A cidade de Altamira, no Pará, lidera o ranking dos municípios mais violentos do Brasil, formulado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com dados de 2015.

O cenário retratado pelo estudo, segundo os autores da pesquisa, acabou evoluindo para a crise de segurança pública que estremeceu o país no início do ano. De acordo com o estudo, essa crise  é resultado direto da incapacidade dos governos em planejar, propor e executar políticas minimamente efetivas para a área.

Em 2015, 59.080 morreram vítimas de homicídios no Brasil — o que equivale a 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes.

Isso significa que, a cada três semanas, 3,4 mil pessoas foram assassinadas no Brasil – um número maior do que a quantidade de mortos nos 498 ataques terroristas que aconteceram nos cinco primeiros meses de 2017.

A taxa mostra uma nova acomodação nos níveis de homicídios no país, que passaram da faixa de 48 mil a 50 mil até 2007 para um novo nível de 59 mil a 60 mil em 2015.

No geral, houve uma redução no número de assassinatos na região Sudeste, uma estabilização no Sul, e, por outro lado, um grande crescimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Desta vez, além da publicação do estudo, o Ipea anunciou o lançamento do site  Atlas da Violência, que vai trazer dados e estatísticas sobre violência urbana no país.

Municípios mais violentos

O  índice do Ipea leva em conta a taxa de homicídios mais o número de Mortes Violentas com Causa Indeterminada.

Em Altamira, essa taxa ficou em 107, o que quer dizer que houve 107 mortes para cada 100 mil habitantes.

A presença dessa cidade no topo do ranking pode ser explicado pelos baixos índice de desenvolvimento humano (IDH) e renda per capita, mas não só: há o fenômeno de crescimento econômico desordenado, provocado pela construção de Belo Monte.

Em segundo lugar no ranking, aparece Lauro de Freitas, na Bahia, com incidência de 97,7 homicídios; seguida por Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, e São José do Ribamar, no Maranhão.

A primeira capital do ranking é Fortaleza, no Ceará, em 13º na lista. Entre os 30 municípios mais violentos, há três da região Sul e um da região Sudeste: todos os outros estão no Nordeste, Centro-Oeste ou Norte do país.

Veja o ranking das 30 cidades mais violentas do Brasil:

Posição Estado Cidade Taxa
1 PA Altamira 107
2 BA Lauro de Freitas 97,7
3 SE Nossa Senhora do Socorro 96,4
4 MA São José de Ribamar 96,4
5 BA Simões Filho 92,3
6 CE Maracanaú 89,4
7 BA Teixeira de Freitas 88,1
8 PR Piraquara 87,1
9 BA Porto Seguro 86
10 PE Cabo de Santo Agostinho 85,3
11 PA Marabá 82,4
12 RS Alvorada 80,4
13 CE Fortaleza 78,1
14 BA Barreiras 78
15 BA Camaçari 77,7
16 PA Marituba 76,5
17 PR Almirante Tamandaré 76,2
18 BA Alagoinhas 75,7
19 BA Eunápolis 75,1
20 GO Novo Gama 75
21 GO Luziânia 74,7
22 PB Santa Rita 74,1
23 MA São Luís 73,9
24 GO Senador Canedo 73,7
25 PA Ananindeua 70,2
26 GO Trindade 69,8
27 CE Caucaia 69,8
28 PE Igarassu 69,4
29 ES Serra 69,2
30 BA Feira de Santana 68,5

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Fonte: Exame


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Num dos grampos divulgados pela Polícia Federal, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) ligou para um parlamentar petista, o deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), e pediu que ele intercedesse para conter os supostos “radicais do PT”; Aécio se referia ao deputado Rogério Correia (PT-MG), que foi à procuradoria-geral da República, assim que soube das delações da Odebrecht, que o responsabilizavam por propinas na Cidade Administrativa; em contrapartida, Aécio prometia articular no Senado saídas para a crise financeira de Minas Gerais; assim que ouviu o diálogo, Rogério Correia reagiu com indignação; “Aécio Canalha! Deu golpe com Temer, Cunha e Gilmar Mendes e agora pede socorro no PT, que chamou de organização criminosa.  Ainda bem que Pimentel nunca me pediu nada para este golpista”; escute o pedido de socorro do então presidente nacional do PSDB ao PT.

