida o que quiser, mas vejo desvio e ‘deformação’ de personalidade, quando existe mudança de opinião de forma ríspida e pontual. Essa mudança de comportamento é comum em período eleitoral. Antigos adversários políticos passam a ser aliados num outro momento. Muitos alegam a incompatibilidade com o grupo a que pertencia e, incorpora o programa de governo do novo aliado como se fosse a decisão mais acertada da sua vida.

Os interesses próprios levam a entender, que as amizades não são prioridades, pois o amigo que o recriminou, também é vulnerável e pode mudar de lado, levando em conta, somente a sua liberdade de decisão. Se é certo ou errado, cada um tire as suas conclusões.

Nas Redes Sociais, é cobrada incansavelmente a preservação das amizades, o pedido é que não misture o assunto política com relações de amizades, pois no futuro próximo, a campanha acaba e vem o arrependimento pelo comportamento indiferente com o seu amigo, e às vezes, esse constrangimento gera feridas difíceis de serem curadas.

Por experiência própria, acredito que não vale a pena trocar as boas relações de amizades por passageiras campanhas políticas. Posso afirmar categoricamente, que perdi durante a minha vida, várias oportunidades de construir boas e valorosas amizades, por conta da minha família seguir grupos políticos. Hoje, relevo as opiniões contrárias, tento entendê-las, descarto o que não serve e aproveito o que tem bom, afinal, a vida continua.

No ditado popular: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”


PRESIDENTE DUTRA TEM JEITO?

Por Sukarno Cruz Torres

O dia da eleição se aproxima, o que vemos pela cidade e pelas redes sociais? As mesmas e antigas práticas de campanhas eleitorais anteriores. Obras na cidade, executadas pelo poder público em final de mandato, mostrando claramente as suas intenções eleitoreiras, subestimando a inteligência da sociedade. Muito antes do que se pensava, já tem candidato alegando ameaças e tentando deixar entender nas entrelinhas, que são os adversários que estão por trás dessas ‘supostas’ ameaças. Candidato a Vereador que dias atrás estava escondido da população, agora se apresenta sorrindo, pedindo votos e fazendo promessas. Nas redes sociais o que lemos é de causar revolta em qualquer uma pessoa de bom senso, temos observado crianças digladiando em debates políticos sem o menor cuidado com as palavras. São usadas as formas de expressões mais chulas para defender os seus ‘argumentos’, como se os candidatos tivessem passado procuração para os mesmos. A nossa juventude precisa entender que a educação e o respeito fazem parte do processo de cidadania. Na expressão popular: “É uma vergonha!”

O que é comentado nas ruas e nas redes sociais é imediatamente exposto para debates íntimos, inclusive com assuntos pessoais dos mais variados níveis, sem levar em conta o respeito a quem quer que seja. O que se ver claramente, não são debates de propostas, nem de ideais, são debates com o propósito inflamado para denegrir a imagem da pessoa oponente. Temos literalmente uma campanha fulanizada, onde a fofoca é mais importante que os projetos de governos. Nesse período eleitoral, a vida do vizinho, e de preferência a pior parte dela, é mais importante que os projetos de educação e saúde para comunidade. Fala-se tanto de mudança, mudança é o nome que mais ouvimos da boca dos candidatos, é o que a população mais cobra dos candidatos, então, desta forma, como mudar alguma coisa se continuamos com a mesma postura? O que adianta a população pedir mudança de governo, se não existe mudança de atitude da própria comunidade?

Pela manhã, um lado ‘canta’ vitória pela quantidade de pessoas que conseguiu mover para as suas manifestações, carreatas e comícios. No final do dia, o outro lado dispara a informação que tinha muito mais pessoas na sua concentração. Tudo isso é ridículo, e por que não dizer, pobre de espirito e cômico. Nossa cidade não vai ter desenvolvimento enquanto a população continuar com esse mesmo pensamento, com essa pobreza de espírito, achando que política é brincadeira, que é com festas que iremos resolver os problemas que surgirão no futuro. As demandas sociais são enormes e, só com seriedade que iremos ter os nossos filhos e netos com um futuro melhor que o nosso. Precisamos nos mover, precisamos ter maior responsabilidade nas nossas escolhas de nossos governantes.

