Após terem a prisão temporária decretada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e o diretor de Relações Institucionais do grupo, Ricardo Saud, decidiram se entregar à Polícia Federal (PF); procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou a prisão de Joesley e Saud após a descoberta do áudio de uma conversa de quatro horas entre os dois delatores da Lava Jato; os delatores da J&F querem se antecipar ao cumprimento do mandado de prisão de Fachin e estão em São Paulo, tendo que se deslocar para Brasília para se entregar à PF.

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Do Brasil247


A Polícia Federal prendeu o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), braço direito de Michel Temer na arrecadação e distribuição de propina no PMDB; a PF chegou ao prédio de Geddel, no bairro Jardim Apipema, em Salvador, por volta de 5h40, em dois carros, e ainda não saiu do local; decisão que a polícia está em mãos é da 10ª Vara Federal de Brasília, mas ainda está em sigilo; pedido acontece após a PF ter encontrado na terça (5) R$ 51 milhões em espécie escondidos em caixas e malas em um “bunker” ligado ao peemedebista, também em Salvador; foi a maior apreensão de dinheiro vivo da história do País.

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Do Brasil247


Foi uma demonstração de força e de articulação, antes de tudo.

Mesmo diante das mais diversas críticas – e até de chacotas -, o presidente interino da Câmara dos Deputados, André Fufuca (PP), manteve-se focado e em contato permanente com os líderes dos partidos e conseguiu, ontem (5), aprovar em plenário o texto principal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/16, do Senado, que veda coligações para eleições proporcionais e cria uma cláusula de desempenho para o acesso de partidos ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda em rádio e TV.

A proposta, relatada pela deputada Shéridan Oliveira (PSDB-RR), teve 384 votos favoráveis e 16 votos contrários, em votação em primeiro turno.

Após a aprovação, Fufuca comemorou o avanço de parte da reforma política, depois de semanas de impasse. “Independentemente do resultado que nós iremos ver ao abrir as urnas, esta Casa é vencedora. Esta Casa não se furtou a ser pai da sua própria decisão, a ser pai do seu próprio destino”, disse.

A votação foi realizada depois de um acordo de procedimento feito entre os líderes dos principais partidos. Pelo acordo, a análise da proposta só será retomada depois que os deputados decidirem sobre outra PEC da reforma política: a PEC 77/03, relatada pelo deputado Vicente Candido (PT-SP), que altera o sistema para eleição de deputados e vereadores e cria um fundo público para o financiamento das eleições.

A decisão sobre o sistema eleitoral terá prioridade porque influencia diretamente as regras sobre coligações: por exemplo, se for aprovado o chamado “distritão”, que seria a eleição pelo sistema majoritário de deputados e vereadores em 2018 e 2020, o sistema de coligações não afeta a distribuição das cadeiras. Por outro lado, se as mudanças forem rejeitadas e ficar mantido o sistema proporcional atual, as regras para as coligações são determinantes para o resultado.

Texto aprovado

Em termos gerais, a proposta aprovada hoje preserva as prerrogativas dos partidos para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias (governador, prefeito, senador e presidente da República), “vedada a sua celebração nas eleições proporcionais” (deputados e vereadores). A regra vale a partir de 2018.

Quanto à cláusula de desempenho, haverá uma transição até 2030 quanto ao índice mínimo de votos obtido nas eleições para a Câmara dos Deputados ou de deputados federais eleitos. Esse índice será exigido para acesso ao Fundo Partidário e ao horário gratuito de rádio e televisão.

Há, no entanto, destaques para tentar alterar o texto. O PPS, por exemplo, quer adiar a vedação das coligações para 2020, como previa o texto original da proposta. Já o PCdoB e o PR apresentaram pedidos para retirar do texto a expressão “vedada a sua celebração nas eleições proporcionais”, mantendo o sistema atual. Também há destaques contra a janela para mudança de partidos, alterações no acesso ao Fundo Partidário, entre outros pontos.

Relatora da proposta, a deputada Shéridan disse que as mudanças não são a reforma política ideal, mas uma reforma que vai ajudar a corrigir distorções do sistema político atual.

“É importante que a sociedade traduza os seus votos vendo seu candidato eleito e não essa conta absurda [do quociente eleitoral de coligações] que, muitas vezes, elege quem nem tem voto para estar onde está. E ninguém está sendo tolhido na cláusula de desempenho proposta. É apenas exigir um mínimo de representação nacional para distribuir esses recursos do Fundo Partidário e do tempo de rádio e de televisão. É racionalizar”, defendeu.