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 Do Brasil247


Michel Temer, que conquistou o poder por meio de um golpe parlamentar, já deu demonstrações inequívocas de que não pretende largar o osso; na semana passada, tentou se fortalecer, chamando os militares; no domingo, mudou o comando do Ministério da Justiça para tentar controlar a Polícia Federal; no entanto, como Osmar Serraglio não aceitou ficar com o Ministério da Transparência, seu assessor Rodrigo Rocha Loures, flagrado com uma mala com R$ 500 mil em propina da JBS, está prestes a ficar sem foro privilegiado – ou seja, mais perto de uma delação premiada; para salvar seu “homem da mala”, Temer cogita colocar na Transparência um obscuro deputado paranaense e tem três opções: Hermes Parcianello, João Arruda e Sérgio Souza; a questão é: ele será ousado a este ponto?

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Do Brasil247


Michel Temer decidiu manter Osmar Serraglio no governo federal e vai transferi-lo do Ministério da Justiça para o Ministério da Transparência, no lugar de Torquato Jardim. O Palácio do Planalto anunciou neste domingo que Torquato Jardim será o novo comandante do Ministério da Justiça.

A decisão de transferir Serraglio para o Ministério da Transparência mantém Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) como deputado federal.

Ex-assessor de Temer no Planalto, Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal (PF) carregando uma mala com propina entregue por um executivo do grupo J&F – dono do frigorífico JBS – para ajudar a destravar uma pendência da termelétrica da holding dos irmãos Josley e Wesley Batista junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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Do Brasil247


Michel Temer demitiu neste domingo seu ministro da Justiça, Osmar Serraglio; a consequência direta é que Rocha Loures, seu “homem da mala”, flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil em espécie recebidos como propina da JBS, perdeu o mandato, uma vez que era suplente de Serraglio; a mudança pode ser uma estratégia de Temer para tirar do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, o inquérito sobre a mala da propina; Rocha Loures, que era assessor especial de Temer, vinha cogitando fazer uma delação premiada e sinalizava o interesse em revelar fatos sobre a atuação de Temer no porto de Santos; há uma possibilidade, agora, de que o caso vá para a primeira instância; segundo Ricardo Saud, delator da JBS, a propina entregue a Rocha Loures tinha como destinatário o próprio Temer; o substituto de Serraglio é Torquato Jardim.

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Do Brasil247


Afastado do cargo e sem passaporte, o senador tucano Aécio Neves finge que nada aconteceu e acredita que ainda tem algo a dizer na política brasileira.

No mesmo dia em que entregou seu passaporte ao Supremo Tribunal Federal e foi notificado do pedido de prisão contra ele pela PGR no âmbito da Lava Jato, sobre o qual tem 15 dias para se manifestar, Aécio escreve no Facebook “sobre a necessidade das reformas no país e o clima de intransigência”.

“Têm sido dias difíceis para o Brasil”, começa seu post, ignorando seu próprio caso. Principal articulador do golpe que tirou a presidente eleita Dilma Rousseff do poder e causou a maior recessão da história, o ainda parlamentar também fala sobre “as dificuldades geradas pela recessão em que os últimos governos nos meteram”.

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Do Brasil247


O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) não pode mais viajar para fora do Brasil; investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, ele teve que entregar seu passaporte ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira 24; Aécio também foi notificado sobre o pedido de prisão formulado pela procuradoria-geral da República e ganhou prazo de 15 dias para se manifestar antes da decisão do plenário da corte; depois que foi derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio decidiu incendiar o País – “só para encher o saco”, como disse num grampo com o empresário Joesley Batista; ao não aceitar o resultado eleitoral e se aliar a Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão, para provocar instabilidade econômica e, assim, lograr êxito no golpe, Aécio atirou o Brasil na maior crise de sua história; nesta quarta, Michel Temer, também investigado por corrupção, convocou o Exército


Temer e sua turma vivem a ilusão de que nas últimas horas as coisas melhoraram para ele Temer, que pode até sobreviver, mesmo ferido e sangrando.   Alguns aliados tentam empurrar a reforma trabalhista no Senado, Rodrigo Maia tenta destravar a pauta da Câmara, apesar da obstrução da oposição,, DEM e PSDB adiaram o desembarque,  houve a desqualificação da gravação do homem-bomba da JBS…Tudo ilusão. A queda de Temer é um fato marcado para acontecer, faltando apenas alguns acertos dentro do “establishment”, especialmente sobre quem será o “indireto” sem rabo-preso a ser eleito para tocar a agenda liberal com mais eficiência.  O rito a ser seguido deve ser mesmo o da cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE, a partir de 6 de junho. Até lá, seremos entretidos com fogos de artifício.