Vale a pena refletir antes da eleição. A proposta de governo apresentada pelo seu candidato cabe dentro do orçamento do município, ou é só falácia? O que o seu candidato já fez pela sua cidade? Você sabe do histórico político do seu candidato a Vice-prefeito? Não esqueça que ele pode assumir como titular. Quem são os aliados do seu candidato? ou você não se importa com isso, e seja o que Deus quiser?

Repito: “Lembre-se também, que junto com o Prefeito, além do Vice-prefeito, vem um ‘pacote’ completo de outros apetrechos, tais como: amigos, parentes, agregados, seguidores e outros tantos sem classificação. Analise toda a árvore do processo, o futuro de nossa cidade agradece.”


Por Sukarno Cruz Torres

Com o início da campanha política em Presidente Dutra, a postura de muitos cidadãos é completamente alterada e, com o passar do tempo, as paixões políticas e os interesses pessoais conduzem de forma quase absoluta o destino da política local. Observa-se claramente que os ideais se perdem dia após dia, enquanto a paixão política aflora cada vez mais forte. Neste ano temos um item novo que pode influenciar o pleito, que é a participação da juventude de forma mais efetiva e com maior liberdade de expressão. O texto que reproduzo a seguir é de Armando Alves, um taxista e membro do PV de José de Freitas-PI, adaptado para o momento político de Presidente Dutra, na sua verdade nua e crua.

É triste perceber que em nosso município essa realidade de paixão política decide as eleições à medida que tira das pessoas de bom senso o poder de decisão, para colocá-lo nas mãos de dois ou mais caciques da política local. O fenômeno é resultado da pouca cultura política da população e, também, do sistema eleitoral vigente no país que não exige qualificação dos políticos para serem candidatos a um cargo eleitoral.

Assim como a iniciativa privada normalmente exige do candidato a um emprego o seu “curriculum vitae”, para saber se o pretendente está apto a ocupá-lo com perspectivas de sucesso, o sistema eleitoral deveria também fazer o mesmo, impondo aos partidos políticos a obrigação de exigir de cada candidato a um cargo eletivo a comprovação de conduta ilibada e de conhecimentos suficientes para exercer a função que pleiteia. Essa providência evitaria que os municípios ficassem entregues aos analfabetos funcionais, que não têm capacidade para administrá-los dentro dos parâmetros que medem uma boa gestão e, igualmente, aos maus políticos, comprovadamente corruptos, que sempre usam o cargo para fartar-se do dinheiro público.

Mas, como em nosso sistema eleitoral não existem regras para definir o gestor público, qualquer cidadão, bom ou ruim, honesto ou corrupto, sábio ou ignorante, pode candidatar-se ao cargo, e essa lacuna muitas vezes leva as cidades a serem administradas pelos incompetentes ou pelos aproveitadores. Fato que se repete nos demais cargos executivos e, também nos cargos legislativos, onde atualmente, encontra-se a maioria dos políticos picaretas desse país. Se a culpa dessa triste situação é do sistema eleitoral, também o é dos eleitores que, politicamente apaixonados por grupos ou partidos políticos, descartam o bom senso no momento de votar, e fazem de suas escolhas uma disputa eleitoral semelhante à de um jogo de futebol.

Aqui em Presidente Dutra é assim, fala muito mais alto ao eleitor o interesse pelo seu grupo político. O destino do município ele deixa entregue ao acaso, isto é, pouco lhe importa quem vai ser o prefeito da cidade, contanto que o eleito seja do seu grupo político. E, quase sempre, o escolhido pela população é um cacique local que, entra eleição e sai eleição, está sempre disputando o cargo de prefeito com outro cacique rival. Apenas a paixão política, que aqui se assemelha à paixão pelo futebol, pode explicar esse fenômeno. Cada eleitor tem seu grupo político, como cada torcedor tem seu time preferido. E, quando chega o período eleitoral, o processo político desenrola-se como um campeonato, onde cada ato político é como se fosse um jogo de futebol, em que as torcidas vestem camisas, gritam e brigam por um resultado eleitoral que satisfaça sua paixão.