A Polícia Federal encontrou um ‘bunker’ em Salvador, num endereço ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.

No local, de acordo com os investigadores, o aliado de Michel Temer armazenava dinheiro de corrupção.

O dinheiro, em malas e caixas de papelão, foi levado em carros a um banco, onde será depositado em uma conta judicial.

A operação, nomeada de Tesouro Perdido, foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília. O endereço foi encontrado com informações obtidas na Operação Cui Bono, que prendeu Geddel no início de julho.

O político baiano conseguiu um habeas corpus e cumpre hoje prisão domiciliar.

Significado de Bunker:

Esconderijo subterrâneo que contém tudo o que alguém precisa para sobreviver.


A vida não está nem um pouco fácil para o ex-jogador de futebol Roberto Carlos. De acordo com informações do jornalista Leo Dias, a justiça determinou a prisão dele. O motivo? O craque está com a pensão alimentícia atrasada e agora está sendo cobrado como a lei manda. A justiça de São Paulo aguarda a chegada dele ao Brasil para realizar a prisão.Também está sendo estudado a possibilidade de expedir uma mandato de prisão internacional, caso ele não venha ao Brasil resolver as pendências

O ex-jogador não paga a pensão da filha mexicana Rebecca há dois anos. As partes envolvidas foram procuradas, mas não quiseram se manifestar.

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Do TVFOCO


“O Flávio Dino é a coisa mais nobre e importante que aconteceu na democracia brasileira. O Maranhão, que é um estado extraordinário e com uma gente maravilhosa vinha passando por momento que o povo não merece, o que parecia ser uma fatalidade da geografia. Quando vem esse extraordinário juiz federal que troca a toga pela política”,

 

Declarou o presidenciável Ciro Gomes (PDT) sobre a gestão do governador Flávio Dino (PCdoB)


A vitória de Michel Temer no último 2 de agosto, numa sessão infame da Câmara dos Deputados, ainda não foi totalmente paga por você. Segundo um levantamento do jornal Valor Econômico, os 263 votos custaram nada menos que R$ 13,4 bilhões, entre emendas parlamentares e favores aos setores que dominam o Congresso, como o ruralista. Ou seja: R$ 51 milhões por deputado.
 
Esse buraco no orçamento federal é mais do que Temer conseguirá arrecadar com o aumento dos combustíveis – o maior dos últimos 13 anos. Se vier a ser definitivamente liberado pela Justiça, o tarifaço da gasolina trará uma arrecadação da ordem de R$ 10 bilhões, o que demonstra como custa caro ao País manter um governo sem legitimidade e sem autoridade moral. É justamente nessa hora que os ratos do parlamento fazem a festa.
 
A vitória de Temer custou mais do que o recente aumento de impostos e também quebrou uma promessa da equipe econômica. Para quem não se lembra, Henrique Meirelles dizia que, com o teto de gastos, que congelou despesas públicas por vinte anos, não seria necessário elevar tributos. Era mentira. Os gastos estão congelados, as universidades estão parando, o Exército não tem recursos para despesas básicas e, mesmo assim, veio a paulada dos combustíveis.
 
Os próximos capítulos desse filme de terror terão como cenário a economia. Mesmo autorizado a produzir um rombo de R$ 139 bilhões, Meirelles não deu conta da tarefa. Seu “ajuste fiscal”, que na verdade nunca existiu, vem produzindo rombos mensais de R$ 20 bilhões e o déficit acumulado em 12 meses já bateu em R$ 160 bilhões. É elementar: uma economia em depressão e zero de investimentos deprime as receitas públicas. 
 
Meirelles está agora diante de duas escolhas: rever a meta, e se desmoralizar, ou promover novos aumentos de impostos. Ou seja: a conta para o contribuinte pode se tornar ainda maior. E nada indica que o apetite dos aliados de Temer será saciado. Na prática, o Brasil passou a ser governado pelo chamado “centrão” da Câmara dos Deputados, onde a única ideologia é o patrimonialismo – ocupar a máquina pública e se lambuzar até o limite.
 
É trágico e ainda pode piorar. Antes de deixar a Procuradoria-Geral da República, em setembro, Rodrigo Janot gastará seu estoque de bambu para apresentar mais uma ou duas denúncias contra Temer. Os deputados dobrarão a fatura e você será convidado mais uma vez a pagar o banquete.
 