        Quem tiver dúvida sobre a inexorável queda de Temer que se faça uma pergunta: alguma vez as Organizações Globo entraram numa disputa política para perder? Nunca. Por que então estariam, em todas as suas mídias, mantendo o fogo alto e forte sobre Temer, se houvesse alguma chance de perderem a parada? A segurança com que a Globo mantém a ofensiva sugere,  a muitos do mundo político,  que a delação da JBS é apenas uma pontinha da munição que a Globo tem contra Temer.

        Tentando enxergar individualmente as árvores desta floresta densa, separemos os atores e as etapas.

        1. O “acordão pelo alto”.    Enquanto Temer esperneia e ganha tempo, seguem as articulações silenciosas por uma “solução constitucional”, o que significa seu afastamento de forma legal,  com a eleição indireta do sucessor, tal com previsto na Carta.  Quais são os atores envolvidos? FHC certamente é um deles, juntamente com os tucanos que realmente hoje contam, como Tasso Jereissati. O presidente interino do PSDB diz que seu partido não seria “irresponsável” de deixar o governo  pendurado no ar até que o TSE realize o julgamento da chapa Dilma-Temer. Esta foi uma forte indicação de que a degola de Temer virá mesmo  pelo tribunal.  Devem participar das negociações, além dos tucanos, alguns empresários da “nata” do capitalismo nacional mais responsável e uns poucos peemedebistas, como o dissidente Renan Calheiros, que disse numa rede social:  “Precisamos construir uma saída na Constituição, que  garanta eleições  gerais em 2018 e Assembleia Nacional Constituinte. Fora disso é o imponderável. Tenho convicção de que o presidente compreenderá seu papel e ajudará na construção de uma saída.”

        Temer só pode ajudar de um jeito: renunciando.  Por isso estariam sendo discutidas também as garantias que lhe poderiam ser oferecidas, como a de que não será preso caso renuncie. Estas conversas correm numa faixa, mas em outra,  Temer e sua turma tentam ganhar tempo, contando com o medo geral do imponderável, que pode atender pelo nome de diretas-já e de Lula.   O “pacto pelo alto”, como o batizou o historiador José Honório Rodrigues, está com toda pinta de que vai novamente vingar. As manifestações pelas diretas não explodiram de largada, no domingo, prometendo um grande movimento de massas. Vamos ver amanhã mas o outro lado está mais avançado. O povo está cansado e desiludido.

        2. O nome – Inicialmente, o mais cotado para ser o “indireto” foi Henrique Meirelles mas este nome também já perdeu força, assim como o de Nelson Jobim e o de Carmem Lucia. Meirelles serviu à JBS por quatro anos, o que soa mal,  e melhor servirá à elite como ministro da Fazenda. Falou-se até mesmo em Rodrigo Maia mas este terá outra utilidade para a transição. Será ele o presidente interino enquanto correrem os preparativos para a eleição no Colégio Eleitoral que vai ser ressuscitado.

        A coalizão do golpe está apenas descartando Temer mas continua sendo a mesma, com o mesmo programa.  As “reformas” não são coisas do Temer, mas uma exigência da elite, do capital que precisa ampliar sua mais-valia.   O nome do “indireto” pode surpreender, pode estar sendo preparado em silêncio. Com certeza, será alguém que pode não ter carisma mas não terá os defeitos gritantes de Temer: vulgaridade moral e intelectual, rabo preso, deselegância litúrgica.

        3. O rito do TSE.  Inicialmente PSDB e o DEM condicionaram a permanência ou o desembarque à decisão do Supremo sobre o pedido de Temer para que o inquérito pedido por Janot seja suspenso. Ontem, a ficha caiu para Temer e sua defesa.  Como provavelmente o STF manteria as investigações, o que seria uma antecipação da disposição para afastá-lo logo que se tornar réu,  Temer desistiu do pedido.  PSDB e DEM adiaram então a decisão para depois do julgamento do TSE. Este foi um sinal claro de que a degola virá, por ironia, do tribunal presidido por Gilmar Mendes, dileto amigo de Temer. A não ser, é claro, que evoluam negociações sobre uma renúncia com garantias de que não será preso.  Será no TSE porque. dentre as “soluções constitucionais” existentes, este é o único rito que pode ser sumariamente consumado. O impeachment, tanto quanto o afastamento pelo STF, após uma denúncia de Janot, são processos por demais alongados diante da situação.