Enquanto isso, são poucos os eleitores que vêem nessa disputa o destino do município e de milhares de pessoas sendo submetidas à superficialidade. Porém, quanto mais pararmos para pensar no fenômeno, entendemos menos porque tanta gente, aparentemente de bom senso e com instrução elevada, continua correndo atrás dos caciques políticos, mesmo quando percebem que eles já foram superados pelos novos tempos, ou ficaram inelegíveis em razão da incompetência ou da corrupção desenfreada.

Precisamos direcionar um olhar corrosivamente lúcido sobre os fatos da vida pública de Presidente Dutra. Nós como homens e mulheres conscientes devemos barrar a continuidade dessa política antiprogressista e doentia que impera na cidade. O debate preliminar, que a meu ver está começando em boa hora, deve transcender não só á mídia, mas também aos partidos políticos, e a população em geral tem o dever de externar suas opiniões. As escolhas dos futuros ocupantes de cargos políticos devem e têm que levar em conta suas histórias pessoais de vida, trajetórias de vida pública, onde o ponto alto será o compromisso com o bem comum, honestidade com o uso do dinheiro público e atenção com as verdadeiras e necessárias prioridades da população.

Esse é o espírito democrático onde os diferentes podem viver em harmonia. Não podemos silenciar frente às injustiças, pois a voz é nossa arma democrática, e a utilizaremos então, com coerência: se for Zé ou José, não importa, o que importa é que nosso município saia fortalecido.


A sobrevivência no marasmo, na acomodação da dependência do poder público, chamamos no popular: MAMATA. Trata-se de uma benesse sem sentido, pelo menos deveria ser, visto que difere muito da realidade do povo brasileiro. Por que um amigo, um parente, ou um servidor público teriam direito a essas benesses, se a maioria da população do município não as tem? A explicação para este ‘lucro’ que não advém de trabalho ou esforço, é vergonhosa.

O vicio deve-se a vários fatores, um deles, é a própria comodidade, salvo algumas exceções, “trabalhar” para Prefeituras é bem fácil, às vezes nem precisa comparecer ao local da prestação dos serviços ao qual foi contratado. Outro fator comum, mas não menos importante, é a falta de competência profissional. Tem pessoas que tem medo de enfrentar os percalços da vida e, terminam encontrando nas Prefeituras a maneira de sobrevivência, ficando subserviente e acomodado com o sistema. Alguns até estudam e conseguem uma formação profissional. O que adianta você fazer um curso, gastar com estudos, ter uma formação profissional e não exercer esta profissão? A justificativa geralmente pode ser observada de forma simples, tendo em vista que o dinheiro gasto com os estudos não foi ganho de forma sadia, não houve esforço nenhum para ganhá-lo.

Em final de mandato, surge à possibilidade da MAMATA terminar, ai vem o desespero em alguns “colaboradores” do sistema. Bate logo a idéia que vai ficar “desempregado” e, não vai mais ter as benesses do seu atual “empregador”. Como a pessoa não tem sustentação própria, nem financeira, nem intelectual, o que acontece? Desespero total. Alguns partem para os extremos, levam a defesa do seu grupo político na “ponta da chuteira”, é chute para todos os lados e, salve-se quem puder. O que importa nesses casos é manter a situação de sobrevivência, de comodidade e subserviência.

Em época de eleição começa aparecer às mazelas para tentar atingir o adversário. É óbvio que existe muita gente despreparada ocupando importantes cargos, em todas as esferas do governo. Serve o interesse daquele momento. Ninguém está preocupado se vai ser bom ou não para a sociedade. Se atender os objetivos de poder, tudo bem, pode ser qualquer um, basta ter a indicação. E isto às vezes torna-se um verdadeiro desastre para a administração.

Não sou contra quem trabalha para órgãos públicos, mas não podemos entender como correto, que os órgãos públicos sejam cabides de empregos, onde cada gestor acomoda seus “protegidos” como se fosse uma empresa privada. Colaboradores honestos e competentes têm aos montes e a disposição, o que falta é oportunidade. Mas como ter oportunidade, se as vagas não são preenchidas por competência, e sim por indicações políticas e de parentes?