Um dia, quem sabe, economistas irão se dedicar a levantar o custo fiscal da destruição da democracia brasileira. Primeiro, em 2015, quando a presidente Dilma Rousseff foi sabotada pela política do “quanto pior, melhor”. Depois, em 2016, com os favores concedidos por Temer para passar de interino a efeitivo na presidência. Agora, em 2017, com a farra de gastos para que ele se salvasse. Nunca antes na história deste país se gastou tanto dinheiro por uma causa tão vil.
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Por Leonardo Attuch


Um Congresso Nacional formado majoritariamente por corruptos, que se venderam a Michel Temer, denunciado por corrupção em razão das propinas pagas pela JBS, salvou, nesta quarta-feira, o governo mais sujo da história do Brasil; numa data que ficará gravada na história do Brasil como um dia da infâmia, Temer exonerou dez ministros, incluindo seu articulador Antônio Imbassahy, do PSDB, que comprou votos em plena sessão; operação para salvar Temer custou cerca de R$ 17 bilhões, em emendas e perdões de dívidas de setores como o ruralista, que ajuda a formar a base de Temer; com isso, conclui-se mais uma etapa do golpe dos corruptos contra a presidente honesta Dilma Rousseff – o que deixa o Brasil sequestrado, dominado e governado pelo crime.

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Do Brasil247


A medida foi definida pelo Decreto nº 9.111, assinado pelo presidente da República, Michel Temer.

O governo federal vai antecipar o pagamento da primeira parcela do abono salarial (13º salário) de aposentados e pensionistas em 2017. A medida foi definida pelo Decreto nº 9.111, assinado pelo presidente da República, Michel Temer, e publicado na edição desta sexta-feira (28) do Diário Oficial da União.

A primeira parcela, segundo determina o texto do decreto, vai corresponder a até 50% do valor total a ser recebido e será paga em agosto, juntamente aos benefícios correspondentes ao mês.

Já a segunda parte do abono anual, correspondente à diferença entre o valor total e aquele pago na primeira parcela, será paga no mês de novembro, juntamente aos benefícios correspondentes àquele mês.

De acordo com a lei, tem direito ao 13º salário quem, durante o ano, recebeu benefício previdenciário como aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio-reclusão ou saláriomaternidade. No caso de auxílio-doença e salário-maternidade, o valor do abono anual será proporcional ao período recebido.

De acordo com informações da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, aqueles que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC/Loas) e Renda Mensal Vitalícia (RMV) não têm direito ao abono anual. O desconto do imposto de renda, se for o caso, incidirá somente sobre a segunda parcela da gratificação.


Levantamento realizado pela ONG Contas Abertas mostra que em apenas três semanas do mês de julho, Michel Temer liberou um total de R$ 2,11 bilhões em emendas parlamentares. 

Para se manter no cargo e garantir a rejeição na Câmara da abertura da investigação contra ele por crime de corrupção passiva, Michel Temer liberou mais emendas em três semanas do que em seis meses. Segundo o levantamento da entidade, de janeiro a junho, o total de emendas empenhadas pelo governo foi de R$ 2,12 bilhões.

O levantamento mostra, ainda, que, do total liberado em emendas em 2017, mais de 82% foram para deputados federais (R$ 3,5 bilhões); o restante, para senadores.

Para financiar a compra de deputados e permanecer no Palácio do Planalto, Temer promoveu num tarifaço no preço dos combustíveis, dobrando as alíquotas do PIS/Cofins, que fez com que o preço da gasolina fosse reajustado em até R$ 0,41 por litro. Governo espera arrecadar R$ 10 bilhões com a escalada tributária (leia mais).

Veja abaixo a lista com os dez deputados que mais tiveram emendas parlamentares liberadas pelo governo nos 19 primeiros dias de julho:

Domingos Neto (PSD-CE): 10.722.953,00

Vitor Valim (PMDB-CE): 10.722.953,00

Aluisio Mendes (Pode-MA): 10.469.538,00

Pedro Paulo (PMDB-RJ): 10.319.538,00

Iracema Portella (PP-PI): 10.116.609,00

Arnon Bezerra (PTB-CE): 10.000.000,00

Luizianne Linspt (PT-CE): 9.922.953,00

Francisco Floriano (DEM-RJ): 9.722.953,00

Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ): 9.494.800,52

Zé Geraldo (PT-PA): 8.850.000,00

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Do Brasil247


       Sérgio Moro mandou confiscar tudo o que Lula tem: R$ 606 mil em bancos,  o apartamento em que mora e dois outros pequenos apartamentos em São Bernardo, um lote, dois carros e todos os ativos financeiros, inclusive planos de previdência privada.  Conta no exterior, a Lava Jato não achou.  Este patrimônio modesto, prova de que Lula não roubou, será dado à Petrobrás em suposta reparação por perdas em contratos com a OAS. O que Moro quer com esta nova agressão a Lula é sanar uma falha grave em sua sentença, forçando a relação entre o famigerado tríplex e a Petrobrás, para sustentar a condenação por corrupção passiva. Mas, dando a impressão de que deseja matar Lula de fome, Moro amplia a percepção, inclusive no círculo de admiradores, de que realmente persegue o ex-presidente.

         Seu despacho baseia-se na afirmação do delator Leo Pinheiro, de que as obras no tríplex e a diferença entre seu valor e o que Lula e Marisa haviam pago por outra unidade no prédio saiu de uma conta-propina de R$ 16 milhões destinada ao PT.   Logo, o tríplex e os bens de Lula estariam sendo destinados à Petrobrás para ressarci-la destes R$ 16 milhões.  Seria uma reparação ao “dano mínimo” sofrido pela Petrobrás. Mas não se tem notícia de despacho de Moro arrestando bens da OAS para o ressarcimento das perdas totais que a empreiteira teria imposto à estatal com contratos superfaturados nas obras da RNEST. Mas as contas de Moro não têm importância. O que ele busca é forçar a existência do elo que não conseguiu provar entre  o tríplex e negócios na Petrobrás, da mesma forma como não provou que Lula tem a titularidade do imóvel, através de escritura ou qualquer outro contrato ou documento. Contra esta falha, inventou a noção de “proprietário de fato”, uma figura que não existe no direito brasileiro, que caracteriza como proprietário aquele tem a titularidade e o poder para vender, transferir, alienar ou dispor de qualquer forma de um bem.

            A defesa de Lula aponta a mesquinhez desta nova decisão em duas condutas que também expõem o pendor persecutório do juiz. “A decisão é de 14/07, mas foi mantida em sigilo, sem a possibilidade de acesso pela defesa — que somente dela tomou conhecimento por meio da imprensa, que mais uma vez teve acesso com primazia às decisões daquele juízo. A iniciativa partiu do Ministério Público Federal em 04/10/2016 e somente agora foi analisada. Desde então, o processo também foi mantido em sigilo. A defesa irá impugnar a decisão. Somente a prova efetiva de risco de dilapidação patrimonial poderia justificar a medida cautelar patrimonial… Na prática, a decisão retira de Lula  a disponibilidade de todos os seus bens e valores, prejudicando a sua subsistência, assim como a subsistência de sua família”.         

         Ou seja, Moro quer matar Lula de fome. Logo Lula, que sobreviveu à fome em sua infância pobre no Nordeste. Quanto mais Moro explicita seu ímpeto de trucidar Lula, mais gente que acreditava nele começa a perceber sua imparcialidade e aquilo que o cientista político Juarez Guimarães chama de sua “corrupção política”. 

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Por Teresa Cruvinel


O juiz Sergio Moro proferiu nesta quarta-feira (12) a sentença contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá (SP). Moro condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A condenação se deu pouco menos de dez meses após a acusação formal feita pelos procuradores da Lava Jato.

Confira aqui a íntegra da sentença.

Lula é acusado pelo Ministério Público Federal de ter recebido R$ 3,7 milhões em propina por conta de três contratos entre a OAS e a Petrobras. O MPF sustenta que os valores foram repassados a Lula por meio da reforma de um apartamento no Guarujá e do pagamento do armazenamento de bens de Lula, como presentes recebidos no período em que era presidente.

No último dia 20 de junho, a defesa de Lula apresentou as alegações finais do processo, nas quais sustentou, com documentos inéditos, que OAS não tinha direitos para repassar o triplex a Lula. Segundo a defesa, apesar de o apartamento 164 A do edifício Solaris estar em nome da OAS Empreendimentos S/A, em 2010, todos os direitos econômicos e financeiros sobre o imóvel foram passados para um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal.