        4.Papel da Globo e da mídia – Como eu disse no início, quem achar que Temer pode sobreviver deve fazer-se uma pergunta: alguma vez as Organizações Globo entraram numa disputa política para perder? Não. Elas ajudaram a derrubar Jango em 64, demoraram mas embarcaram no impeachment de Collor, que haviam ajudado a eleger, foram decisivas na derrubada de Dilma e agora apostam alto contra Temer.  O império dos Marinho, por tudo o que significa como  poder real no Brasil,  não embarcaria nesta cruzada se não tivesse o aval de outras forças do sistema, como empresários, banqueiros, militares etc.  Aqui houve um desencontro entre os que apoiaram o golpe. Os dois jornalões paulistas, por razões não de todo claras,  seguem jogando na ambiguidade. Foi a Folha que forneceu a Temer sua principal arma de defesa, o questionamento da integridade da gravação de Joesley.  O Estadão, aqui e ali, aponta os crimes mas defende a importância da estabilidade e da continuidade das reformas, numa espécie de “ruim com ele, pior sem ele”.

        A Globo, suspeitam alguns políticos, devem dispor de informações muito mais graves contra Temer, ainda não utilizadas. Há muitas coisas ainda mal explicadas, como por exemplo, o trajeto da mala em que Rodrigo Loures recebeu propina de R$ 500 mil da JBS, depois de ter sido indicado por Temer como mediador da relação entre eles.   Loures entregou-a hoje à Polícia Federal. Mas por onde a mala andou, que não foi encontrada em sua casa durante a busca e apreensão da PF?  Coisas que existem entre o céu e a terra, não alcançadas pelo jornalismo nem pela filosofia. Mas há quem tenha as respostas.

        Portanto, as águas seguem seu curso inexorável. Salvo a revogação de leis fundamentais da política, o que Temer e seus aliados estão recebendo agora é a “visita da saúde”, aquela melhora que sempre precede o fim quando alguém está para morrer.  É da vida, é da política.

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Por Tereza Cruvinel


Temer ainda não caiu, está em coma, mas como seu colapso político é irreversível,  o “Congresso da propina” começa a preparar-se para eleger, por via indireta, um sucessor “biônico”,  ou seja, sem voto, como se dizia na ditadura. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, determinou estudos jurídicos e legislativos para a realização do pleito, que ele conduzirá na condição de presidente interino, após o afastamento de Temer. Se isso acontecer no início de junho, este  “Colégio Eleitoral” redivivo consumará a escolha em agosto. Por superstição, eu não gosto, como muitos brasileiros, de nada que acontece em agosto, especialmente na política.  Seja quando for, este plano de driblar o eleitorado  só não será imposto se as forças populares e democráticas forem capazes de produzir uma grande mobilização em defesa das eleições diretas imediatas.   O “indireto”, seja ele quem for, continuará sofrendo do mal da ilegitimidade e submetendo o país à instabilidade política, com seus reflexos sociais e econômicos.  O Brasil não reconheceria  um presidente eleito pelo “Congresso da propina”. Este epíteto não é um xingamento nem constitui injúria. É  uma caracterização assentada na triste realidade que nos vem sendo revelada.

            Os depoimentos da delação da JBS, que puderam ser vistos numa profusão de vídeos liberados pelo STF,  é que falam de um “Congresso da propina”,  de um Parlamento em que deputados e senadores podem ser comprados como mercadoria.  Soube-se que muitos venderam seu voto a favor do impeachment, e se deram bem no governo Temer. Alguns tentaram vender o seu para votar contra e deram-se mal, não achando comprador. Dilma já estava rifada pelos golpistas.  Dizem os delatores da JBS que uma fração expressiva dos atuais congressistas teve suas campanhas financiadas por recursos  derivados de propinas pagas por sua empresa, ainda que não tenham sido acertadas diretamente com o candidato, mas com seu partido ou padrinho político.  Isso, noves fora os que foram bancados pela Odebrecht e outras forças econômicas.  Todos sabiam, disse Joesley Batista,  que estavam sendo financiados com recursos ilícitos. Quem fez o melhor resumo do quadro  foi  o principal operador de Joesley, Ricardo Saud, que disse num de seus depoimentos:

            -Então eu gostaria de deixar registrado que nós demos propina para 28 partidos. Esse dinheiro foi desmembrado para 1.829 candidatos. Eleitos foram 179 deputados estaduais de 23 estados, 167 deputados federais de 19 partidos. Demos propina para 28 senadores da República, sendo que alguns disputaram e perderam eleição para governadores e alguns disputaram a reeleição ou eleição para o Senado. E demos propina para 16 governadores eleitos, sendo quatro do PMDB, quatro do PSDB, três do PT, dois do PSB, um do PP, um do PSD. Foi um estudo que eu fiz, por conta minha (…) Acho que no futuro vai servir. Aqui estão todas as pessoas que receberam propina diretamente ou indiretamente da gente.
            Outro “ensinamento” sobre a degeneração deste presidencialismo de coalizão que nos infelicitou  foi ministrado, num depoimento, pelo próprio Joesley. Como os procuradores pareciam não estar entendendo o relato de uma discussão que teve com Aécio Neves sobre a indicação do presidente da Vale, ele esclareceu:

                – E como o Brasil funciona hoje. Não existe nenhum outro interesse,  de nenhum politico,  em indicar ocupantes de cargos públicos se não for para receber vantagem financeira através de propinas e malfeitos. 

                De fato, nada mexe mais com os congressistas e com os partidos do que as  indicações de ocupantes de cargos federais.  Pela presidência de uma estatal, partidos são capazes de travar uma guerra, com chumbo grosso e fogo amigo.  Por uma diretoria financeira, deputados  são capazes de ir aos tapas.  E querem esta casta substitua o povo na escolha do presidente.

                A Constituição, é verdade, prevê a eleição indireta quando a vacância ocorrer no segundo biênio de um mandato. E nada mais diz. Por isso Rodrigo Maia está preocupado com assunto. Será preciso, provavelmente, aprovar uma lei complementar regulando tal eleição. O candidato terá que ter filiação partidária?  Será preciso tempo mínimo de filiação? Todos os partidos poderão indicar candidatos ou só aqueles com determinada representação na Câmara?  Podem ser ocupantes de cargos públicos? Devem se desincompatibilizar com que antecedência.  O voto será secreto ou aberto? Como será o ritual? Hoje, não respostas para estas e muitas outras questões.

                A Constituição fala em pleito indireto mas  nem tudo o que está na Constituição é a melhor solução. Os constituintes podem ter legislado de boa fé mas as circunstâncias políticas, frequentemente, demonstram que se equivocaram. Por isso a Carta de 1988  já foi tão emendada, o que não lhe retira muitos outros méritos.  Afora as cláusulas pétreas, consagradas como tal para preservar a democracia contra a sanha de aventureiros, tudo o mais pode ser reformado para atender ao interesse nacional. E o que pode interessar mais à Nação do que a forma de escolha do primeiro mandatário?  A emenda Miro Teixeira estabelece que a eleição só será indireta quando a vacância ocorrer faltando apenas seis meses para o fim do período presidencial.   Isso já resolve o problema embora o ideal mesmo é que houvesse a antecipação da eleição presidencial de 2018, e não a eleição de um presidente com mandato tampão para concluir o período Dilma-Temer.  Com pontes e pinguelas,  estamos escaldados.  Melhor mesmo seria a emenda-viaduto, antecipando o pleito e garantindo ao eleito mandato de quatro anos.  Depois de tanto solavanco, a previsibilidade fará bem ao pais. Abrandará rancores e permitirá o planejamento de mais longo prazo.   Mas há   juristas dizendo que isso não é possível,  pois a duração dos mandatos seria intocável.   As cláusulas pétreas estão bem definidas no artigo 60 e não são necessários muitos neurônios e títulos jurídicos para entender o que ele diz:

             Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

(…)
         § 4º – Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I – a forma federativa de Estado;
II – o voto direto, secreto, universal e periódico;
III – a separação dos Poderes;
IV – os direitos e garantias individuais. “

            Onde estaria, neste dispositivo, a referência à duração dos mandatos como cláusula intocável.  A interpretação caberia ao STF, naturalmente, mas parece-me claro que,  o povo querendo, o Congresso poderia aprovar a emenda da antecipação da eleição presidencial.