Para os que estarão incomodados com a explanação do tema e, estão vestindo a carapuça, com certeza vão apelar para o lado pessoal. Geralmente são as pessoas que estão com os seus interesses contrariados e, fazem questão em usar argumentos escusos para tentar denegrir a imagem pessoal, pois lhes faltam argumentos e conhecimentos para debater os temas propostos nos artigos. Vou adiantando que eu nunca trabalhei para órgãos públicos, nunca prestei favor e nunca precisei de nenhum favor do poder público. Sou independente financeiro e politicamente. Não sou procurador dos meus parentes e, como pessoa física, falo e respondo pelos meus atos. Não sou a favor se algum parente é “colaborador” de algum órgão público e permanece no cargo por alguma força que não seja a da competência. Não concordo com empregos via nepotismo, clientelismos, paternalismos, corporativismos e, qualquer outra forma que não seja pela competência e pelo conhecimento, pois todos tiveram oportunidades para desenvolvimento profissional, sem necessidade de estar à disposição do poder público.

A oferta de “MAMATA” é um fantástico instrumento de poder, de domínio, de controle da sociedade. Serve fundamentalmente aos governantes, tendo às vezes, efeitos colaterais graves e, o atraso no desenvolvimento da sociedade.

Mas, é só o início da campanha. Deixamos aqui, para finalizar, a famosa frase do “letrado” ex-presidente corintiano, Vicente Matheus: “O jogo só acaba quando termina”.


Por Sukarno Cruz Torres

A política de Presidente Dutra surpreende a cada nova versão. Foi dada a largada, nesta semana, começa efetivamente o período eleitoral. Cada ano muda as maneiras de assédios aos eleitores, são novos ‘presentes’, novas ofertas de cargos e novos conceitos para Aliados, Parceiros e Conchavos. Quem era antes tido como Aliado, agora é a pessoa do patrocínio da campanha e, alguns aliados viraram relações de Conchavos Políticos, onde o céu é o limite para as demandas e ofertas, uma verdadeira mixórdia de desejos. Infelizmente os interesses próprios pesam sempre nessas formas de relações.

Podemos separá-los, o Aliado é a pessoa que passa orientação quando as equipes tomam decisões ou precisam de apoio, sempre que solicitado, é cheio de conhecimentos. Nesse caso, estão às pessoas de confiança, aquelas que NÃO são consideradas ‘bajuladoras’, são pessoas que agregam valores aos candidatos. Em Presidente Dutra existem muitas pessoas com este perfil. Temos nesse seguimento alguns professores, bancários, lojistas, pessoas da comunidade com conhecimentos em áreas específicas, enfim, pessoas interessadas em trabalhar com as equipes.

O Aliado é sempre procurado pela sua especialização. O parceiro é mais humano, é aquele que está ao seu lado, ou seja, é seu amigo, você pode contar com ele pra tudo e nas horas mais diversas. Um detalhe que consta no parceiro é o mais importante, ele não tem interesses escusos. Quem é seu parceiro quer o seu bem e ponto final, não existe nenhum interesse além da sua amizade e do bem comum. O Parceiro preza sempre pelos valores morais e éticos.

Finalmente, temos a relação mais perigosa, com os oportunistas abertos para Conchavos. São aqueles que em épocas de eleições estão por ai, sempre solícitos, esperando uma oportunidade para ‘negócios’ que os favoreçam. Quem era adversário em campanhas anteriores é agora do mesmo grupo político e, as ‘mazelas’ antes expostas de ambos os lados, agora são convergentes, andam na mesma direção. Dizem que alguns candidatos são capazes de pisar no pescoço da própria mãe se este for o caminho para a sua eleição. Os Conchavos são geralmente os conluios, uma maquinação com objetivo interesseiro e ilícito. Os Conchavos se aproveitam das fraquezas da sociedade e, colocam como objeto de ‘negócios’ as mais diversas e vergonhosas negociatas, sempre levando em conta os seus próprios interesses e dos seus mais próximos.

Caso a nossa sociedade não tome medidas com atitudes fortes e decisivas, poderemos presenciar um CONTINUÍSMO devastador em Presidente Dutra. Precisamos de renovação urgente.

“O limite da ambição é a ética. Quem, em nome da ambição, despreza os valores éticos, ambiciona mal.”

Vamos continuar usando esta “ferramenta” preciosa, para alertar sobre os fatos que consideramos graves e de desconsideração de toda a nossa população.

Eleitores, vocês cidadãos de Presidente Dutra, tomem as rédeas do vosso destino.


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