“A acusação do Ministério Público Federal diz que, no dia 8 de outubro de 2009, o ex-presidente teria recebido a propriedade desse triplex. A denúncia diz ainda que os recursos para a compra e reforma do imóvel são provenientes de três contratos firmados entre Petrobras e OAS. Mas com a OAS transferindo o imóvel para a Caixa Econômica Federal, nem Leó Pinheiro [ex-presidente da construtora] nem a OAS tinham a disponibilidade deste imóvel para dar ou para prometer para quem quer que seja sem que fosse feito o pagamento para a Caixa Econômica Federal”, disse um dos advogados, Cristiano Zanin.

Os advogados afirmaram ainda que os diretos econômicos sobre os imóveis foram cedidos quando a OAS buscou um empréstimo no mercado por meio de debêntures. De acordo com Zanin, o depósito de valores em uma conta da Caixa passou a ser condição para a negociação de qualquer unidade do edifício. A defesa diz que não há nenhum documento que mostre esse tipo de depósito, e, por isso, não houve a liberação do imóvel para o ex-presidente.

“Há um documento que indica uma conta e uma agência na qual os valores dos apartamentos do edifício Solaris devem ser depositados para que haja a liberação do imóvel. Essa conta foi mantida no terceiro aditamento feito em 2011”.

De acordo com Zanin, ao contrário do que o Ministério Público Federal alega no processo, Luiz Inácio Lula da Silva também não pode ser responsabilizado ou acusado de ter envolvimento ou conhecimento sobre os desvios de recursos ocorridos na Petrobras. Segundo o advogado, há na empresa diversos sistemas de auditoria para cuidar da lisura dos procedimentos e apurar fraudes.

“As auditorias não identificaram atos ilícitos ou de corrupção por parte de Lula. Isso também foi dito à Justiça pelos auditores. Durante o governo do ex-presidente houve reforço desse sistema de controle sobre a Petrobras dando à Controladoria-Geral da União a atribuição legal de fiscalizar a Petrobras junto com o Tribunal de Contas da União”, afirmou Zanin.

Em depoimento a Moro em maio, Lula disse que “nunca houve a intenção de adquirir triplex”

Em interrogatório ao juiz federal Sérgio Moro, em maio desse ano, Lula afirmou que nunca houve intenção de adquirir o triplex. Ele contou que a ex-primeira-dama Marisa Letícia comprou uma cota da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) – que era dona do prédio – de um apartamento simples.

Questionado por Moro se havia intenção desde o início de adquirir um triplex no empreendimento, Lula respondeu: “Não havia no início e não havia no fim. Nunca houve a intenção de adquirir um triplex”.

No início do depoimento, Moro afirmou a Lula que ele seria tratado com respeito e qualquer decisão será tomada apenas ao final do processo. “Eu queria deixar claro em que pesem algumas alegações nesse sentido, da minha parte eu não tenho qualquer desavença pessoal em relação ao senhor ex-presidente. O que vai determinar o resultado desse processo no final deste processo são as provas que vão ser colecionadas e a lei. E vamos deixar claro que quem faz a acusação neste processo é o Ministério Público e não o juiz. Eu estou aqui para ouvi-lo e para proferir um julgamento ao final do processo”. Em depoimentos de outras pessoas no processo,foram registrados desentendimentos entre o juiz e a defesa do ex-presidente.

Moro também comentou dos boatos de uma eventual prisão de Lula durante depoimento. “São boatos que não tem qualquer fundamento. Imagino que seus advogados já tenham lhe alertado que não haveria essa possibilidade. E para deixá-lo tranquilo lhe asseguro de pronto e expressamente que isso não vai acontecer.” E Lula afirmou: “Eu já tinha consciência disso.”

O depoimento começou com perguntas do juiz, seguido da assistência da acusação e dos procuradores do Ministério Público Federal. Em seguida, houve um intervalo. O interrogatório foi retomado e Moro voltou a fazer perguntas. Depois, os advogados de Lula apresentaram alguns questionamentos. E por último, o ex-presidente fez suas alegações finais. Após depor, o ex-presidente participou de ato na Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba, onde estavam concentrados manifestantes que apoiam Lula.

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Do Brasil247


As negociações para a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci esfriaram muito nas últimas semanas.

O grupo de trabalho da Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República está insatisfeito com o material oferecido até agora pelo petista, cuja delação prometia ser bombástica. Essencialmente, os investigadores se decepcionaram com Palocci, que não incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu depoimento. 

Palocci foi preso em setembro do ano passado, durante 35ª fase da Lava-Jato, batizada de “Omertá” – uma referência a origem do codinome “italiano”, pelo qual o ex-ministro era chamado por executivos da Odebrecht. Ele foi acusado de receber milhões de reais em propina da empreiteira.