            E melhor ainda seria se fossem também antecipadas as eleições legislativas, para que os candidatos a presidente, na campanha, pedissem aos eleitores que tentassem lhe dar também a maioria parlamentar, a tal governabilidade, votando em candidatos a deputado e a senador afinados com seu programa.  Talvez seja pedir muito, embora esta fosse a solução com maior racionalidade política.

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Com informações de Tereza Cruvinel


O ex-presidente do Banco Central dos Estados Unidos Alan Greenspan, evitava sentar na mesma mesa do Presidente dos EUA, para ratificar o sigilo do Banco Central, segundo o jornalista Alexandre Versignassi, da Superinteressante.

No Brasil, Michel Temer antecipou uma informação privilegiada a um dos donos da JBS Joesley Batista: a de que o o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, cortaria a taxa de juros em 1 ponto porcentual, informou a Folha. O empresário ficou possibilitado de especular no mercado de títulos públicos e levantar R$ 1 bilhão em uma semana com meia dúzia de operações.

Mas Temer fez pior, ao minar a confiança nos títulos públicos e, em consequência, não consegue se financiar. Posteriormente, governo precisa pagar juros mais altos para se financiar, ou seja, o dinheiro fica mais caro no mercado, o que implica em menos financiamentos, menos consumo e menos geração de empregos

“É por isso que, em qualquer país com algum fiapo de noção, não se discute se um presidente que cante os movimentos da taxa de juros para um empresário deve ou não cair: só se discute se ele vai puxar 20 ou 30 anos de cadeia”, disse.


Em pronunciamento à Nação, o já quase morto Michel Temer acaba de informar que não renunciará. Resta saber até quando o presidente mais impopular da história do Brasil vai permanecer em pé. Rejeitado por 92% dos brasileiros, antes de ser flagrado cometendo crimes em série, Michel Temer nega a renúncia, pedida até pelos aliados, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Vamos aguardar a divulgação dos áudios com a fala de Temer; aí sim, o bicho vai pegar e dificilmente ele se segurará de pé.


O presidente Michel Temer está pronto para anunciar sua renúncia ao cargo e deverá fazê-lo ainda hoje. Temer já conversou a respeito com alguns ministros de Estado e, pessoalmente, acompanha a redação do pronunciamento que informará o país a respeito.

Rodrigo Maia (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, já foi avisado sobre a decisão de Temer. Ele o substituirá como previsto na Constituição, convocando o Congresso para que eleja o novo presidente que governará o país até o final de 2018.

A Secretaria de Comunicação Social da presidência da República suspendeu a veiculação de peças de propaganda do governo que estavam no ar ou que poderiam ir ao ar.

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Por Noblat


O presidente nacional d PSDB, Aécio Neves (PSDB-MG), não é mais senador.

O líder do golpe que destituiu Dilma Rousseff foi afastado do cargo pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin.

O pedido de afastamento foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e acolhido por Fachin.

Aécio foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, pedindo R$ 2 milhões em propina.

Longe do Senado e sem o foro privilegiado do cargo, Aécio pode destino semelhante ao do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ter seu caso remetido para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Com isso, a decisão por uma eventual prisão do mineiro estaria nas mãos de Moro.


Alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira 18, Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), foi presa em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Ela não estava no exterior, como foi informado anteriormente. A operação da PF também cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Andrea e Aécio. 

Os investigadores haviam confirmado duas presas presas até o momento: um procurador da República que atua junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o advogado Willer Tomaz, ligado ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso e condenado a mais de 15 anos de prisão na Operação Lava Jato.

Aécio, que foi citado em várias delações premiadas no âmbito da Lava Jato, foi gravado pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, pedindo R$ 2 milhões em propina. O dinheiro foi rastreado até chegar ao senador Zezé Perrela (PSDB), apontado como intermediário da propina pedida por Aécio.

O senador foi afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal e pode ser preso nos próximos dias. Ele teve sua prisão solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro Edson Fachin levou a decisão ao plenário do Supremo.


E o Aécio – vai deixar solto em Furnas?

Canalhas, canalhas, canalhas

Os meninos Batista explodiram o Golpe!

Enfiaram o dedo na bolha!

Enrolaram o Gilmar nas tripas da família Marinho e fizeram uma salsicha!

Vamos ver se o Moro é macho mesmo!

Em tempo: toda a base do Governo se retirou do Plenário da Câmara logo após a divulgação da notícia. Rodrigo Maia encerrou a sessão.

PHA


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