Em maio deste ano, o ex-ministro trocou de advogado e começou a negociar a delação. A expectativa era de que, além de políticos de primeiro escalão, ele revelasse esquemas de corrupção envolvendo o mercado financeiro. O temor sobre essa delação levou bancos e gestoras de recursos a consultarem previamente a Lava-Jato sobre a possibilidade de fechar acordos de leniência.

No dia 26 de junho, oito meses após sua prisão, Palocci foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao dar a setença, Moro afirmou que a proposta de delação do ex-ministro soou mais como “ameaça” a antigos aliados do que como uma intenção verdadeira de celebrar um acordo.

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As informações são de reportagem de Murillo Camarotto no Valor


Dois anos depois de lutar para que prosperasse a ação proposta pelo senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) contra a presidente legítima Dilma Rousseff, quando as contas da campanha presidencial de 2014, já haviam sido aprovadas, o ministro Gilmar Mendes deu o voto de Minerva no julgamento que absolveu a chapa Dilma-Temer por 4 a 3 na noite desta sexta-feira no Tribunal Superior Eleitoral.

A mudança de posição se deve ao fato de o PSDB ter tomado o governo de assalto, nomeando quatro ministros. Em seu voto, Gilmar disse que deu força à ação, “mas não para cassar mandato”. 

Antes de Gilmar, votaram pela cassação da chapa o relator do processo, ministro Herman Benjamin, e os ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Votaram pela absolvição os ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcísio Neto. Os dois últimos foram nomeados recentemente por Temer para o tribunal.

No retorno do julgamento nesta tarde, o vice-procurador eleitoral, Nicolao Dino, apresentou um pedido para que o ministro Admar Gonzaga seja impedido de participar do julgamento. O motivo, segundo ele, é o fato de Gonzaga já ter atuado como advogado de Dilma Rousseff, ré no processo. Os ministros rejeitaram o pedido por unanimidade.


A rede de postos de combustíveis Ipiranga faz uma propaganda na qual enaltece a inigualável versatilidade das suas lojas de conveniências.

Na propaganda, o Posto Ipiranga é apresentado como o lugar onde se consegue encontrar tudo a qualquer hora do dia, da noite e da madrugada: ingresso de cinema, padaria, preservativo, bebida, café, guloseima, passagem aérea, reconhecimento de firma, jogo do bicho, pão de queijo, ovo de páscoa, tatuagem etc e, inclusive, combustível e óleo de motor.

Gilmar Mendes é o Posto Ipiranga do PSDB, do Aécio Neves e do Michel Temer. Ele é, em alguns momentos, um simulacro de juiz do STF e do TSE e, na maior parte do tempo, um militante partidário faz-tudo do PSDB.

O PSDB, Aécio, Temer e o bloco golpista sempre encontraram em Gilmar o lugar de abastecimento dos “itens” necessários para cada passo da conspiração e do golpe que derrubou Dilma.

A dobradinha com o juiz Sérgio Moro em março de 2016 na gravação e divulgação ilegal das conversas da Presidente Dilma, e na posterior anulação da posse de Lula na Casa Civil, é o ápice da trajetória de Gilmar na dinâmica golpista.

A oligarquia continua se abastecendo no “Posto Gilmar” para a manutenção de Michel Temer, um moribundo político investigado por crimes de organização criminosa, obstrução da justiça, corrupção e prevaricação – todos eles praticados no exercício do cargo usurpado de presidente da república – e que sobrevive artificialmente, respirando através de aparelhos.

É desnecessário inventariar os sucessivos episódios em que Gilmar atuou com perfil nitidamente partidário usando o disfarce da toga que, vivesse o Brasil um momento de normalidade institucional, ele jamais teria condições de vestir.

O papel do Gilmar na fraude do julgamento do TSE para salvar Temer é, sob qualquer perspectiva, repugnante, e encerra um dos momentos mais deploráveis da história moderna brasileira. É um daqueles momentos que serão sempre recordados com enorme vergonha.

Gilmar Mendes não é somente um indivíduo; ele é um importante ator das classes dominantes que atua na arena política e, por isso, é a expressão da natureza podre desta burguesia que condena o Brasil ao atraso para preservar o poder a qualquer custo, como mantendo um governo de ladrões – uma cleptocracia, como já definiram os gregos.

Gilmar é um importante centro de distribuição de patifarias contra a democracia e o Estado de Direito.

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Fone: Jefferson Miola


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